sábado, 10 de fevereiro de 2018

Análise Histórica de "Balada do Soldado"

 

"Balada do Soldado" - A Triste História dos Soviéticos na Segunda Guerra

 
"Balada do Soldado" é um filme russo de 1959 e dirigido por Grigori Chukhrai. A história se foca no jovem soldado soviético chamado Alyosha que após destruir dois tanques alemães, acaba recebendo o benefício de visitar a mãe por um semana. Porém, durante a longa viagem pelo interior da USSR, Alyosha acaba ajudando dezenas de outras pessoas com seus próprios problemas. Também é nessa viagem que ele conhece uma linda moça que está fugindo da guerra. Ambos acabam se apaixonando e entrando em várias situações inusitadas. O filme é muito bom, sua cinematografia é espetacular e também é um dos poucos filmes soviéticos que o diretor conseguiu mostrar a verdadeira realidade da população soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Recomendável para aqueles que gostam de filmes russos.
 
 
 

Batedores Soviéticos - Os Olhos e Ouvidos do Exército Vermelho

Os batedores russos eram altamente treinados para missões de patrulha ou de infiltração. Também eram usados para direcionar a artilharia ou sabotagem de depósitos inimigos. Os batedores eram formados por quatro soldados (homens ou mulheres) e eram armados com rifles, metralhadoras e pelo menos um rádio. Ganharam grande destaque durante os contra-ataques russos de 1942, mas só se tornariam efetivos em 1943.
 
 
 

O Rifle AT Soviético

O rifle AT soviético era um canhão leve criado para destruir tanques com blindagens leves. Usado por tropas de suporte, o rifle foi a arma AT mais letal da Frente Oriental até 1943. Equipes inteiras eram treinadas para usar tal arma que era fácil de recarregar e de carregar. Disparava um tiro de cada vez, mas a penetração era bem profunda para os tanques daquela época. Continuou em uso até a Guerra do Vietnã.
 
 
 

A Horrível Vida dos Civis Soviéticos

 
Antes mesmo da Segunda Guerra Mundial começar a situação da população civil era aterradora. Eram forçados a pagar impostos absurdos e sofriam nas mãos dos temíveis comissários de Stálin. Quando os alemães invadiram e começaram a massacrar os civis, aqueles que tinham um modo mais rápido de se locomover conseguiram se salvar da brutalidade da guerra. Mesmo depois da guerra ter sido finalizada, a população soviética continuaria sofrendo com o governo de Stálin até a sua morte em 1953.
 
 
 

 

O Sistema Ferroviário Soviético

 
O sistema ferroviário soviético foi por muitos anos o melhor do mundo, pois foi construído pela Alemanha como parte de um acordo comercial entre as nações antes da Segunda Guerra. Quando a guerra chegou, a USSR usou todo seu sistema ferroviário para enviar tropas e equipamentos para todas as frentes de combate. Porém, como foram os alemães que haviam construído a maioria dessas estradas de ferro, o inimigo sabia muito bem onde atingir as rotas ferroviárias com pesados ataques aéreos. Depois de 1943, os soviéticos usariam menos as rotas ferroviárias e mais estradas pavimentadas, construídas pelos engenheiros das divisões de combate.
 
 

O Rádio na USSR

 
O exército vermelho demorou um pouco para usar rádios modernos. Quando possuía algum rádio disponível, esse era imediatamente enviado para unidades de batedores, tanques ou artilharia. A infantaria soviética não usava tal equipamento. Mesmo recebendo alguns rádios modernos dos Aliados, os soviéticos ainda utilizariam mensageiros para levar informações para o alto-comando. O rádio também era utilizado para a propaganda soviética para motivar a população a se manter unida e forte para defender a terra-mãe.
 
 

Bibliografia:

 



 







 
 

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Análise Crítica de "Prometheus"

PROMETHEUS


Talvez é melhor não sabermos de onde realmente viemos. Não concorda?
 
"Prometheus" é um filme de ficção-científica de 2012 e a primeira prequela da franquia Alien. Dirigido por Ridley Scott, Prometheus se tornaria o primeiro filme a dividir os fãs da saga sobre algumas decisões do roteiro sobre a origem dos aliens e a conexão com o primeiro filme. Mesmo com uma crítica mediana, acabou se tornando a maior bilheteria de toda a franquia. Prometheus acabou se transformando num clássico visual e pensativo sobre alguns temas que ele retrata. Não é um filme ruim, mas para entende-lo você deve pensar bastante.
 

A História:

Prometheus se passa no ano novo de 2093 para 2094 e se foca numa expedição científica da Corporação Weyland e financiada pela Corporação Yutani. O objetivo dessa expedição é de encontrar a origem da humanidade e conhecer os seres que nos criaram: os Engenheiros. Porém, a expedição acaba virando um pesadelo quando descobrem a verdade sobre os Engenheiros e suas intenções sobre o futuro da humanidade.
 

A Origem:

Em 2002, Ridley Scott escreveu o roteiro do quinto filme da franquia Alien e tinha como objetivo explicar sobre a criatura morta no primeiro filme e sua relação com os aliens. James Cameron ganhou interesse na história e junto com Scott, já queriam produzir o filme. Porém, a Fox não se mostrou interessada e decidu se focar no novo filme do Alien vs Predador. Em 2006, James e Scott arquivaram o roteiro e se focaram em outros projetos.
 
Em 2009, após o fracasso de AVP: Requiem, a Fox contatou Ridley sobre o roteiro do quinto filme do Alien e se mostrou interessada em fazer o filme. Ridley apresentou o roteiro e o título "Paraíso" para a Fox. A corporação odiou o roteiro de Scott e decidiu contratar o roteirista Damon Lindelof (o cara que "destruiu" o final de Lost) para mudar o título e escrever uma nova história.
 
Em 2011, o roteiro foi finalizado e a Fox aprovou o projeto. Scott fez algumas modificações, mas gostou do que Lindelof escreveu. O foco ainda seria da criatura misteriosa, mas os aliens ficariam de fora, por ser um filme de origem. Também teria várias referências filosóficas e religiosas no filme. O novo título foi "Prometheus".
 
 

A Expedição Perdida - A Tripulação do Prometheus:

Pobres coitados. Acreditavam que estavam descobrindo nossas origens, mas acabaram encontrando algo que nunca deveria ter sido achado.
 
  • Elizabeth Shaw (Noomi Rapace): Arqueóloga da Yutani e idealizadora da expedição para LV-223. É uma personagem forte, mas fraca em comparação a Ripley.
  • David (Michael Fassbender): Andróide da Weyland e extremamente esperto. O melhor personagem do filme e também o mais misterioso em relação ao seus verdadeiros motivos.
  • Meredith Vickers (Charlize Theron): Vice-Presidente da Weyland e líder da expedição. É uma personagem interessante e uma vilão enigmática. Porém, acaba jogada fora bem no fim do filme.
  • Janek (Idris Elba): Capitão do Prometheus. Um personagem simples e engraçado, mas que possui um passado tenebroso com os militares.
  • Peter Weyland (Guy Pearce): Presidente da Weyland e financiador da expedição. Mesmo velho e doente, é o vilão mais ganancioso que já apareceu na franquia até agora.
  • Charlie Holloway (Logan Marshall-Green): Namorado de Shaw e arqueólogo da Yutani. É o pior personagem do filme e o mais irritante.
  • Fifield (Sean Harris): Geólogo da Yutani. Personagem fraco, mas possui alguns momentos épicos.
  • Millburn (Rafe Spall): Biólogo da Yutani. Outro personagem fraco, mas engraçado em alguns momentos do filme. Possui a morte mais grotesca.
 
 

A Viagem para o Desconhecido - O Prometheus:

Essa é talvez a nave com o melhor design de toda a franquia Alien. Muito bonito mesmo!
 
O Prometheus é uma nave da classe-Megallan. Pode carregar dois caminhões pesados de transporte, 4 motos de exploração, quatro naves de suporte e carrega uma tripulação de 18 indivíduos. Tem quatro motores enormes e uma imensa área de carga. Foi criada para patrulhas militares, mas acabou convertida para missões de longo alcance. A nave foi batizada em homenagem ao deus grego Prometheus que desafiou as ordens de Zeus e ensinou o homem a usar o fogo. Como punição, Prometheus foi preso numa pedra e forçado a sofrer por toda a eternidade com a chegada de abutres que comeriam seu fígado todo o dia, pois os deuses regeneravam seus órgãos perdidos.
 
 
 

Ameaças Biológicas:


    Eita coisa nojenta! Fique bem longe disso!
A principal ameaça alienígena é a misteriosa gosma preta que a expedição encontra na lua LV-223. Essa gosma sai de uns cilindros armazenados num templo dos engenheiros e não mostra nenhum sinal de ser perigosa. Porém, acaba sendo revelado que a gosma é na verdade um acelerador molecular, melhor dizendo, ela evolui, por horríveis mutações, qualquer coisa viva e que esteja exposta diante de tal elemento químico. Não é revelado porque os engenheiros produziram uma bio-arma tão letal e o que pretendiam fazer com ela. No próximo mês falarei mais sobre tal ameaça.





 
Parece uma cobra, mas na verdade é um verme bem perigoso.
 
O primeiro alienígena a aparecer no filme é o Hammerpede. Parece uma cobra, mas é um verme que foi atingido pela gosma preta e que sofreu uma pesada mutação genética. Vários aparecem nas catacumbas do templo e são rápidos e letais. Podem trocar de pele e tem sangue ácido, mas não são Aliens. Millburn e Fifield se deparam com um grupo desses vermes e acabam sendo atacados pelas criaturas. Millburn é devorado de dentro para fora quando um desses monstros entra pela sua roupa e adentra seu corpo pela boca. Foram usadas marionetes.
 
 
 
 Isso que eu chamo de uma "fantástica" cirurgia plástica. Tá um gato!
 


Outra ameaça alienígena vem do pobre coitado do Fifield. Após ser atacado pelos Hammerpedes, Fifield acaba contaminado pela gosma preta e sofre uma horrível mutação genética. Como a imagem mostra, Fifield estava se transformando num tipo mutante do alien original. Sua cabeça começa a se alongar, sua mandíbula cresce, seus braços e pernas se esticam e guarras aparecem nas pontas dos dedos. Também é possível notar a posição que a criatura é encontrada, pois é a posição que os aliens usam para descansar. É rápido, muito resistente e extremamente violento. Acaba causando a morte de boa parte da tripulação do Prometheus. Porém, por ainda possuir características humanas, esse monstro não possui sangue ácido e nem uma segunda mandíbula na boca. É morto por Janek com o uso de um lança-chamas. Foi feito em computador e um dublê para as cenas de pulo e ataque.



Por isso que não gosto de comer lulas no café da manhã!
 
O próximo monstro é o Trilobita. Essa é sua primeira forma. Nasceu após Shaw fazer um aborto não programado. A criatura foi criada após o ato sexual entre Shaw e Holloway, este infectado pela gosma negra por David, e se desenvolveu numa placenta artificial. A cena onde Shaw retira a criatura do seu corpo é a mais violenta, nojenta e pertubadora desde o primeiro chestburster do primeiro Alien. Possui um corpo alongado, quatro tentáculos e um pequeno bico, que serve como boca. É bem nojento. Foi usado um animatrônico e uma marionete.
 
 
Fique longe dele! Esse bicho adora dar longos "beijos" em qualquer um que aparecer na frente dele!
 

Lá no fim do filme, o Trilobita troca de pele e aumenta de tamanho. Ele se transforma num imenso "polvo" e só tem um único objetivo: encontrar um hospedeiro para infectar com um embrião. Isso mesmo, o Trilobita é parecido com o clássico Facehugger! Possui seis longos tentáculos, várias mandíbulas menores, que lançam mais tentáculos no rosto da vítima, uma enorme boca, é bastante forte e veloz para seu tamanho. É a criatura com o melhor design do filme inteiro. Após infectar um hospedeiro, o monstro morre como os Facehuggers normais. Foi usado um enorme animatrônico e incríveis efeitos especiais.
 
 
Ainda não é o Alien, mas chega perto de ser um.
 


No último minuto do filme, temos um rápido vislumbre de uma criatura que parece um Alien, mas não é. Conheçam o Deacon. Esse monstro nasceu de dentro do Engenheiro infectado pelo Trilobita. Diferente dos aliens, o Deacon nasce já com um corpo completo. Não se sabe como fica na sua forma adulta. Nada mais é mostrado sobre o monstro. O seu destino é explicado na coleção de quadrinhos Prometheus Fire and Stone da Dark Horse Comics (vale a pena dar uma olhada). Foi usada uma marionete para a cena final.


Os Engenheiros - Nossos Criadores ou Nossos Destruidores?:

Pode ter um rosto de bebê, mas esse cara não é tão bondoso como parece!
 
O principal tema do filme é sobre a origem da humanidade e seus criadores. É revelado no filme que esses criadores são chamados de Engenheiros, pois foram responsáveis pela criação genética de várias espécies diferentes pela galáxia, incluindo a nossa, e que nós simplesmente somos "clones" desses seres. Os Engenheiros que aparecem no filme são de uma possível casta militar. Possuem uma tecnologia ultra avançada, armaduras de combate e são extremamente poderosos. Tem mais de dois metros de altura e seu corpo é totalmente branco, mas limpo e perfeito como uma estátua. Mesmo sendo nossos criadores, por motivos desconhecidos, e o filme falha em explicar esses motivos, os Engenheiros decidiram que nossa espécie estava muito atrasada e decidiram bombardear a Terra com toda a gosma preta que criaram em LV-223. No fim, percebemos que nossos criadores são como nós, perversos e gananciosos por mais poder e controle da galáxia. Foi usado um ator de mais de dois metros de altura para fazer o principal Engenheiro que aparece no filme.
 
 
Não é uma rosquinha, mas pode ser um croissant! Tô com fome agora!
 
A Nave Alien do filme original retorna. Ela é chamada de Juggernaut e é dez vezes maior que o Prometheus. Também descobrirmos que ela é um tipo de bombardeiro e que estava carregando milhares de cilindros da gosma preta com o objetivo de transformar a humanidade em algo mais tenebroso. O design original foi mantido, mas algumas áreas internas foram adicionadas ou modificadas do original.
 
 

David - O Primeiro Androide da Companhia:

 

Pode ser sincero e leal, mas até quando sua lealdade com a humanidade vai durar após ver o quão frágeis são seus criadores?
 
O personagem mais legal e interessante do filme inteiro é David. David foi o primeiro modelo de androide a ser produzido em larga escala e exportado para centenas de colônias pela galáxia. O David do filme é único: ele foi criado pelo homem que o idealizou, Peter Weyland. Super inteligente, forte, rápido e obediente, David é o melhor servo já feito. Porém, vemos no decorrer do filme que ele possui outros planos do que obedecer ao seus mestres humanos. Não é explicado o que ele realmente quer no filme, mas o que ele provoca em alguns momentos do filme nos faz pensar e questionar se ele já estava planejando tudo isso para fazer algo mais grandioso do que a própria humanidade. Só na continuação "Alien: Covenant" é que iremos descobrir os verdadeiros motivos desse androide misterioso e letal.
 
 

Análise Crítica:

Prometheus é um filme bom, mas deixa muitas perguntas não respondidas sobre os aliens ou até mesmo sobre os engenheiros. Visualmente o filme é lindo. A música é épica e bem utilizada nas cenas mais tensas. Há poucos sustos. Prometheus não é um filme de terror e sim de aventura e ação com ficção-científica. Alguns personagens são bons, mas, mal explorados, com exceção de David que é o personagem mais bem trabalhado no filme inteiro, mas não são tão memoráveis e você acaba não se importando com as mortes deles. Há alguns momentos bobos e inúteis que não afetam a história e são desnecessários. Falando sobre o roteiro, ele foi bem escrito, mas é muito confuso entender as conexões religiosas de Damon Lindelof com o Universo Alien. Se esperavam ver algum Alien, então vão se decepcionar, pois nenhum aparece ou é mencionado. Ridley Scott decidiu se focar no que era o ser morto na Nave Alien do primeiro filme e deixou a origem dos aliens para sua continuação. De um modo geral, Prometheus é um filme que vale a pena ver, mas não espere nada épico comparado aos anteriores, pois foi feito para filosofar e discutir sobre nossas origens e quem foram nossos criadores.
 
 

Curiosidades:

  •  As músicas foram feitas de trás para frente para criar um som estranho e pertubador. E isso deu muito certo.
 
  • Esse foi o último filme em que o artista plástico H. R. Giger participou. O criador do Alien ajudou no design da nave e do engenheiro. Giger iria falecer em 2014.


  • Quase todo o filme foi feito usando efeitos práticos. Os efeitos especiais foram deixados para as poucas cenas em que a nave humana está voando. Ridley queria fazer um filme mais "vivo" possível do que algo totalmente digital e sem vida.

Nota Final - 7 (Prometheus não é um filme ruim, mas também não é o melhor da franquia Alien. Mesmo tendo sérios problemas no roteiro e no desenvolvimento da maioria dos personagens, Prometheus consegue sobreviver graças ao seu visual realista, música estonteante e momentos épicos. Recomendável para aqueles que gostam de um bom filme de ficção-científica.)


Bibliografia:


    terça-feira, 23 de janeiro de 2018

    Análise Histórica de "Patton - Rebelde ou Herói"

     

    "Patton" - O General Mais Agressivo e Polêmico da Segunda Guerra

     
    "Patton - Rebelde ou Herói" é um filme americano de 1970, dirigido por Franklin J. Schaffner e estrelado por George C. Scott e Karl Malden. O filme se foca na verdadeira história do general americano mais agressivo, genial e controverso da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O filme é uma obra-prima de guerra e mostra com perfeição todos os atos e feitos desse general americano. A cinematografia é espetacular, as cenas de batalhas são incríveis e as atuações de todos, principalmente de George C. Scott, são fenomenais. O filme foi vencedor de 7 Oscars, incluindo de Melhor Filme e de Melhor Roteiro (roteiro escrito por Francis Ford Coppola). Filme obrigatório para aqueles que amam filmes clássicos e épicos de guerra.
     
     
     

    George S. Patton - O General que Metia Medo nos Alemães

     
    Nascido na Califórnia em 1885, George S. Patton imediatamente se mostrou um homem forte e inteligente. Entrou na academia militar de West Point e participou da Primeira Guerra Mundial como tenente de um batalhão francês de tanques. Após a Grande Guerra, Patton ficou na reserva até 1942, onde acabou despachado para o Norte da África com o objetivo de administrar as forças coloniais francesas para futuros combates na França. Por causa de algumas derrotas na Túnisia, o alto-comando americano acabou convocando o general para liderar as tropas americanas contra as poderosas defesas alemãs na região. Se mostrando um gênio tático e agressivo, em pouco tempo Patton se tornou uma lenda e a maior ameaça que os alemães jamais imaginavam que enfrentariam. Mesmo sendo agressivo no campo de batalha ou na vida de seus soldados, Patton era um homem culto. Adorava ler livros de História. Sabia falar várias línguas, principalmente francês. E nos poucos momentos de calmaria, dirigia pelos campos de batalha atrás de ruínas de outras batalhas históricas. Acabou morredo em 21 de Dezembro de 1945 num acidente de carro na Alemanha, dias antes de voltar para casa.
     
     

     

    Omar Bradley - O General Calmo e Passivo

     
    Omar Nelson Bradley foi um general americano da Segunda Guerra Mundial e grande amigo de George Patton. Nascido no Missouri em 1893, Omar logo ganhou interesse nas forças armadas e se formou na Academia de West Point junto com George Patton. Serviu com Patton na Primeira Guerra Mundial e ambos ganharam uma conexão militar fenomenal. Já na Segunda Guerra, foi Omar que recomendou a vinda de Patton no teatro europeu para comandar as tropas americanas. Calmo e passivo, o oposto de Patton, Omar também se mostrou um grande líder político. Mesmo tendo grandes discussões estratégicas com Patton sobre algumas batalhas, no fim da guerra ambos continuavam amigos. Após a morte acidental de Patton, Omar continuou servindo nas forças armadas americanas até 1953. Omar escreveu a biografia sobre Patton e ainda ajudou a produzir o filme analisado aqui. Omar Bradley morreu em 1981 de ataque cardíaco após receber uma medalha de herói da Segunda Guerra em Nova York.
     
     
     
     

    Erwin Rommel - O Melhor General Alemão da Segunda Guerra

     
    Erwin Rommel nasceu em 1891 na Alemanha e lutou nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Quando Hitler tomou o poder em 1933, Rommel, um coronel de infantaria na época, foi escolhido para comandar a guarda pessoal do ditador até 1940. Nesse ano Rommel foi promovido a general e comandou uma divisão blindada na França, onde ganhou o apelido de "comandante fantasma." Depois da queda da França, Rommel foi despachado para o Norte da África para apoiar as tropas italianas de Benito Mussolini, que estavam sendo assediadas por tropas britânicas. Seria nessa longa luta no Norte Africano que Rommel ficaria super famoso pelo mundo como a Raposa do Deserto. Quando Patton chegou na Tunísia em 1943, este queria muito enfrentar e derrotar Rommel numa grande batalha de blindados. Porém, Rommel acabou ficando doente e escapou antes de enfrentar o seu rival americano, que era um grande admirador das táticas do já promovido marechal alemão. Em 1944, Rommel comandaria as defesas da Itália e da França, mas acabaria ferido num ataque aéreo aliado perto de Paris. Fez parte do complô para matar Hitler e assinar um acordo de paz com os aliados, mas acabou sendo forçado a se matar para proteger sua família em 1944. Depois da guerra, foi homenageado por seus adversários e acabou virando um herói nacional na Alemanha na sua luta contra o nazismo de Hitler. Suas táticas de combate são usadas até hoje por vários exércitos.
     
     
    

     

    Arthur Coningham - O Anjo da Guarda de Patton

     
    Arthur Coningham nasceu em 1895 na Austrália e se tornaria o Marechal do Ar durante a Segunda Guerra Mundial. Arthur seria o único oficial britânico a ter uma excelente parceria com o general Patton durante a luta contra os alemães. Foi graças a Arthur, que Patton pôde obter grandes vitórias terrestres e de também fazer um rápido avanço por parte da França até a fronteira da Alemanha. Após a guerra, Arthur continuou no comando da Força Aérea Real Britânica até 1947. No ano seguinte, Arthur desapareceu misteriosamente quando sobrevoava o famoso Triângulo das Bermudas. Seu corpo nunca foi achado.
     
     
     

    O Heinkel 111 - O Principal Bombardeiro Alemão da Segunda Guerra

     
    O bombardeiro alemão mais famoso da Segunda Guerra foi o Heinkel He 111. Criado para ser o principal bombardeiro dos alemães, o He 111 acabou se tornando um avião multi-uso. Podia ser usado para transporte, reconhecimento e até como torpedeiro. Também o foi o primeiro avião a lançar um míssil na História. Mesmo com uma blindagem pesada e um armamento razoável, o He 111 era muito lento e fácil de ser abatido nos seus motores. Após a Segunda Guerra, muitos He 111 ainda seriam usados por várias nações como França e Espanha até 1973.
     
     
     

    Alfred Jodl - O Homem que Caçou Patton

     
    Nascido em 1890 na Alemanha, Alfred Jodl foi um cruel e inteligente general alemão da Segunda Guerra Mundial. Extremamente leal ao nazismo, Alfred logo se destacou como um grande líder militar durante as Campanhas da Noruega (1940) e da França (1940). Depois da queda da França, Jodl foi escolhido por Hitler para caçar e eliminar qualquer grupo de resistência na França. Ele mataria centenas de guerrilheiros e depois seria transferido para outras regiões da Europa para destruir outros grupos de guerrilha. Em 1943, Jodl recebeu uma tarefa especial do alto-comando alemão (OKW), ele deveria investigar e achar um jeito de derrotar o temível general americano George Patton. Até o fim da guerra, Jodl tentaria achar um jeito de derrotar Patton, mas fracassou. Após a guerra, Jodl foi capturado e julgado por crimes de guerra em Nuremberg. Acabou enforcado em 1946.
     
     
     

    A Batalha de El Guettar - Patton vira o Jogo contra os Alemães na Tunísia

     
    A Batalha de El Guettar foi uma longa e confusa batalha de tanques durante a campanha da Tunísia em 1943. Após a horrível derrota na Passagem de Kasserine, os americanos, agora comandados por Patton, montaram uma emboscada para o Afrika Korps (AK), força de elite do exército alemão na África, para deter a ofensiva alemã de uma vez por todas. Se posicionando num vale bem aberto e quase plano, Patton esperou a chegada dos alemães e soltou todo o seu poder de fogo contra o inimigo. Porém, os alemães conseguiram resistir a emboscada e tentaram várias vezes destruir as posições americanas. Depois de vários dias de combates, ambos os lados abandonaram El Guettar pelas enormes perdas que sofreram e a batalha terminou empatada. A ofensiva alemã perdeu força, mas os americanos falharam em destruir o infame AK de uma vez por todas e aliviar os britânicos que avançavam mais pelo sul.
     
     
     

    Bernard Montgomery - O Rival de Patton

     
    Bernard Montgomery, ou também chamado de Monty por seus colegas, nasceu na Inglaterra em 1887 e na Segunda Guerra Mundial seria o general britânico mais famoso do conflito. Após suas incríveis vitórias na África, Montgomery foi bem recebido pelo alto-comando americano como um importante aliado para a libertação da Europa. Porém, ele acabou virando o rival de Patton, que o considerava metido e teimoso em algumas decisões militares. Mesmo sendo um gênio militar, Monty também sofreu algumas derrotas como na Sicília, para Patton, e na Holanda, onde os aliados foram brutalmente detidos pelas defesas alemãs. Após a guerra, Monty continuou no comando do exércidto britânico e nos anos 1950 se tornaria o comandante das forças da OTAN até 1958. Ele morreu de causas desconhecidas em 1976.
     
     
     

    A Tomada de Palermo - Patton Destrói o Exército Italiano

     
    Quando os aliados invadiram a Sicília em julho de 1943, Patton teve que aguentar os mais pesados contra-ataques alemães para proteger o avanço britânico no leste da ilha. Mas, quando os britânicos ficaram presos numa brutal guerra de atrito, Patton decidiu abandonar seu aliado e correu para capturar a capital da ilha, Palermo, e dominar o oeste da ilha. Em cinco dias de rápidos avanços, Patton varreu do mapa o exército italiano que defendia o oeste da ilha. Quando alcançou Palermo, encontrou a cidade em comemoração pela libertação dos aliados contra as forças facistas de Mussolini. Patton ficaria pelo menos uma semana em Palermo, planejando suas próximas operações enquanto os britânicos continuavam com uma lenta e árdua luta pelo leste da ilha.
     
     
     
     

    A Batalha de Brolo - Os Alemães Quase Derrotam Patton

     
    Após tomar Palermo, Patton recebeu ordens do alto-comando aliado para rumar para o leste com o objetivo de apoiar o avanço britânico para Messina. Porém, Patton desobedeceu a ordem e avançou sozinho pelo litoral norte da Sicília até alcançar a linha de defesa alemã em Brolo. Foi nesse local onde Patton lançou uma operação anfíbia para cercar as defesas alemãs em Brolo e causar o maior estrago possível no inimigo. A operação foi quase um sucesso, mas, os alemães começaram a evacuar a Sicília por Messina e abandonram várias defesas poderosas que poderiam ter detido o rápido avanço de Patton.
     
     
     
     
    
    

    

    

    A Tomada de Messina - Patton vence a Corrida

     
    Messina era o principal alvo dos aliados, pois sua captura cortaria a única de rota de fuga dos alemães da ilha para o continente italiano. Porém, os alemães usaram as montanhas ao redor do Monte Etna para estabelecer uma poderosa linha de defesa que seguraria os aliados por algumas semanas enquanto a maioria dos alemães escapava com segurança pelo Estreito de Messina para a Itália. Por causa dessa evacuação alemã, Patton e Monty fizeram uma custosa corrida com o objetivo de ver quem foi o melhor general da campanha. Patton ganhou com a captura da cidade em 16 de Agosto de 1943 e humilhou Monty. Assim finalizava a campanha da Sicília.
     
     

     

     

     

    

    A Operação Cobra - Os Aliados saem da Normandia

     

    Em Julho de 1944, os americanos lançaram a Operação Cobra, com o objetivo de romper as defesas alemãs na Normandia e facilitar a libertação do resto da França. Após intensos combates, a cidade de St. Lô caiu para os americanos e a linha alemã acabou rompida. Nos dias seguintes, os americanos libertaram quase metade da França em uma semana e avançaram para libertar Paris. Os alemães sofreram imensas perdas.
     
     
     
     

    O Cerco de Metz - O Pesadelo de Patton

     
    Em setembro de 1944, Patton estava quase alcançando a fronteira alemã quando foi detido por uma formidável fortaleza francesa: Metz. Os alemães haviam melhorado as defesas francesas que cercavam a fortaleza e impediram o rápido avanço americano para a Alemanha. Patton tentou tomar Metz num ataque direto, mas acabou fracassando. Foi forçado a montar um longo cerco que só terminou em dezembro com a queda de Metz. Porém, as perdas americanas foram tão altas que o próprio general teve que cancelar a invasão da Alemanha por algum tempo. Também foi uma das poucas batalhas que Patton ficou chocado com o alto número de perdas humanas.
     
     
     

    A Campanha do Saar - Patton Invade a Alemanha

     
    Após a queda de Metz, Patton, desobedecendo ordens do comando aliado, invadiu o sul da Alemanha pelo Vale do Saar e chegou até a poderosa Linha Siegfried. Enfrentando uma fanática defesa alemã, Patton foi forçado a parar seu avanço diante da poderosa linha alemã. Para piorar, acabou cancelando o resto da campanha para ajudar as tropas americanas na Bélgica a derrotarem uma enorme ofensiva alemã lançada na região. Se o comando aliado não tivesse pressionado tanto Patton, talvez o general americano até mesmo conseguiria chegar a Berlim pelo sul antes dos soviéticos.
     
     
     

    O Cerco de Bastogne - A Última Grande Batalha de Patton

     
    O Cerco de Bastogne teve início em 20 de Dezembro de 1944, 4 dias depois do início da ousada ofensiva alemã das Ardenas. Quando os alemães alcançaram a cidade belga, eles encontraram uma ousada defesa americana, na forma de uma divisão paraquedista e de um batalhão de tanques. Após incessantes ataques, os alemães decidiram cercar a cidade e forçar os americanos a se renderem com a falta de água e de comida. Aproveitando a paralização alemã, Patton lançou um grande contra-ataque na retaguarda dos alemães e em três dias de incessantes combates, alcançou e levantou o cerco de Bastogne. Em desespero, os alemães abandonaram sua ofensiva e retornaram para a Alemanha derrotados e acabados.

     
     

    

    

    Bibliografia:

    domingo, 12 de novembro de 2017

    Análise Histórica de "Mestre do Mares"

     

    Mestre dos Mares - Uma Aventura Naval Épica

     
     
    Mestre dos Mares é um filme americano de 2003 dirigido por Peter Weir e estrelado por Russel Crowe, Paul Bettany, James D'Arcy e Edward Woodall. A história é fictícia, mas se passa em 1805 durante as Guerras Napoleônicas (1803-1815). A Fragata britânica "Surpresa" recebeu ordens de localizar e capturar a fragata francesa "Archeron", que está afundando navios comerciais ingleses pelo Atlântico e o Pacífico. As cenas são realistas e as batalhas épicas. A música é estonteante e a atuação é uma das melhores da História do Cinema. O filme é bem longo, quase três horas, e boa parte do tempo fica focado no cotidiano da tripulação durante essas longas viagens. O filme é excelente, mas não recomendo para aqueles que não tenham paciência durante os longos minutos de navegações e diálogos longos que o filme mostra. Detalhe: os navios usados são reais!
     
     

    As Guerras Napoleônicas - Napoleão versus Toda a Europa

     
    As Guerras Napoleônicas foram várias campanhas militares lançadas pela França Imperial contra as outras nações européias. Napoleão Bonaparte era um líder nato e gênio militar. Iniciou a conquista da Europa em 1803 e em 1807 era dono de tudo. Os exércitos europeus haviam sido totalmente destruídos. Porém, duas nações continuavam a resistir ao imperador francês: Inglaterra e Rússia. Enquanto a primeira era impossível de ser atacada por ser uma ilha, Napoleão se concentrou em dominar a Rússia. Em 1812, Napoleão invadiu a Rússia e após incríveis vitórias foi forçado a recuar perante a vinda do rigoroso inverno russo que aniquilou quase todo o exército francês. Em 1813, as nações ocupadas pelos franceses se revoltaram e cercaram a França. Em 1814, Napoleão foi derrotado e a França invadida. Porém, Napoleão retornaria de seu exílio em 1815 e quase destruiria os seus inimigos uma segunda vez. Mas, acabou definitivamente derrotado em Waterloo e forçado a se render para os ingleses. Com essa derrota, as Guerras Napoleônicas chegavam ao fim.
     
     
     
     

    A Fragata Britânica no Século XIX

    A fragata inglesa era o principal navio de combate da marinha britânica durante as Guerras Napoleônicas. Rápido e fácil de manobrar, a fragata foi projetada para interceptar navios maiores e mais lentos e deixa-los vulneráveis para os navios mais pesados da frota. Também era usada para longas missões de patrulha e escoltas para navios de cargas. Carregava mais de 30 canhões e tinha uma tripulação de 300 homens. Foram usadas até o início do século XX.
     
     
     

    A Fragata Francesa do Século XIX

     

    A fragata francesa também seguia o mesmo padrão que a fragata inglesa. Porém, após o desastre naval francês no rio Nilo em 1789, Napoleão ordenou uma melhoria nesses navios de guerra. Com a ajuda de engenheiros navais americanos, os franceses aumentaram a resistência de suas fragatas. O número de canhões aumento de 30 para 45 e o número de tripulantes também aumentou de 300 para 600. Porém, mesmo sendo mais poderosa que a fragata inglesa, a fragata francesa acabou perdendo velocidade e manobrabilidade, ficando mais lenta e fácil de ser abordada. Durante a Batalha Naval de Trafalgar (1805), as fragatas inglesas facilmente dominariam suas rivais francesas durante toda a batalha, sendo várias capturadas pelos ingleses no final da luta.
     
     
     

    A Guerra Naval do Século XIX

     
    A Guerra Naval havia drasticamente mudado em seus conceitos de combate. A ideia de abordagens continuava, mas só era usada como último recurso. Os combates navais aconteciam entre frotas ou navios individuais e podiam demorar horas ou até dias para serem finalizadas. Quando os navios inimigos se encontravam, esses ficavam de lado um do outro e atiravam várias rajadas rápidas e precisas com vários tipos de munições diferentes, para causar o maior dano possível no inimigo, afundando o inimigo ou deixando ele vulnerável para uma abordagem de captura. Essas táticas de combate continuariam a ser usadas até a Segunda Guerra Mundial até serem substituídas pelos porta-aviões.
     
     
     

    Os Médicos-Cientistas nos Navios de Guerra

     
    Cada navio de guerra carregava uma equipe médica de 3 ou 4 homens. Essa equipe era formada por um médico e dois ou três enfermeiros. Seu objetivo era de ajudar o máximo possível os homens feridos em combate ou doentes durante as longas viagens navais. O médico era também um cientista, responsável em analisar novas espécies de animais e plantas em territórios ainda desconhecidos. Todos os membros da equipe eram treinados a lutar, mas sempres eram os últimos a abordar um navio, pois eram de extrema importância para a tripulação sobreviver.
     
     
     

    Os Oficiais dos Navios de Guerra

    Os oficiais da marinhas inglesa e francesa eram altamente treinados para combates navais e muitos se tornaram mestres em táticas navais. Bem disciplinados, os oficiais faziam parte das nobrezas européias da época e tinham uma enorme influência política em seus governos. Raramente eram capturados vivos (cometiam suicído para evitar tortura e traição a sua nação). O maior sonho de um oficial era de se tornar um almirante e controlar frotas inteiras de navios de guerra em campanhas épicas e gloriosas.
     
     
     

    As Ilhas Galápagos

     
    Descobertas em 1535, as Ilhas Galápagos são um arquipélago de 21 ilhas. Durante as guerras navais do século XIX, as ilhas eram usadas para pontos de referência, pesca e emboscadas. Também era  frequente a presença de cientistas e biólogos anciosos em descobrir mais sobre os novos tipos de animais e plantas localizados nelas. Hoje, as ilhas são controladas e administradas pelo Equador e protegidas pela Lei Internacional do Meio Ambiente.
     
     
     

    Os Navios Pesqueiros - O Alvo Favorito dos Corsários

     
    Os navios de pescas eram pequenos e frágeis. Possuíam uma tripulação de pelo menos 10 a 15 homens e não eram armados. Por causa dessa falta de defesa que os navios corsários usados tanto pela Inglaterra quanto pela França atacavam sem dó esses navios que só queriam continuar com suas tradições de pescas para alimentar as colônias mais distantes. Foi durante a guerra contra Napoleão que os ingleses intrduziram uma versão primitiva do sistema de comboios que só seria aprimorada nas Grandes Guerras do século XX.
     
     
     

    A Tripulação dos Navios de Guerra

     
    As tripulações dos navios de guerra eram bem treinadas e disciplinadas. Em uma fragata de combate, a tripulação variava de 270 até 300 homens. Eram armados com espadas, lanças, pistolas, rifles, machados e granadas. Durante as longas viagens navais, a tripulação fazia quase todo o trabalho pesado de manter os navios flutuando e sempre achavam algum passatempo para esquecer da viagem entediante. Houve poucos casos de motim contra os oficiais da marinha britânica nessa época. A camaradagem entre oficiais e marujos era alta e ambos respeitavam uns aos outros.
     
     

    Os Capitães do Futuro - Crianças nas Marinhas

     
    Sim! Durante o século XIX, crianças serviram nas principais marinhas do mundo como marujos ou assistentes dos oficiais a bordo. Enquanto a maioria iria se tornar meros marujos veteranos, eram os assistentes dos oficiais que tinham uma chance de uma carreira promissora no futuro, caso sobrevivessem. A idade variava entre os 12 até os 16 anos. Elas tinham o objetivo de saber como viver num navio de guerra e de sobreviver nas piores condições possíveis. Aprendiam a lutar e a navegar. Poucas chegavam a idade adulta e se transformavam em novos capitães. A Inglaterra foi a principal nação a utilizar crianças em seus navios, pois acreditavam que aprendendo mais cedo, essas crianças poderiam um dia defender o império de novas ameaças.
     
     

    Os Soldados de Elite da Marinha Inglesa - Os Fuzileiros

     
    Todo navio de guerra britânico possuia uma tropa de fuzileiros reais. Esses homens eram altamente treinados e muito bem armados. Usavam o tradicional uniforme vermelho, que o exército também usava, e tinham o objetivo de proteger o navio de abordagens e eram excelentes atiradores. Cada navio tinha uma tropa de 16 a 20 fuzileiros.
     
     

    As Ações de Abordagem

     
    Quando um navio de guerra era imobilizado após um combate naval, o outro navio tentaria abordá-lo para saquear suas cargas ou captura-lo para beneficiar o poder naval do inimigo. As táticas de abordagem variavam desde o uso de escadas, cordas com ganchos e até botes. Os invasores usavam qualquer arma que tinham em mãos, pois os combates de abordagem eram longos e muito violentos. Eram casos bem raros aqueles que conseguiam rechaçar uma ação de abordagem. Essa tática é a mais usada pelos piratas até nos dias de hoje.

    

    

     
    

    Bibliografia:

    

    domingo, 5 de novembro de 2017

    Análise Histórica de "Círculo de Fogo"

     

    Círculo de Fogo - O Momento Decisivo da Segunda Guerra

     
     
    Círculo de Fogo é um filme americano/alemão/inglês/irlandês de 2001 dirigido por Jean-Jacques Annaud e estrelado por grandes atores como: Jude Law, Ed Harris, Rachel Weisz, Joseph Fiennes e Bob Hoskins. A história é real e se passa durante a brutal Batalha de Stalingrado. O filme se foca no lendário atirador russo Vassili Zaitsev (Jude Law) que foi o homem que mais matou alemães durante a batalha e também participou do duelo mais longo de atiradores da História contra o temível major König (Ed Harris). O filme também mostra a situação da USSR e tenta criar um triângulo amoroso entre Vassili, uma oficial soviética (Rachel Weisz) e um oficial da propaganda soviética (Joseph Fiennes) durante a decisiva batalha que mudaria a guerra e o mundo para sempre. O filme é espetacular, a cinematografia é sensacional, a atuação é boa, as batalhas são violentas e cruéis e a música é muito boa. Recomendável para fãs de filmes de guerra (como eu, ahahaha)!
     
     

    O Ponto de Virada da Segunda Guerra Mundial - A Batalha de Stalingrado

     
    Em 23 de Agosto de 1942, tropas alemãs adentravam os arredores da cidade industrial de Stalingrado (atualmente chamada de Volgogrado). Era o início de uma das maiores e brutais batalhas da Segunda Guerra e a virada decisiva dos aliados contra os alemães de Hitler. Por causa de ordens de não recuar mais, as tropas soviéticas ofereceram uma feroz e heróica defesa contra os invasores alemães. Ambos os lados sofreram enormes perdas, mas os alemães continuavam com o avanço. Depois de grandes conquistas na cidade em setembro, os alemães pararam seus avanços quando o rigoroso inverno russo chegou. Aproveitando a paralisação inimiga, os soviéticos lançaram uma ofensiva chamada Urano e destruiram os exércitos aliados dos alemães nos flancos da cidade. Em novembro, mais de 1 milhão de alemães e romenos estavam cercados pelas tropas russas. Mesmo isolados, os alemães ofereceram uma fanática resistência por cada parte da cidade até a sua rendição final em 2 de Fevereiro de 1943. Quase 1 milhão de pessoas morreram na batalha.
     
     
     

    Desespero Russo - Os Ataques Suicidas Soviéticos

     
    Durante o início da batalha por Stalingrado, os soviéticos utilizaram táticas suicídas para tentar deter o avanço alemão na cidade e tenta retomar alguma parte dela. Essas táticas obsoletas foram adotadas após Stalin promulgar a ordem "Mais nenhum passo para trás". Depois de meses de enormes retiradas pelo território russo, os soviéticos decidiram usar tudo o que tinham para acabar de vez com os alemães invasores. A tática era bem simples, milhares de jovens soldados ou voluntários eram enviados para a frente de combate vestidos com roupas de inverno e armados com rifles. Porém, só alguns usavam rifles nos ataques, o resto avançava desarmado e carregando um cartucho para o rifle. Caso alguns dos soldados que carregassem os rifles, pois a USSR estava com a produção baixa em armas, fosse morto, o homem mais próximo teria que  pegar o rifle o mais rápido possível para poder continuar o ataque. Desertores ou soldados que se retiravam desses ataques eram imediatamente executados pelos camaradas comissários por desobediência ou traição para a "Pátria Mãe".
     
     

    As "Mãos de Stalin" - Os Comissários

     
    Durante o governo comunista da USSR, uma força político-militar foi criada com o objetivo de controlar a moral da população diante do governo, de controlar a propaganda e de eliminar possíveis traidores da "Pátria Mãe". Esses homens ficariam conhecidos como os Camaradas Comissários. Os comissários tinham pouco ou nenhum treinamento militar, mas eram usados para manter a moral das tropas em combate e eliminar desertores. Em Stalingrado, centenas de comissários seriam usados para enviar milhares de jovens combatentes a ataques suicidas e eliminar aqueles que sobrevivessem. Eles também tinham o direito de executar civis caso esses desobedecessem as ordens do governo. A unidade era odiada pelos generais russos e quando Stalin faleceu em 1953, os comissários foram retirados das forças armadas e mantidos na espionagem, propaganda e na polícia moral.
     
     
     

    Uma Arma Antiga, mas ainda Poderosa - A Metralhadora Maxim

     
    

    A metralhadora Maxim foi desenvolvida em 1886, pelos ingleses, e criada para ser carregada por dois homens durante o avanço da infantaria em campo aberto. Acabou sendo bastante popular para as tropas russas na Primeira Guerra Mundial e depois para os soviéticos na Segunda Guerra Mundial. Fácil de carregar, a Maxim era manuseada por dois homens e podia disparar mais de 130 balas por minuto. Mesmo com um design obsoleto, a Maxim continuaria em uso até a Guerra da Coréia nos anos 1950 onde se aposentadoria de vez nas forças armadas. Ainda hoje é utilizada por grupos de guerrilha.
     
     

    A Propaganda Soviética

     
    Durante toda a Segunda Guerra Mundial, a propaganda soviética era a arma mais importante para a USSR manter seu povo unido e com a moral alta diante das desastrosas derrotas  que sofreram durante os primeiros anos da guerra. Bem coloridas e desenhadas, as propagandas tentavam mostrar ao máximo a coragem do soldado russo e o sofrimento da população nas mãos dos alemães. Se não fosse pela propaganda, o governo soviético seria derrubado por sua própria população que só queria sobreviver.
     
     
     

    General Khrushchev - O Futuro Líder Soviético que Salvou Stalingrado

     
    Quando Stalingrado estava quase caindo para os alemães, Stalin despachou seu mais confiável e leal general, Nikita Khrushchev, para estabelecer uma nova defesa e contra-atacar o inimigo invasor. Quando chegou na cidade arruinada, Khrushchev, executou os oficiais que falharam em defender a cidade e estabeleceu um novo comando nas ruínas. Ele também acabou com os inúteis ataques suicídas com voluntários e mudou suas táticas com o uso de tropas siberianas, mais treinadas e preparadas para o inverno que se aproximava. Usando suas habilidades políticas, Nikita convenceu Stalin de lançar uma ofensiva pelos flancos norte e sul da cidade, com o intuito de cercar e destruir o exército alemão concentrado lá. Quando essa operação funcionou, Nikita lançou uma enorme ofensiva dentro da cidade e aniquilou, após brutal combate, o exército alemão concentrado na cidade. Após a Segunda Guerra Mundial, Nikita, condecorado como o herói de Stalingrado, foi afastado por Stalin até assumir a presidência da USSR com a morte do antecessor em 1953.
     
     

    O Panzer III

     
    O Panzer III foi o principal tanque alemão durante metade da Segunda Guerra Mundial. Rápido e poderoso, o Panzer III foi feito para proteger a infantaria de outros tanques inimigos. Seu armamento consistia num canhão de 57mm e uma metralhadora leve. Mesmo sendo um tanque médio, o Panzer III era bastante resistente e fácil de manobrar em terreno difícil. Foram produzidos mais de 5000 unidades.
     
     
     

    Os Temíveis Atiradores

     
    A Batalha de Stalingrado também ficou famosa pelo grande número de atiradores de elite que foram utilizados por ambos os lados. Os atiradores usavam cada canto da cidade arruinada para eliminar posições fortificadas, tropas inimgas em patrulha, comandantes e principalmente outros atiradores. Cada lado usava táticas diferentes para derrotar o inimigo: os russos usavam equipes de três atiradores para confundir e eliminar com facilidade o inimigo; já os alemães montavam armadilhas e alvos falsos para localizar e eliminar seus oponentes um de cada vez.
     
     

    

    A Brutal Luta pela Fábrica de Tratores

     
    A fase mais sangrenta da Batalha de Stalingrado foi a luta pela Fábrica de Tratores. De início, os alemães conquistaram facilmente o local, mas após incessantes contra-ataques soviéticos, os alemães tiveram que ceder metade da fábrica. Quando o inverno chegou, um longo e violento impasse dominou os corredores e túneis que circulavam pela imensa fábrica (na verdade era um complexo indústrial). Aproveitando que haviam recapturado o setor de produção, os soviéticos começaram a construir tanques do modelo T-34 e os despachavam para atacar outras partes da cidade. O feito mais famoso dessa longa luta foi quando uma tropa de 42 homens, comandados pelo sargento Sokolov, atacou um prédio habitacional que se localizava bem em frente ao setor controlado pelos alemães e ajudava a artilharia a atingir alvos como o centro de comando alemão. Depois de uma luta pesada pelo prédio, Sokolov manteve o controle do local até a retirada dos alemães da fábrica no início de 1943. Quando a cidade foi retomada, a fábrica de tratores estava totalmente destruída e demoraria anos até ser erguida novamente.
     
     

    O Verdadeiro Vassili Zaitsev

     
    Vasily Grigoryevich Zaytsev foi o maior e mais famoso atirador da História. Com um total 255 soldados inimigos mortos, incluindo 11 atiradores de elite, Vassili se tornou um herói e uma lenda por toda a USSR. Filho de fazendeiros na Sibéria, Vassili foi treinado a atirar com rifle desde a infância. Quando a Segunda Guerra chegou na USSR, Vassili entrou como voluntário e enviado para Stalingrado. Seria lá que ele utilizaria suas famosas táticas de atirador para causar um enorme espanto no inimigo. Após Stalingrado, Vassili ficou internado por vários meses por ferimentos nos olhos por causa de um morteiro inimigo, mas conseguiria recuperar a visão e lutaria até o fim da guerra. Depois do conflito, Vassili abriria uma indústria téxtil em Kiev, na Ucrânia, onde trabalharia e moraria até sua morte em Dezembro de 1991, dias antes da queda da USSR. Seu corpo e seu rifle estão hoje localizados em Volgogrado, antiga Stalingrado.
     

    

    

    Bibliografia: