segunda-feira, 29 de maio de 2017

Análise Histórica de "Yamato"

 

"Yamato" - Um Sacrifício Desnecessário?

 
"Yamato" é um filme japonês de 2005, dirigido por Junya Sato e estrelado por Takashi Sorimachi e Shido Nakamura. O filme conta a história real do maior encouraçado do mundo que teve um fim trágico bem no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O filme é muito bom e as cenas de batalha são bem feitas. As atuações são razoáveis e os efeitos especiais são bem fracos. A música é simples. O filme é ultra-violento. Mas, o mais impressionante é o cenário que a produção construiu para representar o navio de perto e mais de 3000 figurantes foram usados para mostrar as dificuldades que a tripulação estava tendo nos últimos dias da guerra. Só recomendável para quem tem paciência (pois o filme demora para chegar na parte importante) e para quem tem estômago forte.
 
 
 
 

A Marinha Imperial Japonesa

 
Estabelecida em 1868, a Marinha Imperial era uma das forças navais mais poderosas do mundo durante a Segunda Guerra. De início, a marinha japonesa era imbatível em combate naval. Porém, tudo mudou quando os americanos tiveram sua decisiva vitória em Midway. A partir daí, a marinha foi sendo destroçada em combates navais brutais e em 1945, só uma dúzia de navios de guerra ainda estavam funcionando, entre eles o Yamato, o último encouraçado japonês da guerra.
 
 
 

O Yamato - O Maior e mais Poderoso Navio da História

 
O Yamato foi o maior e mais poderoso navio de guerra da História. Ele foi lançado em 1940, mas só entrou em combate em 1944. Possuía uma imensa tripulação (3000 homens) e pesadas blindagens contra bombas e torpedos. Seu armamento consistia em três torres com canhões de 18 polegadas (capazes de afundar qualquer navio com um tiro), duas torres com canhões de 10 polegadas e pelo menos 72 peças antiaéreas para se defender de ataques aéreos. Era uma fortaleza naval. Três navios desse tipo foram construídos: o Yamato, o Musashi (afundado por submarinos e aviões nas Filipinas em 1944) e o Hiei (gravemente danificado e abandonado após um ataque aéreo em Kure em 1945).
 
 
 
 

A Batalha do Golfo de Leyte - O Fim da Marinha Japonesa

 
Essa foi a última batalha naval da Segunda Guerra Mundial e uma das maiores da História. Logo após a invasão americana na ilha de Leyte nas Filipinas, a Marinha Japonesa decidiu lançar um último ataque naval para destruir a Marinha Americana e recuperar a iniciativa. De 23 até 26 de outubro de 1944, os japoneses lançaram quatro frotas contra os americanos. Mas, sofreram imensas perdas navais e o que restou da Marinha Japonesa recuava para o Japão ou para Cingapura. O Yamato sofreu vários danos de ataques aéreos, mas conseguiu sozinho afundar três navios americanos durante combate (dois porta-aviões e um destroier), a única vez que enfrentou navios inimigos durante o conflito. Já o Musashi não foi tão sortudo e acabou afundado por aviões e submarinos americanos antes mesmo de alcançar a frota americana.
 
 
 

O Bombardeio de Kure - O Santuário do Yamato é Destruído

 
O ataque americano contra Kure durou 5 dias durante Julho de 1945 e eliminou a maioria dos navios restantes do Japão. Mesmo sofrendo grandes baixas aéreas, os americanos afundaram mais de 11 navios japoneses (sendo três encouraçados) e destruindo toda a infraestrutura naval da Marinha Japonesa no sul do Japão. O Yamato estava ancorado lá, mas sofreu poucos danos e acabou sendo transferido para a ilha de Kyushu no extremo sul do Japão. Já o Hiei, que havia sido recentemente construído, sofreu graves danos e acabou abandonado por não ter condições de ser concertado.
 
 
 
 
 

A Última Viagem do Yamato

 
Em 1 de Abril de 1945, os americanos invadiam a ilha de Okinawa. O alto comando imperial decidiu que o Yamato, com uma forte escolta, atacasse a frota americana ancorada perto da ilha para dar apoio aos ataques kamikazes que já estavam acontecendo. Em 6 de Abril, Yamato, 8 destroieres e 1 cruzador leve deixaram Kyushu e partiram para sua última batalha. Porém, no dia 7 de Abril, a frota japonesa foi localizada por uma patrulha americana. Os americanos queriam eviar seus 5 encouraçados para enfrentar o Yamato, mas o alto comando negou tal pedido e enviou mais de 300 aviões contra o navio japonês. Por mais de 5 horas, os navios japoneses enfrentaram levas de aviões americanos no norte de Okinawa. No fim, o Yamato, após graves danos por bombas e torpedos, explodia e afundava no Pacífico. Da escolta do encouraçado, só 4 destroieres escaparam ilesos. Os americanos perderam 10 aviões. Dos mais de 3000 tripulantes, só 250 sobreviveram. Assim terminava a era dos encouraçados!
 
 
 

Bibliografia:

 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Análise Histórica do filme "A Queda - As Últimas Horas de Hitler"

 

"A Queda - As Últimas Horas de Hitler" - O Fim de Um "Monstro"

 
A Queda - As Últimas Horas de Hitler é um filme alemão/italiano/austríaco de 2004 e dirigido por Oliver Hirschblegel. O filme se foca nos relatos reais da secretária de Hitler durante os últimos dias do ditador nazista durante a Segunda Guerra Mundial. O filme é uma verdadeira obra-prima. Sua música é tensa de início ao fim. A cinematografia é fenomenal, mostrando com grandes detalhes uma Berlim arruinada pela guerra e o seus habitantes tentando sobreviver. As atuações são as mais reais e fantásticas que vocês verão num filme de guerra como esse. Bruno Granz fez a melhor interpretação de um Hitler cansado, paranóico e decadente, algo que nunca mais foi feito em outro filme focado no líder nazista. Há fortes cenas de violência e de sexo. Não recomendável para menores de 18 anos.
 
 
 
 
 

Quem foi Adolf Hitler?

 
Adolf Hitler foi um líder político na Alemanha, fundador do temível Partido Nazista e também o maior "vilão" da humanidade por toda a História. Não só causou um conflito mais longo e brutal pelo mundo como também foi responsável pela morte de mais de 6 milhões judeus e outras minorias da Europa. Assumiu o comando da Chancelaria da Alemanha em 1933 e ficaria no poder até seu suicídio em 1945, bem no fim da Segunda Guerra. Inteligente, brutal e frio, Hitler se tornaria o mais famoso personagem histórico de todos (maior até mesmo que Alexandre ou Napoleão) e sua influência se espalharia pelo resto do mundo. Até hoje seu legado existe, na forma de grupos políticos radicais da extrema-direita, que recentemente estão ganhando cada vez mais poder pela Europa. Mesmo cruel e desumano, Hitler é a pessoa mais estudada pelo mundo por suas decisões políticas e militares que foram importantes para a formação do mundo que conhecemos hoje.
 
 
 
 
 





 

Quem foi Traudl Junge?

 

Traudl Junge foi a secretária pessoal de Hitler de 1942 até 1945. Após o fim da guerra, Junge tentou escapar de Berlim, mas acabou presa pelos soviéticos. Depois de vários dias de interrogatório, os soviéticos soltaram Junge e ela fugiu para a Bavária, que era controlada pelos americanos, onde viveria pelo resto de sua vida em Munique como secretária de um jornal local. Nos anos 1990, Junge finalmente decidiu falar sobre seu passado com Hitler e o nazismo. Ela sempre negou qualquer relação com o nazimo e só soube das atrocidades de Hitler anos depois da guerra ter terminado. Morreu em 2002, aos 81 anos, por câncer.
 
 
 
 

Quem foi Heinrich Himmler?

 
Heinrich Himmler foi líder da temível Waffen-SS, a tropa paramilitar e fanática do Partido Nazista. Extremamente leal a causa nazista e forte apoiador da teoria dos arianos, Himmler seria um dos nazistas mais cruéis de toda a guerra. Responsável pelos campos de concentração e de grupos de extermínio, Himmler causou a morte de milhares de civis das minorias européias. Quando a guerra estava acabando mal para os nazistas, Himmler deixou Berlim, antes do cerco soviético, e tentou negociar com os aliados. Porém, foi preso quando descobriram sua identidade e acabou se suicidando para não ser julgado no Tribunal de Nuremberg.
 
 
 

A Batalha de Berlim - O Fim do Nazismo

 
Em 16 de Abril de 1945, tropas soviéticas invadiram a capital da Alemanha e iniciaram uma árdua e brutal luta pela cidade. Enfrentando tropas fanáticas da SS, da Juventude Hitlerista e de voluntários civis, os soviéticos demorariam mais de um mês para destruir de uma vez por todas o nazismo. Enquanto a luta se desenrolava pelas ruas de Berlim, Hitler e seus últimos generais tentavam manobras e táticas impossíveis. Depois de muitos dias de desespero e deslealdades, Hitler cometeu suicídio com sua esposa Eva Braunn e a moral alemã caiu de vez. Com a morte de Hitler, as últimas tropas alemãs começaram a se render no dia 2 de maio e a cidade caiu para os russos. Porém, grupos isolados de fanáticos da SS, continuariam a resistir até 9 de maio, quando ocorreu a rendição incondicional da Alemanha com os aliados.
 
 
 

O Volkssturm - O Exército Civil do Nazismo

 
O Volkssturm ou "Tempestade do Povo" foi um exército miliciano criado para ajudar a Alemanha Nazista a se defender dos invasores aliados. Formado por velhos, doentes, feridos e veteranos da Primeira Guerra, os homens que faziam parte dessa milícia eram fortemente armados com rifles, metralhadoras e lança-rojões chamados de Panzerfausts. Mesmo bem armados, o Volkssturm era muito mal organizado e treinado. Boa parte desse exército foi usado contra os soviéticos e poucas unidades contra os aliados. Após a queda de Berlim, o Volkssturm foi dissolvido e seus sobreviventes perdoados e enviados para suas casas.
 
 
 
 

Os Remanescentes do Exército Alemão

 
Em 1945, o que restava do incrível exército alemão eram algumas divisões enfraquecidas e desmoralizadas. Até mesmo a elite dos nazistas, a Waffen-SS, estava esgotada de tantas lutas. Os alemães tinham poucos tanques, quase nenhum apoio aéreo e munição para a artilharia já estava ficando escarça. Em Berlim, as tropas que lutariam até o fim pelo nazismo nem eram alemães e sim voluntários fanáticos facistas da França e Noruega. Mesmo só tendo 40.000 homens contra mais de 1.000.000 de soviéticos, esses soldados ainda eram fortemente armados e bem treinados para combates pesados. Só um milagre poderia salvar os alemães de uma derrota total, mas esse milagre nunca chegaria!
 
 
 
 

A Esposa de Hitler - Eva Braun

Eva Braun, depois Eva Anna Paula Hitler, foi a amante do líder nazista e sua única esposa nos últimos dias da guerra. Eva se apaixonou por Hitler em 1932 durante os discursos do ditador em Nuremberg. Mas, Hitler não estava interessado. Para chamar sua atenção, Eva tentou se matar duas vezes e assim conseguiu a atenção de Hitler que começou a gostar dela. Para ficarem mais próximos, Hitler autorizou Eva a trabalhar no departamento de propaganda como fotógrafa. Em 1945, Eva saiu de seu esconderijo na Áustria e foi viver com seu grande amor em Berlim. Lá, ela finalmente se casou com Hitler, no abrigo do ditador, mas dois dias depois cometeu suicídio com Hitler antes da queda da cidade para os russos.
 
 
 
 

O Mestre das Propagandas - Joseph Goebbels

 
Joseph Goebbels foi o ministro da propaganda do nazismo e um dos mais leais homens de Hitler. Extremamente fanático na ideologia ariana, Goebbels era responsável em criar as mais belas e complexas propagandas de guerra para manter a moral do povo alemão e seus exércitos diante de seu líder supremo. Também foi responsável pela criação de filmes pró-nazismo. Em 1945, logo após o suicídio de Hitler, Goebbels assumiu o comando da Alemanha. Porém, três dias depois, ele cometeu suicídio juntamente com a esposa e os seis filhos, pois acreditava que um mundo sem Hitler ou o nazismo seria impossível de viver.
 
 
 



O Arquiteto de Hitler - Albert Speer

 
Albert Speer foi ministro de armamentos e da indústria de guerra. Leal à Hitler, mas não ao nazismo, Speer foi responável pela criação das armas mais letais que os alemães produziram na Segunda Guerra. Em 1945, Speer visitou Hitler pela última vez e tentou convencer o líder nazista de que a derrota era iminente. Hitler negou tal derrota, mas agradeceu pela visita de Speer. Ele então, fugiu para o setor americano, onde se rendeu. Julgado em Nuremberg por ter usado trabalho escravo nas fábricas alemãs, Speer cumpriu sua sentença de 20 anos na prisão de Spandau. Em 1966 foi solto e virou um grande escritor. Ele escreveu com grandes detalhes o regime nazista em três livros e se tornou um sucesso pela Alemanha. Acabaria morrendo de um ataque cardíaco em 1981, em Londres.
 
 
 
 

A Rendição Alemã - O Fim da Guerra na Europa

 
Em 9 de Maio de 1945, os generais remanescentes de Hitler assinaram um documento que declarava a rendição incondicional da Alemanha diante dos aliados e da USSR. Com essa assinatura, os exércitos que sobraram pela Europa se renderam, assim finalizando a guerra na Europa. Com a queda dos nazismo, os líderes sobreviventes iniciaram uma fuga desesperadora para fora da Alemanha, mas só alguns poucos escapariam com sucesso. Mesmo com o fim da guerra, os aliados ainda tiveram que lidar com uma guerrilha alemã que duraria até 1947. Também, os americanos tiveram que derrotar as últimas divisões da fanática SS na Áustria e na Tchecolosváquia para garantir a paz na região. As últimas tropas da SS seriam derrotadas em 15 de Maio.



 

A Grande Pergunta: Hitler Realmente Morreu em Berlim?

 
Essa é talvez uma das teorias conspiratórias mais famosas do mundo. Dias antes da invasão soviética em Berlim, um pequeno avião alemão (o último a deixar Berlim) partia para a Bavária. Seus ocupantes eram o piloto, o co-piloto, um oficial da inteligência nazista e um alto oficial desconhecido. Na Bavária, os três primeiros ocupantes seriam capturados por patrulhas americanas. Mas, o quarto homem conseguiria escapar e pegar um submarino para a Argentina. Quando questionados sobre a identidade do quarto homem, nenhum dos três passageiros do avião quiseram falar sobre ele. Em Berlim, quando os russos alcançaram a Chancelaria, eles encontraram a entrada para o abrigo de Hitler. Ao lado havia uma cova com dois corpos cabornizados. Imediatamente, a imprensa russa dizia que haviam encontrado os restos de Hitler e de sua amada. Os Aliados não perderam tempo e enviaram uma unidade de perícia para analisar o corpo. Porém, os peritos russos acabaram danificando as ossadas e quando os aliados chegaram eles não conseguiram identificar o corpo. Assim começava uma caçada fantasmagórica por Hitler, que duraria até os anos 1990. O que aconteceu com o submarino alemão que partiu para a Argentina é ainda um mistério. Muitos acreditam que o corpo encontrado em Berlim era de um sósia de Hitler, enquanto o verdadeiro estava no submarino indo para a Argentina. Ao longo dos anos, mesmo após o fim das investigações, ainda é comum encontrar "novos" documentos sobre o que aconteceu com Hitler. O mais recente foi em 2012/13 quando uma foto de um homem muito parecido com Hitler foi colocada na internet. A foto era dos anos 1950 e o homem morava em Santa Catarina, no Brasil. Até hoje é um mistério o que realmente aconteceu com o maior inimigo da humanidade. Talvez nunca saberemos!
 
 
 

Bibliografia:



 



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Análise Histórica de "Lawrence da Arábia"

 

"Lawrence da Arábia" - Uma Aventura Histórica na Grande Guerra

 
"Lawrence da Arábia" é um filme inglês de 1962 dirigido por David Lean e protagonizado por excelentes atores como: Peter O'Toole, Omar Sharif, Alec Guinness e Anthony Quinn. A história do filme é real e se passa durante a Primeira Guerra Mundial. O filme se foca no polêmico e genial T.E. Lawrence, um comandante britânico que teve a incrível ideia de unir todas tribos árabes do Oriente Médio contra o Império Otomano, que na época era um aliado da Alemanha, inimiga da Inglaterra. O filme possui uma das melhores cinematografias da história, todos os atores fazem uma incrível atuação de seus respectivos personagens, a música é fantástica e as poucas cenas de guerra são memoráveis até hoje. O filme é tão bom que ganhou sete oscars em 1962, incluindo de melhor filme. Obrigatório!
 
 
 

Quem foi T. E. Lawrence?

 
Thomas Edward Lawrence foi um famoso e importante oficial britânico (coronel) durante a Primeira Guerra Mundial que ajudou a derrubar um decadente Império Otomano. Foi Lawrence, em 1916, que percebeu que o único jeito de derrotar o Império Otomano, após o desastre aliado em Galípoli, era de convencer as tribos árabes de se revoltarem contra seus respectivos "mestres" e ajuda-las a criar uma nação totalmente árabe no Oriente Médio. Quando sua ideia foi aprovada pelo alto comando britânico, Lawrence foi imediatamente enviado para a província de Hejaz, na Arábia, para inicar a famosa e épica Revolta Árabe. De 1916 até 1918, Lawrence lideraria uma imensa horda de guerreiros tribais pelos desertos do Oriente Médio e acabaria se tornando um elemento chave para a derrocada final dos Otomanos. Em 1919, Lawrence esteve presente na "criação" do governo árabe, mas logo abandonou o Oriente Médio, quando as nações aliadas começaram a brigar pelos territórios mais ricos da região. Lawrence viveria até 1935, na Inglaterra, onde acabaria morrendo após sofrer um horrível acidente de moto. É considerado um herói pelos britânicos.
 
 

 

A Província de Hejaz

 
 
Durante a Grande Guerra, Hejaz era a província otomana de mais importância em todo o Império. Não só continha as cidades sagradas de Meca e Medina como também possuía a essencial linha ferroviária que conectava Constantinopla com Bagdá até Medina e era importante para manter o Império de pé. Na época, Hejaz tinha uma grande quantidade de tribos árabes, a maioria leal aos otomanos. Porém, foi nessa região, considerada calma pelos otomanos, que deu início a ousada Revolta Árabe. Com a captura da maioria das cidades em Hejaz, Medina, Arábia do Sul e o Iêmen ficariam isolados do resto do Império e acabariam se rendendo para os aliados no fim da guerra. Hoje, Hejaz é a região mais populosa e rica de toda a Arábia Saudita.
 
 
 

Os Misteriosos Beduínos

 
Os beduínos são um povo nômade que habita as regiões mais áridas da África e do Oriente Médio. A origem dos beduínos é desconhecida, mas se sabe que eles vivem pelos desertos a mais tempo que a maioria dos outros povos da região. A principal religião deles é o Islã, mas há ainda alguns grupos isolados que mantém a religião tradicional de seus antepassados. São grandes cavaleiros (tanto de cavalos quanto de camelos) e grandes mercadores. Eles vivem na forma de imensas tribos ou clâs e tentam ao máximo evitar o uso de tecnologia avançada. Mesmo sendo nômades, os beduínos podem ser em alguns raros momentos violentos diante de estrangeiros. Durante a Revolta Árabe, Lawrence iria conseguir convencer a maioria dos líderes beduínos a apoiar a luta contra os otomanos. A presença desses povos dos deserto ajudariam os aliados a derrubar o Império Otomano.
 
 
 

A Revolta Árabe

 
 


A Revolta Árabe foi a campanha militar mais ousada que os aliados fizeram para derrotar o Império Otomano. Após os desastres em Galípoli e na Mesopotâmia, os otomanos acreditavam que os aliados não teriam condições de ataca-los por mais um ano. Mas, em 1916, os aliados fizeram um acordo secreto com os principais líderes árabes na província de Hejaz para iniciarem uma revolta armada e distrair o exército otomano de outras frentes de combate. De início parecia que a revolta seria facilmente esmagada, mas com a chegada de Lawrence, a maré virou a favor dos revoltsos e em 1918 eles já haviam dominado boa parte do Império Otomano e isolado uma grande quantidade de soldados inimigos em várias províncias do Império.
 
 
 

Aviões Otomanos

 

O Império Otomano não possuía uma indústria bélica. Ele sempre necessitou importar armamento da Alemanha para manter seu poder no Oriente Médio. Uma dessas armas era o avião. Vários modelos de origem alemã foram comprados pelos otomanos e usados em todas as batalhas em que o Império estava envolvido. O avião foi uma arma letal quando usado contra os povos árabes. Como a maioria nunca havia visto tal máquina era comum a deserção em massa de guerreiros ao longo da campanha. Mas, em 1918, com a vinda de forte apoio aéreo britânico, os árabes pararam de ter medo dos aviões otomanos e até mesmo abateram alguns deles nos últimos dias da guerra. O modelo acima foi o mais usado pelos otomanos.
 
 
 
 

A Incrível Captura de Aqaba

 
Em 6 de Julho de 1917, Lawrence, liderando mais de 5000 árabes para o extremo norte de Hejaz, fez um ataque surpresa na guarnição otomana na cidade portuária de Aqaba. Mesmo com poderosas defesas, todas elas miradas para o mar, a guarnição otomana foi simplesmente destroçada pelo ataque rápido e preciso dos árabes, com forte apoio naval britânico, bombardeando as posições mais difíceis da cidade. Em menos de 20 minutos, Aqaba estava nas mãos dos árabes, que só perderam dois homens, e dos 450 otomanos, 300 foram rendidos, os outros 150 foram mortos durante o ataque. A captura de Aqaba foi considerada um dos ataques mais bem sucedidos da História e um ponto chave para a Revolta Árabe que agora possuía um porto perto do seu próximo objetivo: Jerusalém.
 
 
 
 

O Essencial Canal de Suez

 
O Canal de Suez foi estabelecido pelos franceses em 1869, mas só foi finalizado em 1888 pelos ingleses. Até hoje o canal é considerado o local mais estratégico no mundo, pois conecta a Europa com a Ásia e facilita as rotas comerciais navais com os dois territórios. O canal tem uma extensão de mais de 193 km, um dos mais longos do mundo. Muitas nações já sangraram por seu controle. Atualmente é administrado pelo governo egípcio e protegido militarmente pelos EUA e Reino Unido.
 
 
 
 

O Genial General Allenby

 
 
Edmund Allenby foi um oficial britânico da Primeira Guerra Mundial que com a ajuda de Lawrence derrubou o Império Otomano. Depois de um breve período na Frente Ocidental, Allenby foi transferido para comandar as forças britânicas no Egito. Após uma épica defesa no Canal de Suez em 1915, Allenby reuniu forças suficientes para retomar o controle da Península do Sinai dos otomanos. Porém, seu avanço foi logo detido no sul da Palestina. Mas, quando a Revolta Árabe estourou, Allenby aproveitou para atacar e forçar os otomanos a recuarem mais para o norte. No final de 1917, Allenby entrava em Jerusalém e avançava em direção a Damasco. Em 1918, com ajuda de Lawrence, ele lançou a ofensiva de Megido e esmagou de vez o exército otomano com a captura de Damasco. Dias depois o Império Otomano se rendia para os aliados e a guerra chegava ao seu fim. Declarado um herói britânico, Allenby continuaria comandando as forças britânicas no Egito até 1925. Ele morreria de derrame cerebral na Patagônia em 1936.
 
 
 

A Importante Linha Ferroviária de Hejaz

 

A Revolta Árabe não havia sido lançada só para distrair o Império Otomano de outras frentes, mas também para neutralizar a Linha Ferroviária de Hejaz, a coluna vertebral de todo o império. Ela saía de Constantinopla, passava por Bagdá e chegava até Medina. Sem essa linha, as tropas otomanas ficariam isoladas em várias regiões e sofreriam com a falta de munição e suplementos. Lawrence lançou uma campanha contra essa linha durante toda a revolta, mas não conseguiria neutraliza-la por completo. Só com a rendição dos otomanos é que a linha seria finalmente neutralizada.
 
 
 

Carros Blindados Britânicos

 

O carro blindado usado pelos britânicos e seus aliados foi desenvolvido e produzido pela Rolls-Royce em 1915 para tentar quebrar o impasse das trincheiras. Porém, o veículo era muito leve, tinha uma única metralhadora, podia facilmente ficar atolado na lama e era muito fácil de destruir. Mas, os britânicos não desistiram e decidiram usa-lo em outras frentes de combate, principalmente no deserto. Durante a Revolta Árabe, Lawrence receberia uma dúzia dessas máquinas e elas seriam essenciais em ajudar os exércitos árabes a destruir as posições mais difíceis que os otomanos estabeleceram no meio do deserto. Esse blindado continuaria em uso até 1944 durante a Segunda Guerra.
 
 
 

A Tomada de Jerusalém

 
A Batalha de Jerusalém foi um ponto decisivo contra o Império Otomano. Aproveitando o caos que Lawrence estava causando na Árabia e forçando o Império Otomano a mandar mais tropas para a região, Allenby lançou uma pesada ofensiva contra as defesas otomanas nas colinas que cercavam a cidade santa. Após longos e intensos combates, em 30 de Dezembro de 1917, os otomanos abandonaram Jerusalém e os britânicos adentraram na cidade. Allenby devolveu o controle da cidade para os judeus e finalizou o poder árabe na cidade que durava desde a época da cruzadas. Lawrence chegaria com seu exército no dia seguinte e logo partiria para ajudar a tomar Damasco.
 
 
 
 

A Ofensiva de Megido - O Fim do Império Otomano

 

Em 19 de setembro de 1918, Allenby lançou a mais complexa ofensiva britânica contra os otomanos. Aproveitando os incessantes ataques árabes de Lawrence na retaguarda otomana, Allenby, usando blindados e cavalos, rompeu pelos flancos as defesas otomanas e iniciou um imenso massacre na caótica retirada que teve início por parte dos otomanos. Após uma semana de lutas caóticas, a principal fortaleza otomana de Deraa estava nas mãos dos aliados e o exército otomano no Oriente Médio, literalmente acabado. O Império Otomano começava a ruir.
 
 
 
 

O Massacre de Tafas - A Pior Decisão de Lawrence?

 


Durante o fim da ofensiva de Megido, o exército otomano iniciou uma retirada caótica após a queda de Deraa. Numa das rotas que utilizaram para escapar, uma divisão otomana se deparou com a vila de Tafas, habitada por sírios leais ao governo, e decidiu punir a população por causa do levante árabe. Em poucos minutos, os otomanos massacraram a população e destruíram a vila por completa. Horas após tal ato, Lawrence, liderando o exército árabe, chegou a Tafas e presenciou a carnificina. Enfurecido com tal ato e desobedecendo ordens para seguir para Damasco, Lawrence seguiu a rota dos otomanos e os localizou a caminho da capital síria. Lawrence liderou um imenso ataque e os otomanos tentaram se defender. Mas, foi tudo em vão. Toda a divisão otomana foi destruída em poucos minutos e só 10 árabes morreram. Depois de tal ato, Lawrence ficou chocado com que fez e caiu em lágrimas. Quando escreveu sua biografia, Lawrence citou tal decisão como a pior de sua vida.
 
 
 

A Tomada de Damasco e o Fim da Grande Guerra no Oriente Médio

 
Após o horrível massacre em Tafas, Lawrence e seu exército correu para tomar Damasco antes da chegada do exército britânico de Allenby. Lawrence ganhou a corrida e esperou Allenby aparecer no portões da cidade. A capital síria estava abandonada e milhares de otomanos feridos foram deixados para trás em condições bastantes desumanas. Foi em Damasco que os aliados negociaram com os povos árabes sobre a divisão do Oriente Médio. Dias depois, o Império Otomano se rendeu para os aliados e finalizou a luta no Oriente Médio. Com isso, a Revolta Árabe chegou ao fim e muitas tribos decidiram voltar para suas terras para iniciarem o processo de estabelecimento dos reinos árabes. A tomada de Damasco foi a última ação militar que Lawrence participou antes de voltar para sua casa no Egito e depois para a Inglaterra.
 
 
 
 

Bibliografia:

 

 






 

 




sexta-feira, 10 de março de 2017

Análise Histórica de "Agonia e Glória"

 

"Agonia e Glória" - A Vida do Soldado Numa Guerra

 
"Agonia e Glória" é um filme americano de 1980 dirigido por Samuel Fuller e estrelado por Lee Marvin, Mark Hamill, Robert Carradine, Bobby Di Cicco e Kelly Ward. Os personagens são fictícios, mas a história é real. Ela se foca na Primeira Divisão Americana (The Big Red One) e as campanhas que participou pela Segunda Guerra. O filme é épico, sua música é estonteante, a atuação é boa e as batalhas bem legais. Mesmo tendo alguns erros no uso de armas e veículos que não pertenciam à época, o filme não decepciona e recomendo para aqueles que gostam de um pouco de aventura num dos maiores conflitos da humanidade.
 
 
 

A Primeira Divisão Americana

 
Criada em 1917, a Primeira Divisão Americana é uma tropa de infantaria muito bem treinada e considerada uma força de elite. Lutou na Primeira Guerra Mundial, mas ficaria mais famosa durante a Segunda Guerra Mundial. Após a vitória aliada, a Primeira Divisão lutaria nas principais campanhas militares da Guerra Fria. Até hoje a divisão existe e combate nos lugares mais perigosos do mundo como o Iraque e o Afeganistão. Ela tem o apelido de "Big Red One" por causa da cor vermelha na insígnia da divisão. É também a unidade de infantaria mais velha dos EUA, 100 anos de existência!
 
 
 

 

A Operação Torcha - A Primeira Ofensiva Anfíbia dos Aliados

 
A Operação Torcha foi uma grande ofensiva anfíbia que os aliados lançaram no Norte da África para derrotarem de vez as forças do Eixo que ameaçavam tomar o essencial Canal de Suez das forças britânicas. Em 8 de Novembro de 1942, duas divisões americanas e uma divisão britânica desembarcaram nas cidades costeiras de Casablanca (Marrocos), Oran e Argel (Argélia). Todas eram defendidas por tropas francesas facistas leais ao governo de Vichy. Mas, após o dia 10 de Novembro, todas essas forças francesas se renderam e mudaram de lado para os aliados. Depois de intensos ataques aéreos e navais da França e Itália, em 16 de Novembro, a operação era finalizada e considerada um imenso sucesso dos aliados. Com esse desembarque, as forças alemãs e italianas que lutavam no Egito, tiveram que iniciar uma corrida para a Tunísia, numa tentativa de se manterem no Norte da África e resistirem a esse ataque surpresa na sua retaguarda.
 
 
 

A França Vichy - Os Franceses Leais à Hitler


 
 
Governo francês estabelecido em 1940 após a derrota da França diante da guerra-relâmpago dos alemães. Sobre o comando do Marechal Petáin, a França Vichy controlava todo o sul da França e eliminava os grupos de guerrilha franceses que tentavam invadir a região norte, controlada pela Alemanha. Quando os aliados invadiram o Marrocos e a Argélia em 1942, ambas as colônias eram defendidas por tropas leais ao governo de Petáin e resistiram aos invasores por três dias antes de se renderem após uma ordem dada pelo Almirante Darlan. Com a rendição das forças francesas na África, a Alemanha invadiu o governo francês de Vichy e prendeu Petáin por traição. Porém, mesmo após o fim da guerra, muitos membros do antigo governo facista francês seriam perseguidos por De Gaulle e enforcados por trairem a França.
 
 
 

As Tropas Marroquinas - A Elite do Novo Exército Francês

 
As tropas marroquinas eram uma força de elite da Legião Estrangeira Francesa. Formadas por soldados marroquinos e liderados por oficiais franceses nascidos no Marrocos, esses eram os mais bem equipados e preparados soldados que a França possuía para continuar sua guerra contra a Alemanha. Quando os aliados invadiram o Marrocos, as tropas marroquinas foram as primeiras unidades francesas a se juntarem a eles e ficariam famosos em grandes batalhas pela África e Itália. Mesmo sendo excelentes soldados, os marroquinos acabaram sendo odiados pelas populações européias, principalmente a italiana, em relação ao seus métodos tribais como: saques de cidades livres, estupro de mulheres e a tortura e execução em massa de prisioneiros. Mesmo com esses crimes, nenhum marroquino foi considerado um criminoso ou julgado por esses crimes mesmo após o fim da guerra.
 
 
 

O Blindado AB41

 
O AB41 foi um blindado italiano usado na África em grandes números tanto por italianos quanto pelos alemães. Possuía um blindagem leve, mas era um veículo bastante rápido e eficaz em terrenos irregulares. Era usado para apoiar a infantaria e para patrulhas de longo alcance. Possuía uma metralhadora na frente e outra na torre. Seu armamento principal era um canhão de 20mm de recarga rápida. Era bom contra infantaria inimiga, mas inútil contra outros veículos blindados. Mais de 550 foram construídos.
 
 

A Batalha da Passagem de Kasserine

 
A Batalha da Passagem de Kasserine foi a última grande vitória do Eixo no Norte da África antes da derrota final diante do avanço aliado. Em Fevereiro de 1943, Erwin Rommel, comandante das forças ítalo-alemãs, lançou um ataque surpresa nas despreparadas tropas americanas e causou uma enorme confusão por vários dias até finalmente tomar a passagem. Porém, a ofensiva alemã perdeu força quando alcançou a cidade de Kasserine e se deparou com tropas americanas reforçadas e preparadas. A derrota em Kasserine seria uma árdua lição para os americanos sobre como enfrentar um inimigo com táticas e armas mais avançadas que dos próprios americanos.
 
 
 

A Tomada de Bizerta

 
 
A Tomada de Bizerta foi a última batalha que os americanos tiveram no Norte da África e fez parte da Operação Vulcão. O objetivo da operação era de capturar as cidades de Bizerta e Túnis e cercar o exército ítalo-alemão no Cabo Bon. Em 6 de maio de 1943 teve início a ofensiva e logo de cara os aliados enfrentaram uma feroz resistência alemã no caminho para as cidade. Mas no dia 10, americanos e britânicos conquistavam Bizerta e Túnis e isolavam mais de 300.000 alemães e italianos com o resto da Europa. No dia 13, os alemães e italianos se renderam para os aliados e com isso finalizavam a longa e árdua Campanha do Norte da África.
 
 
 

A Operação Husky - A Invasão Aliada na Sicília

 

A Operação Husky foi uma enorme ofensiva anfíbia aliada contra a ilha italiana da Sicília, essencial para dar início a invasão da Itália. Após a derrota do Eixo na África, os aliados decidiram invadir a Europa de Hitler pelo seu aliado mais fraco: Benito Mussolini. Em 9 Julho de 1943, tropas aliadas invadiram a ilha e encontraram uma feroz resistência por parte da guarnição ítalo-alemã. Depois de várias semanas de intensos combates, os alemães evacuaram suas forças e abandonaram seus aliados italianos para os aliados. Em 17 de Agosto, os aliados dominaram a ilha. Com essa imensa derrota, Benito Mussolini foi derrubado no poder pelos seus próprios generais e a Itália saiu da guerra. Mas, Hitler ordenou a ocupação de toda a Península Italiana numa ousada tentativa de barrar o avanço aliado na Europa.
 
 
 
 

O Exército Italiano

 
O Exército Real Italiano foi criado em 1861, após a unificação da Itália, e lutou nas maiores guerras do final do século 19 até metade do século 20. Durante a Segunda Guerra Mundial, os italianos eram bastante numerosos e possuíam uma excelente artilharia. Mas, boa parte dos armamentos da infantaria e de tanques já era bastante obsoletos em comparação aos dos alemães e dos aliados. Após a desastrosa campanha na África, o exército italiano estava totalmente desmoralizado e acabou se rendendo em 1943 após a campanha da Sicília. Em 1946, o Exército Real Italiano era dissolvido e um exército mais moderno ocupava seu lugar.
 
 
 
 

A Batalha do Bolsão - A Última Ofensiva Alemã contra os Aliados

A Batalha do Bolsão ou também chamada de a Batalha das Ardenas, foi a última chance dos alemães de derrotarem as forças aliadas antes que estas invadissem a Alemanha. Aproveitando o rigoroso inverno europeu, os alemães lançaram uma imensa ofensiva que pegou os aliados de surpresa. Mesmo com a surpresa inicial, os aliados se recuperaram de imediato e logo após o fim da ofensiva alemã, lançaram um contra-ataque que retomou tudo que perderam para os alemães no início da batalha. No fim a ofensiva alemã foi um fracasso e nunca mais a Alemanha teria condições lançar um ataque como o que foi usado nas Ardenas.
 
 
 

A Campanha do Ruhr - O Fim da Indústria Bélica Alemã

 
Também conhecido como o Bolsão do Ruhr, foi uma curta mas, árdua campanha americana para neutralizar de vez a indústria bélica alemã. Mesmo após uma longa campanha aérea, os aliados não haviam ainda conseguido destruir de vez as fábricas alemãs. Quando os americanos atravessaram as defesas alemãs no Rio Reno, eles rapidamente cercaram o Vale do Ruhr, onde ficavam as fábricas alemãs, e isolaram mais de 400.000 alemães do resto da Alemanha. Após um mês de intensos combates, mais de 317.000 alemães se renderam para os americanos. Mesmo depois do fim da guerra, tropas britânicas tiveram que enfrentar uma feroz guerrilha de nazistas que duraria até 1946.
 
 
 

A Juventude Hitlerista - O "Futuro do Reich"

 
A Juventude Hitlerista foi uma organização paramilitar do Partido Nazista com o objetivo de criar forças de elite formadas pelas gerações mais novas da raça "ariana". Criada em 1933, quando Hitler assumiu como Chanceler, a organização de início só praticava marchas propagandísticas em favor do regime nazista e perseguiam judeus e comunistas pelas principais cidades da Alemanha. Com o início da Segunda Guerra, a entidade foi transformada num centro de treinamento para novas divisões de elite da Waffen-SS. Mesmo sendo bem treinados, equipados e fanáticos diante do Nazismo, a Juventude acabaria sendo dissolvida com a derrota final da Alemanha em 1945. Milhares de jovens e crianças seriam mortos pelas forças aliadas e várias gerações futuras de alemães deixariam de existir por muitos anos.
 
 

Bibliografia: