domingo, 23 de julho de 2017

1000 Visualizações!!!

 

Sensacional! Alcancei mais de 1000 Visualizações! Obrigado a Todos Vocês!

 
 
Graças a vocês alcancei mais de 1000 visualizações! Continuem a seguir meu blog, de curti-lo e de compartilha-lo para amigos e parentes! Em breve novas análises sairão! Até Breve!



quinta-feira, 29 de junho de 2017

Análise Histórica de "O Barco - Inferno no Mar"

 

"O Barco - Inferno no Mar" - A Batalha pelo Atlântico

 
"O Barco - Inferno no Mar" é um filme alemão de 1981 que conta a história real da tripulação de um submarino alemão durante a brutal Batalha do Atlântico na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Dirigido pelo fantástico Wolfgang Petersen, o filme é uma obra-prima do cinema. Com um elenco de atores alemães fenomenal, "O Barco - Inferno no Mar" é um filme tenso e épico. Com incríveis efeitos práticos, incluindo um submarino alemão real da Segunda Guerra que foi usado no filme, é talvez um dos poucos filmes ultra-realistas sobre o maior conflito da História. Extremamente recomendável, pois é um filme difícil de esquecer após ver a primeira vez.
 
 
 
 

A Base Naval de La Rochelle

 
Após a queda da França em Junho de 1940, os alemães ocuparam as principais cidades portuárias francesas no Atlântico e construíram enormes bases navais para seus submarinos. La Rochelle possuía as maiores docas para submarinos e era extremamente bem defendida. Mesmo sofrendo poderosos ataques aéreos, as docas sobreviveriam e continuariam a enviar submarinos para o Atlântico. Mesmo após a invasão aliada na França em 1944, La Rochelle seria cercada e controlada pelos alemães até o fim da guerra na Europa. Até hoje é possível visitar as docas dos temíveis U-Boats.
 
 
 

A Marinha Alemã

 
A Marinha Alemã ou Kriegsmarine foi criada em 1935 e dissolvida em 1945 no fim da Segunda Guerra. Ela foi a principal força naval da Alemanha. De início a marinha possuía poderosos navios de guerra e alguns poucos submarinos, mas com o passar do conflito, a maioria dos navios estavam afundados ou escondidos na Noruega. Somente os submarinos continuaram a oferecer uma enorme ameaça para as forças navais aliadas. O comandante naval dos submarinos, Karl Dönitz se tornaria o novo líder supremo da Alemanha após a morte de Hitler e seria responsável pelo fim da guerra na Europa.
 
 
 

Os Letais U-Boats

 
Os U-Boats eram os submarinos usados pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Eram rápidos, silenciosos e letais com seus torpedos e canhões. Milhares de navios aliados seriam afundados por essas máquinas de guerra letais. A tripulação era muito bem treinada e extremamente fiel a causa do nazismo. Muitos capitães eram veteranos da Primeira Guerra Mundial e foram essenciais em criar uma força de elite que quase derrotou os aliados no mar. Quando a guerra acabou em 1945, só uma dúzia desses submarinos haviam restado após a mais longa batalha naval da guerra.
 
 
 

Os Torpedos

 
Torpedos eram explosivos localizados num longo cilindro de metal que quando lançado na água se movia rapidamente com uma pequena hélice na traseira. Vários navios de guerra usaram essas armas, mas foram os submarinos que usaram sua enorme capacidade de destruição contra os comboios que navegavam pelo Atlântico. É usado até hoje!
 
 
 

A Batalha Mais Longa da Segunda Guerra - O Atlântico

 
A Batalha do Atlântico foi a mais longa batalha da Segunda Guerra. Ela durou toda a guerra e quase levou os aliados (por duas vezes) a derrota final. Porém, com a introdução de novas táticas de combate e defesa, os aliados conseguiram vencer os submarinos alemães e italianos numa luta muito violenta. De 1939 até 1941, os alemães dominavam as rotas mercantes com seus submarinos. Mas, de 1942 até 1943, os aliados entraram com novas armas e táticas de combate e derrotaram os submarinos alemães. De 1944 até 1945, alguns poucos submarinos alemães se aventuraram pelo Atlântico, afundaram alguns navios, mas a maioria foi afundada pelas unidades anti-navais dos aliados.
 
 
 

Os Rivais dos U-Boats - Os Detroieres Britânicos

 
As maiores ameaças dos U-Boats eram os destroieres britânicos. Rápidos e resistentes, esses navios carregavam canhões, torpedos e cargas de profundidade. Utilizavam o sonar e raramente erravam o alvo. As chances de um U-Boat afundar um desses navios era bem baixa. Foi por causa desses navios que os aliados puderam recuperar as rotas comerciais, proteger os comboios e derrotar de vez a ameaça dos submarinos alemães.
 
 
 

A Arma Secreta dos Aliados - O Sonar

 
O sonar foi a arma mais importante dos aliados para vencerem a luta contra os U-Boats alemães. Operado por dois homens em cada navio de guerra, o sonar localizava o som mais alto e mais próximo do navio que o usava. Se qualquer tipo de barulho fosse localizado e identificado como uma ameaça, os navios disparavam cargas de profundidade para destruir seus alvos submersos ou força-los a se emergir na superfície para captura ou destruição.
 
 
 

A "Coluna" dos Aliados - Os Comboios

 
Os aliados só sobreviveram ao poderio alemão graças aos milhares de navios de carga que levavam suprimentos para a Europa e fortalecia cada vez mais a resistência contra o nazismo. No início da guerra, os cargueiros aliados viajavam sozinhos e sem escolta. Muitos foram afundados pelos U-Boats. Com o passar dos anos, os navios formavam enormes grupos de 50 durante as longas viajens para a Europa. Assim mesmo, os U-Boats usavam suas táticas de matilhas para afundar grandes números de cargueiros. Mas, tudo mudou quando esses comboios receberam poderosas escoltas que não só defendiam os cargueiros como também caçavam e afundavam os submarinos alemães. No fim da guerra, os comboios dominavam o Atlântico.
 
 
 

As Cargas de Profundidade

 
As cargas de profundidade foram criadas para destruir submarinos inimigos. Elas já eram usadas desde o século XIX. Mas, foi só na Segunda Guerra que se mostraram eficazes contra os submarinos. Essas bombas eram lançadas pelos navios de escolta e explodiam após um determinado período. O estrago era enorme e raramente algum submarino sobrevivia a esse tipo de ataque. Nos últimos anos, os aliados iriam aperfeiçoar essa arma e deixa-la mais letal do que antes.
 
 
 

A Fortaleza Britânica no Mediterrâneo - Gibraltar

 
Durante a Segunda Guerra Mundial, Gibraltar era a principal base naval britânica no Mediterrâneo. Mesmo sendo uma fortaleza, Gibraltar era constantemente atacada por canhões e aviões italianos. Até mesmo a Espanha ameaçou invadir a península em 1941, mas mudou de ideia e ficou neutra. Infelizmente, os britânicos não conseguiriam impedir a chegada dos U-Boats alemães, pois não havia navios de guerra suficientes para tal tarefa. Assim, a guerra naval seria longa e cansativa.
 
 
 
 

Os Navios Corsários

 
Os navios corsários eram cargueiros convertidos em navios de guerra. Sua tripulação original era mantida, mas carregava uma tropa armada da marinha para proteção e missões de abordagem. Os alemães foram os que mais usaram essa unidade naval nas duas Grandes Guerras. Na Segunda Guerra, mesmo com os U-Boats sendo a maior ameaça para os comboios aliados no Atlântico, os navios corsários também causavam estrago e medo. A tática favorita desses navios era de usarem uma bandeira de um país neutro, se infiltrar num comboio e afundar o maior número de cargueiros possível antes da reação da escolta. O corsários eram muito difíceis de serem caçados e carregavam armas pesadas como: canhões navais, baterias antiaéreas e até mesmo torpedos.
 
 
 
 

O Portão para o Mediterrâneo - O Estreito de Gibraltar

 

O Estreito de Gibraltar é uma das passagens navais mais importantes do mundo. É a única conexão direta entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Durante a Segunda Guerra a Marinha britânica, em sua base em Gibraltar, vigiava a entrada e saída de navios neutros, para descobrir se não havia nenhum navio corsário infiltrado. Porém, com o desenrolar da guerra, a vigilância diminuiu no estreito e centenas de U-Boats alemães adentrariam no Mediterrâneo, onde causariam grande estrago nos comboios aliados até o fim da guerra. Recentemente, o estreito é vigiado pela Espanha e por Gibraltar. De vez em quando há alguns momentos de tensão entre os dois territórios, mas nenhum levou a um conflito armado.
 
 
 

O Pesadelo dos U-Boats - Os Caça-Submarinos

 
Talvez a arma mais perigosa contra os U-Boats foi o caça-submarino. Esse tipo de avião foi criado para localizar e afundar os submarinos alemães antes que estes pudessem atacar um comboio. Usando um incrível sistema de radar e sonar essas máquinas facilmente localizavam os submarinos e os perseguiam até afundá-los. Quando um U-Boat era localizado, o avião dava sua última posição, caso fosse abatido, e atacava o navio inimigo com bombas, torpedos ou cargas de profundidade. A maioria dos U-Boats afundados seria por causa dessa nova arma dos aliados.
 
 
 

O Fim dos U-Boats

 

Em 1945, os U-Boats não eram mais uma ameaça para os comboios aliados. Com novas táticas de combate como os caça-bombardeiros e o sonar, os U-Boats eram facilmente afundados e poucos retornavam para novos ataques. Para piorar, os aliados fizeram bombas especiais para destruir as docas dos submarinos na França. Sem essas docas, os U-Boats não tinham como continuar a campanha no Atlântico. Quando a Alemanha se rendeu, havia poucos U-Boats ainda ativos e isolados no Atlântico. Alguns continuaram a lutar até serem afundados e outros se renderam quando souberam do fim da guerra. Assim terminava a era gloriosa da guerra submarina.
 
 
 

Bibliografia:









  







 
 
 







segunda-feira, 29 de maio de 2017

Análise Histórica de "Yamato"

 

"Yamato" - Um Sacrifício Desnecessário?

 
"Yamato" é um filme japonês de 2005, dirigido por Junya Sato e estrelado por Takashi Sorimachi e Shido Nakamura. O filme conta a história real do maior encouraçado do mundo que teve um fim trágico bem no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O filme é muito bom e as cenas de batalha são bem feitas. As atuações são razoáveis e os efeitos especiais são bem fracos. A música é simples. O filme é ultra-violento. Mas, o mais impressionante é o cenário que a produção construiu para representar o navio de perto e mais de 3000 figurantes foram usados para mostrar as dificuldades que a tripulação estava tendo nos últimos dias da guerra. Só recomendável para quem tem paciência (pois o filme demora para chegar na parte importante) e para quem tem estômago forte.
 
 
 
 

A Marinha Imperial Japonesa

 
Estabelecida em 1868, a Marinha Imperial era uma das forças navais mais poderosas do mundo durante a Segunda Guerra. De início, a marinha japonesa era imbatível em combate naval. Porém, tudo mudou quando os americanos tiveram sua decisiva vitória em Midway. A partir daí, a marinha foi sendo destroçada em combates navais brutais e em 1945, só uma dúzia de navios de guerra ainda estavam funcionando, entre eles o Yamato, o último encouraçado japonês da guerra.
 
 
 

O Yamato - O Maior e mais Poderoso Navio da História

 
O Yamato foi o maior e mais poderoso navio de guerra da História. Ele foi lançado em 1940, mas só entrou em combate em 1944. Possuía uma imensa tripulação (3000 homens) e pesadas blindagens contra bombas e torpedos. Seu armamento consistia em três torres com canhões de 18 polegadas (capazes de afundar qualquer navio com um tiro), duas torres com canhões de 10 polegadas e pelo menos 72 peças antiaéreas para se defender de ataques aéreos. Era uma fortaleza naval. Três navios desse tipo foram construídos: o Yamato, o Musashi (afundado por submarinos e aviões nas Filipinas em 1944) e o Hiei (gravemente danificado e abandonado após um ataque aéreo em Kure em 1945).
 
 
 
 

A Batalha do Golfo de Leyte - O Fim da Marinha Japonesa

 
Essa foi a última batalha naval da Segunda Guerra Mundial e uma das maiores da História. Logo após a invasão americana na ilha de Leyte nas Filipinas, a Marinha Japonesa decidiu lançar um último ataque naval para destruir a Marinha Americana e recuperar a iniciativa. De 23 até 26 de outubro de 1944, os japoneses lançaram quatro frotas contra os americanos. Mas, sofreram imensas perdas navais e o que restou da Marinha Japonesa recuava para o Japão ou para Cingapura. O Yamato sofreu vários danos de ataques aéreos, mas conseguiu sozinho afundar três navios americanos durante combate (dois porta-aviões e um destroier), a única vez que enfrentou navios inimigos durante o conflito. Já o Musashi não foi tão sortudo e acabou afundado por aviões e submarinos americanos antes mesmo de alcançar a frota americana.
 
 
 

O Bombardeio de Kure - O Santuário do Yamato é Destruído

 
O ataque americano contra Kure durou 5 dias durante Julho de 1945 e eliminou a maioria dos navios restantes do Japão. Mesmo sofrendo grandes baixas aéreas, os americanos afundaram mais de 11 navios japoneses (sendo três encouraçados) e destruindo toda a infraestrutura naval da Marinha Japonesa no sul do Japão. O Yamato estava ancorado lá, mas sofreu poucos danos e acabou sendo transferido para a ilha de Kyushu no extremo sul do Japão. Já o Hiei, que havia sido recentemente construído, sofreu graves danos e acabou abandonado por não ter condições de ser concertado.
 
 
 
 
 

A Última Viagem do Yamato

 
Em 1 de Abril de 1945, os americanos invadiam a ilha de Okinawa. O alto comando imperial decidiu que o Yamato, com uma forte escolta, atacasse a frota americana ancorada perto da ilha para dar apoio aos ataques kamikazes que já estavam acontecendo. Em 6 de Abril, Yamato, 8 destroieres e 1 cruzador leve deixaram Kyushu e partiram para sua última batalha. Porém, no dia 7 de Abril, a frota japonesa foi localizada por uma patrulha americana. Os americanos queriam eviar seus 5 encouraçados para enfrentar o Yamato, mas o alto comando negou tal pedido e enviou mais de 300 aviões contra o navio japonês. Por mais de 5 horas, os navios japoneses enfrentaram levas de aviões americanos no norte de Okinawa. No fim, o Yamato, após graves danos por bombas e torpedos, explodia e afundava no Pacífico. Da escolta do encouraçado, só 4 destroieres escaparam ilesos. Os americanos perderam 10 aviões. Dos mais de 3000 tripulantes, só 250 sobreviveram. Assim terminava a era dos encouraçados!
 
 
 

Bibliografia:

 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Análise Histórica do filme "A Queda - As Últimas Horas de Hitler"

 

"A Queda - As Últimas Horas de Hitler" - O Fim de Um "Monstro"

 
A Queda - As Últimas Horas de Hitler é um filme alemão/italiano/austríaco de 2004 e dirigido por Oliver Hirschblegel. O filme se foca nos relatos reais da secretária de Hitler durante os últimos dias do ditador nazista durante a Segunda Guerra Mundial. O filme é uma verdadeira obra-prima. Sua música é tensa de início ao fim. A cinematografia é fenomenal, mostrando com grandes detalhes uma Berlim arruinada pela guerra e o seus habitantes tentando sobreviver. As atuações são as mais reais e fantásticas que vocês verão num filme de guerra como esse. Bruno Granz fez a melhor interpretação de um Hitler cansado, paranóico e decadente, algo que nunca mais foi feito em outro filme focado no líder nazista. Há fortes cenas de violência e de sexo. Não recomendável para menores de 18 anos.
 
 
 
 
 

Quem foi Adolf Hitler?

 
Adolf Hitler foi um líder político na Alemanha, fundador do temível Partido Nazista e também o maior "vilão" da humanidade por toda a História. Não só causou um conflito mais longo e brutal pelo mundo como também foi responsável pela morte de mais de 6 milhões judeus e outras minorias da Europa. Assumiu o comando da Chancelaria da Alemanha em 1933 e ficaria no poder até seu suicídio em 1945, bem no fim da Segunda Guerra. Inteligente, brutal e frio, Hitler se tornaria o mais famoso personagem histórico de todos (maior até mesmo que Alexandre ou Napoleão) e sua influência se espalharia pelo resto do mundo. Até hoje seu legado existe, na forma de grupos políticos radicais da extrema-direita, que recentemente estão ganhando cada vez mais poder pela Europa. Mesmo cruel e desumano, Hitler é a pessoa mais estudada pelo mundo por suas decisões políticas e militares que foram importantes para a formação do mundo que conhecemos hoje.
 
 
 
 
 





 

Quem foi Traudl Junge?

 

Traudl Junge foi a secretária pessoal de Hitler de 1942 até 1945. Após o fim da guerra, Junge tentou escapar de Berlim, mas acabou presa pelos soviéticos. Depois de vários dias de interrogatório, os soviéticos soltaram Junge e ela fugiu para a Bavária, que era controlada pelos americanos, onde viveria pelo resto de sua vida em Munique como secretária de um jornal local. Nos anos 1990, Junge finalmente decidiu falar sobre seu passado com Hitler e o nazismo. Ela sempre negou qualquer relação com o nazimo e só soube das atrocidades de Hitler anos depois da guerra ter terminado. Morreu em 2002, aos 81 anos, por câncer.
 
 
 
 

Quem foi Heinrich Himmler?

 
Heinrich Himmler foi líder da temível Waffen-SS, a tropa paramilitar e fanática do Partido Nazista. Extremamente leal a causa nazista e forte apoiador da teoria dos arianos, Himmler seria um dos nazistas mais cruéis de toda a guerra. Responsável pelos campos de concentração e de grupos de extermínio, Himmler causou a morte de milhares de civis das minorias européias. Quando a guerra estava acabando mal para os nazistas, Himmler deixou Berlim, antes do cerco soviético, e tentou negociar com os aliados. Porém, foi preso quando descobriram sua identidade e acabou se suicidando para não ser julgado no Tribunal de Nuremberg.
 
 
 

A Batalha de Berlim - O Fim do Nazismo

 
Em 16 de Abril de 1945, tropas soviéticas invadiram a capital da Alemanha e iniciaram uma árdua e brutal luta pela cidade. Enfrentando tropas fanáticas da SS, da Juventude Hitlerista e de voluntários civis, os soviéticos demorariam mais de um mês para destruir de uma vez por todas o nazismo. Enquanto a luta se desenrolava pelas ruas de Berlim, Hitler e seus últimos generais tentavam manobras e táticas impossíveis. Depois de muitos dias de desespero e deslealdades, Hitler cometeu suicídio com sua esposa Eva Braunn e a moral alemã caiu de vez. Com a morte de Hitler, as últimas tropas alemãs começaram a se render no dia 2 de maio e a cidade caiu para os russos. Porém, grupos isolados de fanáticos da SS, continuariam a resistir até 9 de maio, quando ocorreu a rendição incondicional da Alemanha com os aliados.
 
 
 

O Volkssturm - O Exército Civil do Nazismo

 
O Volkssturm ou "Tempestade do Povo" foi um exército miliciano criado para ajudar a Alemanha Nazista a se defender dos invasores aliados. Formado por velhos, doentes, feridos e veteranos da Primeira Guerra, os homens que faziam parte dessa milícia eram fortemente armados com rifles, metralhadoras e lança-rojões chamados de Panzerfausts. Mesmo bem armados, o Volkssturm era muito mal organizado e treinado. Boa parte desse exército foi usado contra os soviéticos e poucas unidades contra os aliados. Após a queda de Berlim, o Volkssturm foi dissolvido e seus sobreviventes perdoados e enviados para suas casas.
 
 
 
 

Os Remanescentes do Exército Alemão

 
Em 1945, o que restava do incrível exército alemão eram algumas divisões enfraquecidas e desmoralizadas. Até mesmo a elite dos nazistas, a Waffen-SS, estava esgotada de tantas lutas. Os alemães tinham poucos tanques, quase nenhum apoio aéreo e munição para a artilharia já estava ficando escarça. Em Berlim, as tropas que lutariam até o fim pelo nazismo nem eram alemães e sim voluntários fanáticos facistas da França e Noruega. Mesmo só tendo 40.000 homens contra mais de 1.000.000 de soviéticos, esses soldados ainda eram fortemente armados e bem treinados para combates pesados. Só um milagre poderia salvar os alemães de uma derrota total, mas esse milagre nunca chegaria!
 
 
 
 

A Esposa de Hitler - Eva Braun

Eva Braun, depois Eva Anna Paula Hitler, foi a amante do líder nazista e sua única esposa nos últimos dias da guerra. Eva se apaixonou por Hitler em 1932 durante os discursos do ditador em Nuremberg. Mas, Hitler não estava interessado. Para chamar sua atenção, Eva tentou se matar duas vezes e assim conseguiu a atenção de Hitler que começou a gostar dela. Para ficarem mais próximos, Hitler autorizou Eva a trabalhar no departamento de propaganda como fotógrafa. Em 1945, Eva saiu de seu esconderijo na Áustria e foi viver com seu grande amor em Berlim. Lá, ela finalmente se casou com Hitler, no abrigo do ditador, mas dois dias depois cometeu suicídio com Hitler antes da queda da cidade para os russos.
 
 
 
 

O Mestre das Propagandas - Joseph Goebbels

 
Joseph Goebbels foi o ministro da propaganda do nazismo e um dos mais leais homens de Hitler. Extremamente fanático na ideologia ariana, Goebbels era responsável em criar as mais belas e complexas propagandas de guerra para manter a moral do povo alemão e seus exércitos diante de seu líder supremo. Também foi responsável pela criação de filmes pró-nazismo. Em 1945, logo após o suicídio de Hitler, Goebbels assumiu o comando da Alemanha. Porém, três dias depois, ele cometeu suicídio juntamente com a esposa e os seis filhos, pois acreditava que um mundo sem Hitler ou o nazismo seria impossível de viver.
 
 
 



O Arquiteto de Hitler - Albert Speer

 
Albert Speer foi ministro de armamentos e da indústria de guerra. Leal à Hitler, mas não ao nazismo, Speer foi responável pela criação das armas mais letais que os alemães produziram na Segunda Guerra. Em 1945, Speer visitou Hitler pela última vez e tentou convencer o líder nazista de que a derrota era iminente. Hitler negou tal derrota, mas agradeceu pela visita de Speer. Ele então, fugiu para o setor americano, onde se rendeu. Julgado em Nuremberg por ter usado trabalho escravo nas fábricas alemãs, Speer cumpriu sua sentença de 20 anos na prisão de Spandau. Em 1966 foi solto e virou um grande escritor. Ele escreveu com grandes detalhes o regime nazista em três livros e se tornou um sucesso pela Alemanha. Acabaria morrendo de um ataque cardíaco em 1981, em Londres.
 
 
 
 

A Rendição Alemã - O Fim da Guerra na Europa

 
Em 9 de Maio de 1945, os generais remanescentes de Hitler assinaram um documento que declarava a rendição incondicional da Alemanha diante dos aliados e da USSR. Com essa assinatura, os exércitos que sobraram pela Europa se renderam, assim finalizando a guerra na Europa. Com a queda dos nazismo, os líderes sobreviventes iniciaram uma fuga desesperadora para fora da Alemanha, mas só alguns poucos escapariam com sucesso. Mesmo com o fim da guerra, os aliados ainda tiveram que lidar com uma guerrilha alemã que duraria até 1947. Também, os americanos tiveram que derrotar as últimas divisões da fanática SS na Áustria e na Tchecolosváquia para garantir a paz na região. As últimas tropas da SS seriam derrotadas em 15 de Maio.



 

A Grande Pergunta: Hitler Realmente Morreu em Berlim?

 
Essa é talvez uma das teorias conspiratórias mais famosas do mundo. Dias antes da invasão soviética em Berlim, um pequeno avião alemão (o último a deixar Berlim) partia para a Bavária. Seus ocupantes eram o piloto, o co-piloto, um oficial da inteligência nazista e um alto oficial desconhecido. Na Bavária, os três primeiros ocupantes seriam capturados por patrulhas americanas. Mas, o quarto homem conseguiria escapar e pegar um submarino para a Argentina. Quando questionados sobre a identidade do quarto homem, nenhum dos três passageiros do avião quiseram falar sobre ele. Em Berlim, quando os russos alcançaram a Chancelaria, eles encontraram a entrada para o abrigo de Hitler. Ao lado havia uma cova com dois corpos cabornizados. Imediatamente, a imprensa russa dizia que haviam encontrado os restos de Hitler e de sua amada. Os Aliados não perderam tempo e enviaram uma unidade de perícia para analisar o corpo. Porém, os peritos russos acabaram danificando as ossadas e quando os aliados chegaram eles não conseguiram identificar o corpo. Assim começava uma caçada fantasmagórica por Hitler, que duraria até os anos 1990. O que aconteceu com o submarino alemão que partiu para a Argentina é ainda um mistério. Muitos acreditam que o corpo encontrado em Berlim era de um sósia de Hitler, enquanto o verdadeiro estava no submarino indo para a Argentina. Ao longo dos anos, mesmo após o fim das investigações, ainda é comum encontrar "novos" documentos sobre o que aconteceu com Hitler. O mais recente foi em 2012/13 quando uma foto de um homem muito parecido com Hitler foi colocada na internet. A foto era dos anos 1950 e o homem morava em Santa Catarina, no Brasil. Até hoje é um mistério o que realmente aconteceu com o maior inimigo da humanidade. Talvez nunca saberemos!
 
 
 

Bibliografia:



 



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Análise Histórica de "Lawrence da Arábia"

 

"Lawrence da Arábia" - Uma Aventura Histórica na Grande Guerra

 
"Lawrence da Arábia" é um filme inglês de 1962 dirigido por David Lean e protagonizado por excelentes atores como: Peter O'Toole, Omar Sharif, Alec Guinness e Anthony Quinn. A história do filme é real e se passa durante a Primeira Guerra Mundial. O filme se foca no polêmico e genial T.E. Lawrence, um comandante britânico que teve a incrível ideia de unir todas tribos árabes do Oriente Médio contra o Império Otomano, que na época era um aliado da Alemanha, inimiga da Inglaterra. O filme possui uma das melhores cinematografias da história, todos os atores fazem uma incrível atuação de seus respectivos personagens, a música é fantástica e as poucas cenas de guerra são memoráveis até hoje. O filme é tão bom que ganhou sete oscars em 1962, incluindo de melhor filme. Obrigatório!
 
 
 

Quem foi T. E. Lawrence?

 
Thomas Edward Lawrence foi um famoso e importante oficial britânico (coronel) durante a Primeira Guerra Mundial que ajudou a derrubar um decadente Império Otomano. Foi Lawrence, em 1916, que percebeu que o único jeito de derrotar o Império Otomano, após o desastre aliado em Galípoli, era de convencer as tribos árabes de se revoltarem contra seus respectivos "mestres" e ajuda-las a criar uma nação totalmente árabe no Oriente Médio. Quando sua ideia foi aprovada pelo alto comando britânico, Lawrence foi imediatamente enviado para a província de Hejaz, na Arábia, para inicar a famosa e épica Revolta Árabe. De 1916 até 1918, Lawrence lideraria uma imensa horda de guerreiros tribais pelos desertos do Oriente Médio e acabaria se tornando um elemento chave para a derrocada final dos Otomanos. Em 1919, Lawrence esteve presente na "criação" do governo árabe, mas logo abandonou o Oriente Médio, quando as nações aliadas começaram a brigar pelos territórios mais ricos da região. Lawrence viveria até 1935, na Inglaterra, onde acabaria morrendo após sofrer um horrível acidente de moto. É considerado um herói pelos britânicos.
 
 

 

A Província de Hejaz

 
 
Durante a Grande Guerra, Hejaz era a província otomana de mais importância em todo o Império. Não só continha as cidades sagradas de Meca e Medina como também possuía a essencial linha ferroviária que conectava Constantinopla com Bagdá até Medina e era importante para manter o Império de pé. Na época, Hejaz tinha uma grande quantidade de tribos árabes, a maioria leal aos otomanos. Porém, foi nessa região, considerada calma pelos otomanos, que deu início a ousada Revolta Árabe. Com a captura da maioria das cidades em Hejaz, Medina, Arábia do Sul e o Iêmen ficariam isolados do resto do Império e acabariam se rendendo para os aliados no fim da guerra. Hoje, Hejaz é a região mais populosa e rica de toda a Arábia Saudita.
 
 
 

Os Misteriosos Beduínos

 
Os beduínos são um povo nômade que habita as regiões mais áridas da África e do Oriente Médio. A origem dos beduínos é desconhecida, mas se sabe que eles vivem pelos desertos a mais tempo que a maioria dos outros povos da região. A principal religião deles é o Islã, mas há ainda alguns grupos isolados que mantém a religião tradicional de seus antepassados. São grandes cavaleiros (tanto de cavalos quanto de camelos) e grandes mercadores. Eles vivem na forma de imensas tribos ou clâs e tentam ao máximo evitar o uso de tecnologia avançada. Mesmo sendo nômades, os beduínos podem ser em alguns raros momentos violentos diante de estrangeiros. Durante a Revolta Árabe, Lawrence iria conseguir convencer a maioria dos líderes beduínos a apoiar a luta contra os otomanos. A presença desses povos dos deserto ajudariam os aliados a derrubar o Império Otomano.
 
 
 

A Revolta Árabe

 
 


A Revolta Árabe foi a campanha militar mais ousada que os aliados fizeram para derrotar o Império Otomano. Após os desastres em Galípoli e na Mesopotâmia, os otomanos acreditavam que os aliados não teriam condições de ataca-los por mais um ano. Mas, em 1916, os aliados fizeram um acordo secreto com os principais líderes árabes na província de Hejaz para iniciarem uma revolta armada e distrair o exército otomano de outras frentes de combate. De início parecia que a revolta seria facilmente esmagada, mas com a chegada de Lawrence, a maré virou a favor dos revoltsos e em 1918 eles já haviam dominado boa parte do Império Otomano e isolado uma grande quantidade de soldados inimigos em várias províncias do Império.
 
 
 

Aviões Otomanos

 

O Império Otomano não possuía uma indústria bélica. Ele sempre necessitou importar armamento da Alemanha para manter seu poder no Oriente Médio. Uma dessas armas era o avião. Vários modelos de origem alemã foram comprados pelos otomanos e usados em todas as batalhas em que o Império estava envolvido. O avião foi uma arma letal quando usado contra os povos árabes. Como a maioria nunca havia visto tal máquina era comum a deserção em massa de guerreiros ao longo da campanha. Mas, em 1918, com a vinda de forte apoio aéreo britânico, os árabes pararam de ter medo dos aviões otomanos e até mesmo abateram alguns deles nos últimos dias da guerra. O modelo acima foi o mais usado pelos otomanos.
 
 
 
 

A Incrível Captura de Aqaba

 
Em 6 de Julho de 1917, Lawrence, liderando mais de 5000 árabes para o extremo norte de Hejaz, fez um ataque surpresa na guarnição otomana na cidade portuária de Aqaba. Mesmo com poderosas defesas, todas elas miradas para o mar, a guarnição otomana foi simplesmente destroçada pelo ataque rápido e preciso dos árabes, com forte apoio naval britânico, bombardeando as posições mais difíceis da cidade. Em menos de 20 minutos, Aqaba estava nas mãos dos árabes, que só perderam dois homens, e dos 450 otomanos, 300 foram rendidos, os outros 150 foram mortos durante o ataque. A captura de Aqaba foi considerada um dos ataques mais bem sucedidos da História e um ponto chave para a Revolta Árabe que agora possuía um porto perto do seu próximo objetivo: Jerusalém.
 
 
 
 

O Essencial Canal de Suez

 
O Canal de Suez foi estabelecido pelos franceses em 1869, mas só foi finalizado em 1888 pelos ingleses. Até hoje o canal é considerado o local mais estratégico no mundo, pois conecta a Europa com a Ásia e facilita as rotas comerciais navais com os dois territórios. O canal tem uma extensão de mais de 193 km, um dos mais longos do mundo. Muitas nações já sangraram por seu controle. Atualmente é administrado pelo governo egípcio e protegido militarmente pelos EUA e Reino Unido.
 
 
 
 

O Genial General Allenby

 
 
Edmund Allenby foi um oficial britânico da Primeira Guerra Mundial que com a ajuda de Lawrence derrubou o Império Otomano. Depois de um breve período na Frente Ocidental, Allenby foi transferido para comandar as forças britânicas no Egito. Após uma épica defesa no Canal de Suez em 1915, Allenby reuniu forças suficientes para retomar o controle da Península do Sinai dos otomanos. Porém, seu avanço foi logo detido no sul da Palestina. Mas, quando a Revolta Árabe estourou, Allenby aproveitou para atacar e forçar os otomanos a recuarem mais para o norte. No final de 1917, Allenby entrava em Jerusalém e avançava em direção a Damasco. Em 1918, com ajuda de Lawrence, ele lançou a ofensiva de Megido e esmagou de vez o exército otomano com a captura de Damasco. Dias depois o Império Otomano se rendia para os aliados e a guerra chegava ao seu fim. Declarado um herói britânico, Allenby continuaria comandando as forças britânicas no Egito até 1925. Ele morreria de derrame cerebral na Patagônia em 1936.
 
 
 

A Importante Linha Ferroviária de Hejaz

 

A Revolta Árabe não havia sido lançada só para distrair o Império Otomano de outras frentes, mas também para neutralizar a Linha Ferroviária de Hejaz, a coluna vertebral de todo o império. Ela saía de Constantinopla, passava por Bagdá e chegava até Medina. Sem essa linha, as tropas otomanas ficariam isoladas em várias regiões e sofreriam com a falta de munição e suplementos. Lawrence lançou uma campanha contra essa linha durante toda a revolta, mas não conseguiria neutraliza-la por completo. Só com a rendição dos otomanos é que a linha seria finalmente neutralizada.
 
 
 

Carros Blindados Britânicos

 

O carro blindado usado pelos britânicos e seus aliados foi desenvolvido e produzido pela Rolls-Royce em 1915 para tentar quebrar o impasse das trincheiras. Porém, o veículo era muito leve, tinha uma única metralhadora, podia facilmente ficar atolado na lama e era muito fácil de destruir. Mas, os britânicos não desistiram e decidiram usa-lo em outras frentes de combate, principalmente no deserto. Durante a Revolta Árabe, Lawrence receberia uma dúzia dessas máquinas e elas seriam essenciais em ajudar os exércitos árabes a destruir as posições mais difíceis que os otomanos estabeleceram no meio do deserto. Esse blindado continuaria em uso até 1944 durante a Segunda Guerra.
 
 
 

A Tomada de Jerusalém

 
A Batalha de Jerusalém foi um ponto decisivo contra o Império Otomano. Aproveitando o caos que Lawrence estava causando na Árabia e forçando o Império Otomano a mandar mais tropas para a região, Allenby lançou uma pesada ofensiva contra as defesas otomanas nas colinas que cercavam a cidade santa. Após longos e intensos combates, em 30 de Dezembro de 1917, os otomanos abandonaram Jerusalém e os britânicos adentraram na cidade. Allenby devolveu o controle da cidade para os judeus e finalizou o poder árabe na cidade que durava desde a época da cruzadas. Lawrence chegaria com seu exército no dia seguinte e logo partiria para ajudar a tomar Damasco.
 
 
 
 

A Ofensiva de Megido - O Fim do Império Otomano

 

Em 19 de setembro de 1918, Allenby lançou a mais complexa ofensiva britânica contra os otomanos. Aproveitando os incessantes ataques árabes de Lawrence na retaguarda otomana, Allenby, usando blindados e cavalos, rompeu pelos flancos as defesas otomanas e iniciou um imenso massacre na caótica retirada que teve início por parte dos otomanos. Após uma semana de lutas caóticas, a principal fortaleza otomana de Deraa estava nas mãos dos aliados e o exército otomano no Oriente Médio, literalmente acabado. O Império Otomano começava a ruir.
 
 
 
 

O Massacre de Tafas - A Pior Decisão de Lawrence?

 


Durante o fim da ofensiva de Megido, o exército otomano iniciou uma retirada caótica após a queda de Deraa. Numa das rotas que utilizaram para escapar, uma divisão otomana se deparou com a vila de Tafas, habitada por sírios leais ao governo, e decidiu punir a população por causa do levante árabe. Em poucos minutos, os otomanos massacraram a população e destruíram a vila por completa. Horas após tal ato, Lawrence, liderando o exército árabe, chegou a Tafas e presenciou a carnificina. Enfurecido com tal ato e desobedecendo ordens para seguir para Damasco, Lawrence seguiu a rota dos otomanos e os localizou a caminho da capital síria. Lawrence liderou um imenso ataque e os otomanos tentaram se defender. Mas, foi tudo em vão. Toda a divisão otomana foi destruída em poucos minutos e só 10 árabes morreram. Depois de tal ato, Lawrence ficou chocado com que fez e caiu em lágrimas. Quando escreveu sua biografia, Lawrence citou tal decisão como a pior de sua vida.
 
 
 

A Tomada de Damasco e o Fim da Grande Guerra no Oriente Médio

 
Após o horrível massacre em Tafas, Lawrence e seu exército correu para tomar Damasco antes da chegada do exército britânico de Allenby. Lawrence ganhou a corrida e esperou Allenby aparecer no portões da cidade. A capital síria estava abandonada e milhares de otomanos feridos foram deixados para trás em condições bastantes desumanas. Foi em Damasco que os aliados negociaram com os povos árabes sobre a divisão do Oriente Médio. Dias depois, o Império Otomano se rendeu para os aliados e finalizou a luta no Oriente Médio. Com isso, a Revolta Árabe chegou ao fim e muitas tribos decidiram voltar para suas terras para iniciarem o processo de estabelecimento dos reinos árabes. A tomada de Damasco foi a última ação militar que Lawrence participou antes de voltar para sua casa no Egito e depois para a Inglaterra.
 
 
 
 

Bibliografia: