sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Análise Histórica de "O Mais Longo dos Dias"

 

O Mais Longo dos Dias - Um "Documentário" sobre o dia mais importante da Segunda Guerra.

 
O Mais Longo dos Dias é um filme americano de 1962, dirigido por Ken Annakin, e tendo um imenso elenco de grandes celebridades do cinema. Temos John Wayne, Robert Wagner, Sean Connery, Richard Burton, Henry Fonda, Paul Anka, Robert Mitchum, George Segal e Rod Steiger. O filme é mais um documentário sobre todos os passos que os aliados fizeram durante todo o Dia-D do que um filme de guerra em si. Mesmo preto e branco, o filme é impressionante até hoje com suas cenas de guerra realistas e possui até mesmo um pouco de humor para mostrar que a guerra não é só desgraça. Também tenha paciência, pois o filme é de quase 3 horas e é bem detalhado sobre todos os eventos que aconteceram naquele dia. Obrigatório e necessário para quem gosta muito de filmes de guerra e documentários militares.
 
 
 

O Desembarque Americano na Praia Utah

 
Diferente do que aconteceu em Omaha, o desembarque americano em Utah foi mais rápido e mais fácil. Mesmo encontrando pesadas defesas alemãs, a maioria das tropas germânicas era de origem "oriental" (turcos, russos, georgianos, indianos, coreanos e até japoneses). Por causa desse detalhe, as tropas "orientais" eram mal treinadas e despreparadas para um ataque desse tamanho. Depois de alguns combates na praia e pelo menos 100 mortos e feridos, os americanos romperam essas defesas e se conectaram com os paraquedistas americanos que estavam isolados na retaguarda alemã, só esperando por reforços para deter futuros contra-ataques inimigos.
 
 
 

O Desembarque Inglês na Praia Gold

O desembarque na praia Gold (Dourada) foi rápido e bem preciso. Graças ao poder naval aliado, boa parte das defesas alemãs estava destruída. Mesmo sofrendo 1000 baixas, os britânicos avançaram com grande velocidade e estabeleceram uma larga e bem protegida cabeça de praia.
 

 

 

O Desembarque Canadense na Praia Juno

 
Enquanto os britânicos desfrutavam de um rápido desembarque na praia Gold, os canadenses tiveram que enfrentar uma defesa poderosa dos alemães e sofreram grandes baixas. Depois de várias horas de combate, os canadenses romperam as defesas alemãs e avançaram por alguns quilômetros até serem forçados a recuar para suas posições atuais por um ousado contra-ataque alemão com tanques que quase dizimou a tropa canadense que havia desembarcado de início. Tal desastre acabou sendo evitado graças ao poder aéreo e naval aliado que forçou os tanques alemães a recuar para Caen.
 
 
 

O Desembarque Britânico na Praia Sword

 
O último desembarque aliado foi na Praia Sword (Espada). Os britânicos enfrentaram poucas defesas e rapidamente se conectaram com os paraquedistas que haviam sido lançados horas antes na região. Porém, por erros táticos, os britânicos fracassaram em capturar a cidade de Caen, capital da Normandia, e acabaram entrando numa longa e árdua batalha pelo controle da cidade. Foi também nesse desembarque, que os aliados sofreram o único ataque aéreo alemão, quando dois caças BF 109 fizeram um rasante na praia, mas não atingiram ninguém e logo recuaram por falta de munição.
 
 
 
 

A Resistência Francesa no Dia-D

 
Durante o Dia-D, a resistência francesa foi essencial para a vitória aliada nas praias da Normandia. Os franceses sabotavam postes de comunicação, atacavam comboios alemães e destruíam linhas ferroviárias para impedir a mobilização de reforços alemães. Em algumas cidades e vilas da Normandia, a população pegou em armas e até forçou as guarnições alemãs a se render ou abandonar o local. Isso acabou favorecendo bastante o rápido avanço aliado pelo interior da França.
 
 

 

A Importante Ponte Pégaso

 
Horas antes do Dia-D, uma tropa de 80 comandos britânicos e engenheiros, aterrissou de planadores na região do Rio Orne e tinham como objetivo a captura de uma pequena ponte, chamada de Pégaso. Essa ponte era essencial para os britânicos acessarem o Canal de Caen e avançar para a cidade por uma rota mais plana e menos pantanosa. Também era a única rota onde reforços alemães podiam atravessar o rio e alcançar as praias onde os aliados estariam desembarcando. Mesmo surpreendendo a guarnição alemã, os comandos sofreram grandes baixas, mas conseguiram capturar a ponte intacta. Durante o Dia-D, os comandos restantes resistiram há vários contra-ataques alemães até a chegada de reforços vindos da Praia Sword. Com a ponte em mãos, o caminho estava aberto para Caen.
 
 
 

A Batalha por Saint Mere Eglise

 

Em 5 de junho de 1944, um dia antes do Dia-D, paraquedistas americanos da 82a Divisão, aterrissaram nos arredores da vila de Saint Mere Eglise, durante um incêndio na igreja da vila e entraram num longo e confuso combate com tropas alemãs, que estavam tentando apagar o fogo da igreja e acabaram surpreendidas por essas tropas aliadas. Durante toda a noite até o dia seguinte, americanos e alemães lutaram casa-por-casa e rua-por-rua até os primeiros finalmente dominarem a vila, a primeira da França a ser libertada. Durante todo o Dia-D, os alemães receberiam reforços, com alguns tanques, e tentariam retomar a vila várias vezes. Mas, graças a resistência americana, os alemães acabaram derrotados e recuaram para a vila de Carentan, mais ao sul. Horas depois, as primeiras tropas americanas, vindas de Utah, chegaram e se conectaram com os paraquedistas na vila.
 

 

A Batalha pelo Ponto Du Hoc

 
Ao mesmo tempo que os aliados desembarcavam nas principais praias da Normandia, uma tropa de 225 rangers americanos atacava uma posição fortificada alemã no rochedo conhecido como Ponto Du Hoc. O objetivo dos americanos era de neutralizar seis canhões navais alemães que podiam atingir os transportes americanos nas praias vizinhas. Encontrando uma fanática resistência alemã, os rangers tiveram que escalar o rochedo com cordas e depois eliminar todas as fortificações alemãs na área. Mas, havia um porém, os canhões que os rangers deveriam destruir nunca haviam sidos instalados no local. Após a captura do Ponto, os rangers ainda tiveram que aguentar um curto cerco de 3 dias até reforços chegarem e expulsarem os alemães da região. Dos 225 homens que atacaram o rochedo, só 90 sobreviveram.
 
 

 

 

A Batalha de Ouistreham

 
 
Quando os britânicos desembarcaram na Praia Sword, dois batalhões de comandos franceses desembarcaram juntos e avançaram para Ouistreham, uma cidade localizada na "boca" do Canal de Caen. Lá os alemães tinham ainda um canhão naval operacional e escondido dentro do cassino da cidade. Se aproximando em duas direções diferentes, os franceses surpreenderam a guarnição alemã e rapidamente cercaram o cassino. Porém, os alemães possuíam um canhão antitanque e algumas baterias antiaéreas que causaram pesadas baixas aos franceses até esses receberem a ajuda de um tanque britânico que destruiu o cassino e neutralizou as defesas alemãs. Com essa vitória, o flanco direito da Normandia estava livre de qualquer ameaça de canhões navais na região.
 
 
 
 

A Força Aérea Alemã Durante o Dia-D


A presença da Força Aérea Alemã na Normandia era totalmente nula. Meses antes, os aliados lançaram um longa campanha aérea para destruir a frota aérea alemã concentrada na França e facilitar os desembarques no litoral francês. Durante todo o Dia-D, os aliados não sofreram nenhum ataque aéreo alemão, mas na Praia Sword dois caças alemães BF-109 atacaram as tropas que desembarcavam na praia, mas não atingiram ninguém antes de recuar para Paris. Pelo resto do dia, os céus da França estariam sob o controle total dos aliados.
 
 

Bibliografia:



 

 





 



 



quinta-feira, 12 de julho de 2018

Análise Histórica de "Nascido para Matar"

 

Nascido para Matar - A Violenta Loucura no Vietnã

 
 
Nascido para Matar é um filme americano e britânico de 1987, dirigido pelo genial Stanley Kubrick e estrelado por Matthew Modine, Adam Baldwin, Vincent D'Onofrio, R. Lee Ermey, Dorian Harewood, Kevyn Major Howard, Arliss Howard, Ed O'Ross, John Terry e Kieron Jecchinis. O filme conta a história fictícia de um grupo de jovens fuzileiros americanos que devem primeiro passar pelo treinamento "infernal" de seu sargento para depois lutar na Guerra do Vietnã e liberar toda a loucura e insanidade que acumularam durante o rigoroso treinamento contra um inimigo determinado a vencer. O filme é um dos mais violentos filmes de guerra da história. Kubrick mostra todos os horrores da guerra, mas seu maior triunfo foi mostrar o rigoroso e pertubador treinamento militar que muitos jovens americanos tiveram que passar para lutar uma guerra que nem era sua. A cinematografia é linda, a música é tensa e meio polêmica, as atuações são fantásticas e a guerra em si é mostrada como se fosse um pesadelo para esses jovens fuzileiros. Recomendo para quem tem estômago forte.
 
 
 
 
 

O Treinamento Americano nos Anos 1960

 
O exército americano nos anos 1960 era formado na sua maioria por voluntários civis que tinham entre 18 e 22 anos. Por não terem nenhum ou pouco treinamento militar, esses jovens americanos sofriam com os rigorosos treinamentos do exército e de seus instrutores, muitos veteranos da Segunda Guerra e da Guerra da Coréia, que usavam ainda táticas de combate antigas e que não funcionavam direito com essas novas gerações de combatentes. Maus-tratos e humilhações eram constantes, muitos cadetes desistiam no primeiro dia ou na primeira semana. Aqueles que resistiam eram doutrinados a se transformar numa "máquina de matar". Porém, alguns desses jovens acabavam tão traumatizados ou doutrinados com tanta violência no seu treinamento que acabavam cometendo horríveis crimes contra civis nos EUA. Após a Guerra do Vietnã, mudanças drásticas foram feitas e os treinamentos, ainda que pesados, melhoraram e só aqueles que realmente queriam servir ao seu país são aceitos.
 
 
 

O Exército Americano nos Anos 1960

 
O exército americano (no filme os personagens são Fuzileiros) nos anos 1960 era formado por jovens despreparados para uma guerra contra um inimigo determinado a vencer de qualquer jeito. Mesmo bem preparados, treinados e armados, muitos desses soldados aproveitaram a guerra para cometer crimes de guerra e outros atos violentos, pois nos Estados Unidos as leis eram (e ainda são) rigorosas. Porém, os vietcongs se mostraram um adversário superior ao poder de fogo americano e no fim da guerra, em 1973, o exército americano estava desgastado e desmoralizado. Após a Guerra do Vietnã, o governo americano iria fazer pesadas modificações no sistema de treinamento e combate de suas tropas. Antes o serviço militar era obrigatório, mas atualmente o serviço é voluntário e opcional. Graças a essas mudanças, atualmente os Estados Unidos possui o exército mais poderoso e preparado do mundo inteiro.
 
 
 

O Fuzil M-14

 
O fuzil M-14 é na verdade um rifle M-1 Garand com cano extendido e podendo disparar 15 balas ao invés de 8. Foi bastante usado no Vietnã e atualmente é usado para cerimônias militares e por forças especiais. No caso das forças especiais, o M-14 sofreu algumas modificações como: mira telescópica, cartucho na parte de baixo do fuzil e balas com maior poder de penetração. É possível instalar um silenciador na ponta do cano.
 
 

 

A Base de Da Nang

 
A Base Aérea de Da Nang é uma das maiores bases do mundo e foi o centro de operações dos americanos durante a Guerra do Vietnã. Em 1962, engenheiros americanos começaram a expandir o pequeno campo aéreo que existia na vila de Da Nang e em 1964, a base aérea estava concluída. Era dessa base que os bombardeiros americanos saíam para atacar a capital do Vietnã do Norte, Hanói, e também para lançar ofensivas de helicópteros na fronteira com o Laos. Em 1968, a base foi um dos alvos da ousada Ofensiva do Tet, mas resistiu aos ataques inimigos e continuou em mãos americanas até 1972. Em 1973, os vietcongues lançaram uma enorme ofensiva que resultaria na captura definitiva da base. Funciona até hoje sobre controle do governo vietnamita.
 
 

 

A Mídia Americana no Vietnã

 
A Guerra do Vietnã foi uma das guerras que mais foi transmitida para os EUA. Milhares de jornalistas foram ao local para registrar de perto os combates e a moral das tropas que lutavam lá. Também registravam crimes de guerra causados por ambos os lados, para tentar criar uma campanha contra a intervenção americana na nação. Ao mesmo tempo, o exército americano criou uma unidade especial de jornalismo para mostrar que as tropas estavam indo bem e que logo a situação estaria sobre controle. Também se focavam na vinda de celebridades que queriam dar seu apoio ou só simplesmente divertir os homens que sangravam no Vietnã. Foi por causa da enorme presença da mídia que o governo americano sofreu grande pressão popular para terminar logo com a guerra em 1973.

 

 

 

A Ousada Ofensiva do Tet

 

Em janeiro de 1968, durante o Festival do Tet, os vietcongues lançaram mais de 100 ataques em uma única noite, com o objetivo de causar o maior estrago possível no inimigo. A maioria dos ataques foi repelida, mas em alguns lugares, os vietcongs conseguiram ocupar cidades e até mesmo capturar bases americanas. A ofensiva é considerada até hoje como uma das mais ousadas da História. Mesmo sendo um fracasso tático para os comunistas, acabou virando uma vitória propagandista sobre como os americanos estavam despreparados pelo resto da guerra que continuaria por mais cinco anos.
 
 
 
 

A Batalha de Hue - A Batalha Urbana Mais Sangrenta do Vietnã

 
Durante a imensa Ofensiva do Tet, em janeiro de 1968, os vietcongs capturaram a cidade de Hue. Hue era onde ficava a base de operações clandestinas da CIA (agência de espionagem americana) e era a segunda maior cidade do Vietnã do Sul. Por causa disso, os EUA despacharam uma imensa força de homens e tanques para retomar a cidade. A batalha duraria meses e ambos os lados sofreriam perdas imensas. Em março, os últimos vietcongs eram eliminados e a cidade declarada segura. Demoraria muitos anos para Hue voltar a ser uma cidade bem desenvolvida e importante para o Vietnã após a guerra. Foi considerada a batalha urbana mais violenta na história americana até ser superada pela batalha de Fallujah no Iraque em 2004.
 
 
 

O Tanque M-48 "Patton"

 
O M-48 "Patton" foi o principal tanque de combate dos americanos no Vietnã. Com uma poderosa blindagem e um canhão que podia destruir a maioria das defesas inimigas, o M-48 foi uma arma muito importante para combates urbanos e fechados. Também foi usado uma variante que usava lança-chamas em operações na selva. Assim mesmo, o M-48 foi vítima de minas, armadilhas e lança-rojões que facilmente penetravam em sua blindagem e causavam muito estrago. Mais de 12.000 desses tanques foram produzidos e alguns países ainda o utilizam até hoje.
 
 
 
 

Bibliografia:



 



 
 
 

 











domingo, 17 de junho de 2018

Análise Histórica de "A Raposa do Mar"

 

A Raposa do Mar - Um Intenso Duelo Naval no Atlântico

 
A Raposa do Mar é um filme americano de 1957, dirigido por Dick Powell e estrelado por Robert Mitchum, Curt Jürgens, David Hedison e Theodore Bikel. A história se passa durante a longa Campanha do Atlântico, na Segunda Guerra Mundial, e se foca num intenso e longo duelo naval entre um capitão americano, de um destroier, e um capitão alemão, de um submarino. O filme é intenso do início ao fim, todas as atuações são fantásticas e as cenas de combate naval são excelentes. Esse filme também é um dos poucos filmes de guerra que mostra ambos os lados do conflito e revela que tanto os americanos quanto os alemães não gostavam da situação em que estavam, mas tinham ordens para cumprir e uma nação para proteger. Recomendo para quem gosta de combates navais clássicos e épicos!
 
 

O Destroier Classe-Buckley

 
O destroier da classe-Buckley era na verdade uma fragata de escolta. Porém, por causa dos submarinos alemães que já navegavam pelo litoral americano, essas fragatas foram convertidas em destroieres e receberam armas pesadas para enfrentar tal ameaça no Atlântico. O objetivo desse navio era proteger os cargueiros e seus comboios. No filme é mostrado que esse tipo de destroier também era usado para caçar submarinos, mas isso é falso. O Buckley só servia para escoltar cargueiros e afastar qualquer submarino que ameaçasse o comboio. Era armado com 3 canhões pesados, várias baterias anti-aéreas e também usava  cargas de profundidade para neutralizar submarinos inimigos. Foi usado até os anos 1960.
 
 
 

Os Temíveis U-Boats no Litoral Americano

Os U-Boats, submarinos alemães, já causavam pânico pelo Atlântico. Quando os EUA entraram na guerra, Hitler ordenou que seus submarinos atacassem qualquer navio que deixasse o litoral americano. O governo americano acreditava que os u-boats não teriam condições de alcançar o litoral americano, mas ficaram surpresos quando os alemães introduziram um submarino maior e com mais alcance que qualquer outro já usado. Os u-boats usavam as luzes de cidades costeiras para saber as rotas dos cargueiros. Quando o comando aliado soube por prisioneiros alemães de tal tática, o governo americano ordenou apagões que pudessem denunciar alguma rota de cargueiros para os alemães. Tal tática funcionou e isso forçou os u-boats a atuar mais no Atlântico e menos no litoral. Esses u-boats também ajudaram a desembarcar agentes americanos com origem alemã, com o objetivo de sabotar a indústria de guerra dos americanos.
 
 
 
 

Os Intensos Duelos Navais

 
Duelos entre destroieres americanos e submarinos alemães foram bastante comuns antes mesmo da entrada americana na guerra. Enquanto os destroieres tinham armas pesadas, capazes de rapidamente destruir o submarino inimigo, os U-Boats tinham a vantagem de ficar dias submersos, eram rápidos e silenciosos. De início, os u-boats evitavam enfrentar os destroieres e fugiam quando algum era avistado. Em alguns casos raros, os u-boats também aproveitavam a fuga inicial para lançar um ataque surpresa no navio americano e afundá-lo para facilitar mais ataques contra o comboio-alvo. Quando os americanos introduziram o famoso sonar, ficou mais fácil para os destroieres americanos localizarem os u-boats submersos e  até o fim da guerra, os americanos teriam a vantagem sob os u-boats alemães.
 

Bibliografia:







sábado, 9 de junho de 2018

Análise Histórica de "A Guerra de Hart"

A Guerra de Hart - Um Julgamento no Meio da Guerra


A Guerra de Hart é um filme americano de 2002 e dirigido por Gregory Hoblit. O filme conta a história de um oficial americano, durante a Segunda Guerra, que é enviado para um campo de prisioneiros alemão e lá deve proteger um homem negro de um crime que não cometeu ao mesmo tempo que tenta descobrir um esquema de fuga com um coronel americano teimoso e agressivo. O elenco é poderoso. Temos Bruce Willis, Colin Farrell, Terrence Howard e Cole Hauser no comando desse filme bem épico e interessante. É um filme com uma história bem simples, mas cheio de mensagens fortes sobre respeito, coragem e determinação. Muito bom mesmo! 





Agentes Alemães no Exército Americano




Durante a última ofensiva alemã nas Ardenas, os alemães utilizaram pequenas unidades de infiltração, que usavam armas e roupas americanas de soldados capturados, e que sabiam falar inglês sem sotaque, pois havia muitos alemães nascidos nos EUA que foram chamados para lutar antes da guerra começar, com o objetivo de confundir as forças americanas na região e montar emboscadas em comboios de suprimentos. De início, tal tática deu certo, mas logo o comando aliado ordenou a captura de tais agentes para serem julgados e executados por espionagem. Após a batalha, quase nenhum agente americano-alemão estava vivo para contar essas ousadas operações de sabotagem com o intuito de destruir o comando aliado.

Os Campos Stalags - O Pesadelo dos Prisioneiros de Guerra

Os campos stalags eram campos de concentração, feito pelos alemães, para abrigar os milhares de prisioneiros de guerra que eles capturaram ao longo do conflito. As condições dentro dos alojamentos eram precárias e doenças facilmente se espalhavam pelo campo, matando centenas. Também eram comuns os maus-tratos  feitos pelos guardas da SS com os prisioneiros, principalmente eslavos e negros. Porém, diferente dos campos de concentração, os prisioneiros conseguiam negociar com os guardas e estabeleciam de forma ordenada uma hierarquia entre oficiais e soldados. Por causa dessa organização, foram raros os casos de revolta nesses campos. Mas, as fugas eram constantes e muitos morriam tentando voltar para casa.



Os Tribunais de Guerra

Todo mundo conhece o famoso Julgamento de Nuremberg, mas poucos sabem que durante a guerra ocorreram centenas de pequenos julgamentos parecidos com o de Nuremberg. Era comum em alguns campos de prisioneiros que um julgamento ocorresse caso tivesse acontecido uma fuga ou uma operação de contrabando fosse descoberta. Mesmo sabendo que o resultado seria o pelotão de fuzilamento, os alemães adotaram tal ideia para mostrar que ainda eram um povo educado e não "selvagem" como a propaganda aliada dizia sobre eles. No filme, o tipo de julgamento, relacionado ao homicídio, nunca foi confirmado durante a guerra.


 

 As Fugas dos Campos - A Única Forma de Voltar para Casa


As fugas pelos campos de prisioneiros eram bem comuns durante a guerra. Essas fugas eram bem planejadas e a maioria foi um sucesso. Aquelas que não davam certo, sempre resultavam na morte total dos fugitivos ou da metade que tentava escapar. Aquelas que davam certo resultavam em longas e perigosas viagens dos fugitivos sobreviventes até suas respectivas terras de origem. Os fugitivos primeiramente criavam uma distração dos guardas e depois construiam um túnel para escapar sem chamar muita atenção. Outra forma de fuga era de uma correria em massa, mas essa sempre resultava na morte de centenas de prisioneiros. Ainda é desconhecido o número total de fugas durante a guerra.

Bibliografia:

sábado, 12 de maio de 2018

2000 Visualizações!!!

 

Meu Deus!!! Mais de 2000 Visualizações!!! Muito Obrigado para Todos!!!

 
Não estou acreditando! Cheguei a mais de 2000 visualizações graças a todos que visitaram meu blog! Muito obrigado mesmo! Continuem com suas visitas e não se esqueçam de falar ou recomendar para parentes e amigos que gostam de Cinema e de História para ver meu blog! Valeu pessoal! Vamos agora lutar para alcançar 3000 visualizações! E em breve mais análises de filmes históricos e épicos! Até e um grande abraço para todos!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Análise Histórica do filme "Memphis Belle"

 

Memphis Belle - A História de um Bombardeiro na Segunda Guerra

 
Memphis Belle - A Fortaleza Voadora é um filme britânico/japonês/americano de 1990 que se foca na verdadeira história de um bombardeiro americano durante as missões mais perigosas contra as defesas aéreas alemãs na Segunda Guerra Mundial. O filme mostra o cotidiano da tripulação e o esforço de todos para voltar para casa sãos e salvos. O filme é bem dirigido por Michael Caton-Jones e estrelado por Matthew Modine, Eric Stoltz, D.B. Sweeney e Billy Zane. Os combates aéreos são longos e tensos. As cenas dentro do bombardeiro são fantásticas e realistas. Filme recomendável!
 
 
 

O Verdadeiro Memphis Belle

O Memphis Belle foi um bombardeiro pesado americano do modelo B-17 e foi o primeiro avião desse tipo a fazer 25 missões com todos os tripulantes vivos. O objetivo era mostrar que o piloto americano era um combatente experiente e determinado que podia enfrentar os maiores desafios que a Alemanha de Hitler tinha para lançar contra eles. Depois de ter completado as 25 missões com sucesso, o Memphis Belle, junto com sua tripulação, retornou para os EUA com o objetivo de ser uma atração pública e para aumentar as doações do povo americano para as tropas que ainda lutavam na Europa. Atualmente, o Memphis Belle está passado por novas reformas para ainda voar uma última vez em 2018.
 
 

O B-17 - O Bombardeiro que Arrasou a Alemanha

 
O B-17 foi o principal bombardeiro pesado americano durante a longa Campanha Aérea para aniquilar a indústria bélica alemã. Tinha quatro motores, uma tripulação de 11 homens, possuía mais de 10 metralhadoras (4 em duas torres giratórias), carregava mais de 500 toneladas de bombas e tinha uma blindagem resistente e poderosa. Mesmo sofrendo imensas perdas por causa das pesadas defesas aéreas alemãs, os B-17s fizeram o que havia sido ordenado: eles arrasaram toda a Alemanha Nazista e garantiram uma decisiva vitória aliada contra a tirania de Hitler.
 
 
 

A Campanha Aérea contra a Alemanha

 
Essa campanha foi iniciada pelos britânicos ainda em 1940. Porém, os ataques eram pequenos e muito mal-coordenados. Mas, aprendendo com seus erros iniciais, os britânicos e logo os americanos, lançaram a maior ofensiva aérea de toda a História. O foco dos bombardeiros era de neutralizar as principais fábricas de armas da Alemanha e enfraquecê-la para acabar logo com a guerra na Europa. Os americanos atacavam de dia e os britânicos à noite. Porém, a resistência aérea alemã se mostrou muito eficiente e poderosa. As perdas aliadas foram enormes, mas a ofensiva nunca perderia força ao longo de toda a guerra. Com o passar da campanha, cidades e represas também viraram alvos dos bombardeiros. No fim da guerra, a indústria alemã estava acabada e os aliados tinham controle total dos céus europeus.
 
 

O P-51 - O "Anjo da Guarda" dos Bombardeiros Aliados

 
O P-51 foi o melhor e mais poderoso caça de combate que os americanos tiveram durante a Segunda Guerra Mundial. O Mustang, como também era conhecido, podia acompanhar os bombardeiros B-17 até suas missões e retornar sem gastar tanto combustível como os caças anteriores. Era fácil de manobrar, mas o piloto tinha que ter uma experiência muito alta para controlar esse tipo de avião. Tinha oito metralhadoras que abatiam qualquer caça que os alemães usassem. Foi considerado um "anjo" pelos bombardeiros, pois raramente abandonavam estes durante os intensos combates aéreos que aconteciam pelos céus da Europa. Continuou em uso até na Guerra do Vietnã.
 
 

O ME-109 - O "Pesadelo" dos Bombardeiros Aliados

 
O maior inimigo dos bombardeiros aliados foi o ME-109. Esse foi o principal caça de combate dos alemães em toda a Segunda Guerra e causaram enormes perdas nos imensos B-17s. Possuíam duas metralhadoras e dois canhões que facilmente abatiam os pesados bombardeiros. Também eram pilotados pelos melhores pilotos que a Alemanha ainda possuía. Era um verdadeiro oponente aéreo. Vários modelos existiram e todos foram letais para os aliados. Mesmo após o fim da guerra, o ME-109 ainda seria usado uma última vez pelos israelenses durante a Guerra de Independência de Israel de 1947-49.
 
 

As Letais Baterias Anti-Aéreas Alemãs

 
Os alemães não só possuíam caças para derrubar os bombardeiros aliados. Eles também possuíam um avançado e perigoso sistema anti-aéreo para defender sua nação desses ataques aéreos. Vários tipos de canhões foram usados como o Flak 36, o Flak 88 e o Flak 90 (imagem acima). Desses, o Flak 88 foi o mais letal, pois disparava dezenas de tiros em poucos minutos e suas balas causavam grandes estragos nos bombardeiros aliados. Mais tarde na guerra, esses canhões fariam defesas coordenadas com os caças para apertar ainda mais os bombardeiros aliados, quando estes invadissem o território alemão. Muitos aviões aliados seriam perdidos por tais armas pesadas de combate.
 
 

Bibliografia:

 



 



 





segunda-feira, 2 de abril de 2018

Análise Histórica de "Os Canhões de Navarone"

 

Os Canhões de Navarone - Uma Missão Suicida na Grécia

 
Os Canhões de Navarone é um filme anglo-americano de 1961, dirigido por J. Lee Thompson e estrelado por Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn, Stanley Baker, Anthony Quayle, James Darren, Irene Papas, Gia Scala e James Robertson Justice. O filme conta a história fictícia de uma tropa anglo-americana, durante a Segunda Guerra Mundial, que é despachada para uma ilha grega ocupada pelos alemães, onde devem destruir dois enormes canhões navais que impedem a retirada de tropas aliadas presas na ilha vizinha. O filme é um verdadeiro clássico e muito bem dirigido. Em geral as atuações são boas, a música é excelente e as cenas de ação são bem trabalhadas, mas muito exageradas. Um filme recomendável que vale a pena ver várias vezes. Bom cinema para vocês!
 
 
 
 

A Campanha de Deodecaneso - A Última Grande Vitória dos Alemães contra os Aliados

Em 1943, os alemães estavam sendo derrotados em todas as frentes de batalha. Foram expulsos da África, estavam sendo pressionados na Itália e tendo imensas perdas contra a avalanche soviética. Aproveitando esse caos nas forças alemãs, os ingleses queriam abrir uma nova frente de combate nas ilhas gregas para então invadir a Grécia e apoiar a resistência iugoslava antes da chegada dos soviéticos. Porém, os americanos não se interessaram e se focaram mais na futura invasão da França. Sozinhos, os ingleses planejaram tudo às pressas e decidiram invadir as Ilhas do Deodecaneso com o objetivo de usa-las para invadir a Grécia. Em 8 Setembro, os ingleses iniciaram a campanha e tomaram todas as ilhas sem enfrentar a resistência das guarnições italianas, que rapidamente se juntaram aos ingleses para defender as ilhas. Mas, os alemães reagiram rapidamente e em poucos dias retomaram a maioria das ilhas e infrigiram enormes perdas para os ingleses e os italianos. Em 22 Novembro, o comando britânico ordenou uma retirada e a campanha foi declarada um desastre para os ingleses. As Ilhas do Deodecaneso ficariam sobre controle alemão até o fim da guerra.
 
 
 

Os Comandos Britânicos

Estabelecidos em 1941, os comandos britânicos eram uma unidade de elite do exército britânico com o objetivo de enfraquecer e desmoralizar o poderoso Terceiro Reich que os nazistas estabeleceram por boa parte da Europa e África. Altamente treinados para missões perigosas, atrás das linhas inimigas, os comandos eram formados por soldados veteranos e experientes e que também não demonstravam medo de serem mortos pelo inimigo. O número de indivíduos por grupo variava, mas já existiram grupos que tiveram mais de 400 homens para grupos que tiveram somente 6 membros. Usavam armas simples, mas boas o suficiente para causar medo e confusão no inimigo. Causaram bastante estrago nos alemães até o fim da guerra. Depois da Segunda Guerra, a unidade foi dissolvida, mas seus membros sobreviventes foram despachados para outros grupos especiais que estavam sendo formados na força aérea e na marinha britânica.
 
 
 

O E-Boat - O Barco Patrulha dos Alemães

 
Os E-Boats eram pequenas lanchas motorizadas que os alemães usaram para patrulhar territórios ocupados e também como lançadores de torpedos ou caça-submarinos. Tinham uma tripulação de 5 a 7 homens, possuíam duas metralhadoras leves, quatro lança-torpedos e seis cargas de profundidade. Eram rápidos e difíceis de serem acertados por navios maiores. Foram bastante usados na Noruega e nas ilhas gregas contra equipes de comando que frequentemente invadiam esses territórios para lançar ataques contra bases dos alemães.
 
 

A Resistência Grega - O Pesadelo dos Alemães

 
Estabelecida em 1941, logo após a queda da Grécia diante da invasão alemã, a resistência grega seria uma das guerrilhas mais violentas contra o nazismo e a mais dividida ideologicamente. Recebendo a ajuda de oficiais britânicos e armas americanas, os gregos montavam emboscadas, assassinavam oficiais alemães ou lançavam pequenos ataques contra bases inimigas, com apoio dos comandos britânicos. Usavam qualquer arma que recebiam ou roubavam dos alemães e eram grandes atiradores. Os alemães que ocuparam a Grécia e suas ilhas sofreram muitos anos de guerrilha até a retirada nazista do país em 1944. Porém, os gregos também brigavam entre si de vez em quando. Existiam dois grupos de rebeldes: os conservadores-liberais e os comunistas. Cada grupo atuava em áreas diferentes como cidades e zonas rurais. Quando os alemães saíram da Grécia, tropas britânicas rapidamente foram enviadas para ajudar um novo governo. Porém, ambos os grupos se desentederam e uma longa guerra civil teve início.
 
 

Bibliografia: