terça-feira, 16 de outubro de 2018

Análise Histórica de "A Batalha da Inglaterra"

 

A Batalha da Inglaterra - Outro "Documentário" sobre a batalha que salvou a Inglaterra

A Batalha da Inglaterra é um filme britânico de 1969, dirigido por Guy Hamilton e estrelado por Michael Caine, Laurence Olivier, Trevor Howard, Curd Jürgens, Harry Andrews, Christopher Plummer, Robert Shaw, Ian McShane e Susannah York. O filme conta toda a Batalha da Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, que foi a batalha que salvou a Inglaterra da tirania do nazismo de Hitler. O filme é mais um documentário do que um filme de guerra, igual ao filme analisado anteriormente, O Mais Longo dos Dias, e mostra com total realismo e perfeição todos os eventos que transcorreram ao longo dessa batalha épica. Todos os atores fazem um papel incrível de personagens reais que participaram da luta e as cenas de combates aéreos são as mais realistas de toda a história do cinema. Aviões de verdade foram usados para os combates aéreos e algumas miniaturas foram utilizadas para mostrar aviões sendo abatidos e cidades sendo destruídas. Uma verdadeira obra-prima do cinema! Recomendável e obrigatório! Nota 10!
 

 

A Batalha da França - O Prelúdio para a Batalha da Inglaterra

 
Em maio de 1940, Hitler lançou uma enorme invasão contra a França e seus aliados na Europa Ocidental. Mesmo tendo um exército numeroso e poderoso, os franceses não conseguiram deter as novas táticas de guerra dos alemães e em dois meses de combates pesados, a França caiu junto com a Holanda e a Bélgica. Durante a campanha, a Inglaterra havia enviado milhares de homens com centenas de tanques e quase todos os seus aviões. Mesmo após o milagre da evacuação de Dunquerque, os britânicos estavam acabados e desmoralizados. Parecia que nada impediria uma invasão alemã na ilha inglesa. Mas uma unidade de elite ainda se mantinha firme e forte diante de tanta adversidade.
 

 

A Força Aérea Real Britânica (RAF)

 
Criada durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), a Força Aérea Real Britânica ou RAF é ainda hoje uma das maiores e mais avançadas forças aéreas do mundo. Durante a Segunda Guerra, sofreu enormes perdas durante a Batalha da França contra os alemães e quase foi destruída na Batalha da Inglaterra. Porém, por causa de erros táticos feitos pelos alemães, a RAF sobreviveu e superou seu inimigo. Após a batalha, a RAF cresceria e utilizaria aviões melhores e mais poderosos que levariam a destruição total da Força Aérea Alemã no fim da guerra.
 
 
 
 

Quem foi Hugh Dowding?


Hugh Dowding foi um Marechal da Força Aérea Real Britânica durante a Batalha da Inglaterra e o homem que salvou a Inglaterra das forças de Hitler. Fiel ao governo e determinado a impedir a invasão de sua nação, Dowding mudou as táticas de combates aéreos e forçou o governo a gastar mais na produção de caças do que de bombardeiros. Graças a esses feitos, a Inglaterra conseguiu se salvar e ainda causar a primeira grande derrota na Alemanha. Após a batalha, Dowding foi transferido para o ministério da produção de areonaves, onde atuou até o fim da guerra. Morreu de causas naturais em 1970.
 
 

 

Quem foi Milch?

 
Erhard Milch foi um marechal alemão que comandou a Força Aérea Alemã durante a Batalha da Inglaterra. Porém, Milch não possuía nenhum conhecimento em táticas de combates aéreos e acabou fazendo algumas decisões muito ruins que levaram a derrota alemã na batalha. Depois do desastre na Inglaterra, Milch foi despachado para supervisionar a indústria bélica alemã, sendo o foco central a produção de aviões, e conseguiu administrar muito bem essa área. Mas, com o desenrolar da guerra, Milch acabou vendo que a Alemanha não tinha mais condições de produzir aviões pela falta de componentes e peças e pediu para Hitler transferir outros recursos de outras fábricas para aumentar a produção de aviões de combate. Hitler não deu bola e em poucos meses do fim da guerra, a Alemanha não conseguia mais produzir aviões. Acabou se rendendo para os aliados no fim da guerra e julgado no Tribunal de Nuremberg por crimes contra a humanidade e trabalho escravo. Depois de quinze anos preso, foi solto e morreu na sua casa, em Düsseldorf, em 1972.
 
 

 

O Heinkel 111 - O Principal Bombardeiro Alemão da Guerra

 
O Heinkel He 111 foi o principal bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial e utilizado por todo o conflito. Mesmo tendo um alcance mediano, o Heinkel era capaz de percorrer grandes distâncias e podia carregar mais de 500 kg de bombas leves e pesadas. Possuía três metralhadoras para defesa contra caças e uma boa blindagem. Porém, era muito devagar e sempre precisava de escoltas para completar suas missões. Durante a Batalha da Inglaterra, foi o avião alemão mais usado, mas também foi o que sofreu mais perdas durante a campanha. Continuaria em uso até o fim da guerra.
 
 

 

 

Quem foi Kesselring?

 
Albert Kesselring foi um marechal alemão e um gênio militar. Durante a Batalha da Inglaterra, ajudou ao máximo o marechal Milch nos respectivos objetivos que eles tinham que fazer para derrotar a Inglaterra. Porém, por causa da incompetência de Milch em relação a combates aéreos, os alemães perderam a luta. Após a batalha, Kesselring foi transferido para o Mediterrâneo e comandou as unidades aéreas alemãs até a derrota na África e na Sicília. Durante a campanha da Itália, Kesselring mostrou uma incrível habilidade de estabelecer fortes defesas nas montanhas italianas contra a invasão aliada. Depois do fim da guerra, foi julgado por crimes de guerra e massacres na Itália e preso até 1952. Escreveu vários livros sobre combates aéreos e terrestres. Morreu em 1960 na Alemanha Ocidental, num sanatório, de ataque cardíaco.
 
 

 









A Poderosa Luftwaffe - A Força Aérea Alemã

 
Criada em 1933, a Luftwaffe ou Força Aérea Alemã foi uma das maiores e mais poderosas unidades aéreas da Segunda Guerra. Muito bem organizada e tendo os melhores e mais avançados aviões do mundo, a Luftwaffe era uma força a ser reconhecida. A Batalha da Inglaterra foi o primeiro grande teste para os pilotos veteranos que já haviam vencido na Polônia e na França contra unidades aéreas menos organizadas. Porém, os pilotos da RAF se mostraram superiores em combates aéreos e após meses de grandes combates, a Luftwaffe sofreu sua primeira derrota na guerra com a perda de quase 2000 aviões abatidos pelos ingleses. Depois dessa batalha, a Luftwaffe não teria mais a força que teve no início da guerra. Acabou dissolvida em 1946.
 
 

 

 

A Operação Leão-Marinho - A Planejada Invasão Alemã da Inglaterra

 
Durante a Invasão da França, o alto-comando alemão, junto com Hitler, já planejava como invadir a Inglaterra. A invasão seria feita com um imenso ataque anfíbio pelo Canal da Mancha que neutralizaria a maioria das defesas britânicas, grandes ataques de paraquedistas contra bases inglesas no interior para causar o máximo de caos possível e grandes ataques aéreos contra prédios do governo britânico em Londres para força-los a se render o mais rápido possível. Porém, existiam dois problemas: o primeiro era o enorme poder naval que o ingleses possuíam e o segundo era a grande quantidade de aviões que os britânicos tinham para atacar a frota alemã durante a travessia. A marinha alemã estava muito enfraquecida após a conquista da Noruega e não tinha condições de enfrentar a marinha inglesa. A única alternativa seria com grandes ataques aéreos contra o poder aéreo inglês e tentar subjugar os ingleses com pesados ataques aéreos contra sua indústria bélica. Após a Batalha da Inglaterra, a operação foi cancelada.
 
 

 

Os Spitfires - Os Caças que Salvaram a Inglaterra

 
O Spitfire foi o caça mais moderno e poderoso que os ingleses tinham para conter os ataques aéreos alemães. Foi também o símbolo da resistência inglesa contra o avanço do nazismo. Rápido, manobrável e superior ao temido Me 109 alemão, o Spitfire foi o início de uma nova geração de caças que nos anos seguintes dominariam os céus da Europa até a destruição do nazismo. Só era usado por pilotos veteranos e profissionais. Porém, só alguns poucos foram usados na Batalha da Inglaterra, diferente do que o filme mostra.
 
 
 
 

Os Hurricanes - Os Verdadeiros Heróis da Inglaterra


Foi na verdade o Hurricane, o último modelo de caça ainda feito de madeira, que levou a Inglaterra para essa grandiosa e importante vitória. Era o caça mais usado pelos ingleses e o mais fácil de ser produzido. Mesmo não sendo muito rápido ou poderoso em relação ao Me 109, o Hurricane era um excelente caça para abater bombardeiros ou caças mais pesados. Porém, eles eram facilmente abatidos pelos caças alemães por ainda serem feitos de madeira. Assim mesmo, o Hurricane foi uma arma essencial para a sobrevivência de uma nação que estava quase de joelhos para a tirania do nazismo. Dois anos depois, um modelo mais moderno e poderoso seria produzido e utlizado até o fim da guerra como um caça-tanque.
 
 

 

Os Stukas - O Pesadelo Aéreo dos Britânicos

 
O Stuka foi o avião mais inovador da Segunda Guerra Mundial. Era um bombardeiro de mergulho e seu objetivo era de abrir caminho para os tanques alemães durante a famosa Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago). Usando sirenes no nariz, o Stuka também era usado para ataques psicológicos nos inimigos do Reich. Durante a Batalha da Inglaterra, o Stuka foi usado para afundar navios ingleses no Canal da Mancha e de neutralizar o formidável sistema de radares que os britânicos tinham em toda a ilha. Mesmo causando alguns estragos, o Stuka acabou sofrendo enormes perdas pela falta de escoltas de caças e por ser muito lerdo na velocidade e nas manobras. Continuaria em uso até o fim da guerra.
 
 

 

Os Radares - O "Escudo"da Inglaterra

 
O radar foi uma das mais importantes invenções tecnológicas de toda a História. Ele usava o sistema de microondas, enviava um sinal e se esse sinal atingisse algo sólido (como um navio ou avião), recebia o sinal de volta na forma de um ponto na tela do radar. Era assim, que os britânicos, junto com uma equipe de observadores e centros de controle aéreo, localizavam os grupos aéreos dos alemães durante a batalha e enviavam seus caças para intercepta-los. Os alemães utilizavam Stukas para tentar neutralizar esses radares, mas no fim os britânicos venceram graças a esse "escudo" que protegeu a Inglaterra de uma derrota total.
 
 
 
 

Quem foi Hermann Göring?

 
Hermann Göring foi um marechal alemão e o segundo homem mais poderoso do governo nazista. Göring foi um piloto na Primeira Guerra Mundial e comandou o famoso "Circo Voador" do Barão Vermelho após a morte dele. Abateu 22 aviões inimigos e foi condecorado um herói de guerra. Durante o governo de Hitler, foi o segundo homem mais poderoso do partido nazista e marechal de toda a Luftwaffe. Foi Göring que ajudou a modernizar a força aérea alemã com novos projetos ousados, porém, o líder nazista já não tinha tão interesse em combates aéreos do que antigamente. Seu novo hobby era de roubar a maior quantidade possível de obras de artes dos países ocupados e coloca-los numa coleção particular em seu castelo na Baviera. Durante a Batalha da Inglaterra, Göring havia prometido a Hitler que destruiria o governo britânico em poucos dias, mas acabou fracassando. Mesmo com essa derrota, Hitler não o puniu e o manteve no controle da força áerea até o fim da guerra. Capturado pelos aliados, Göring seria julgado no Tribunal de Nuremberg e condenado por crimes contra a humanidade. No dia de sua execução, o líder nazista obteve acesso a uma cápsula de veneno e se matou. Até hoje é um mistério como Göring obteve tal veneno.
 
 

 









 A Blitz contra Londres

 
Durante a Batalha da Inglaterra, os alemães iriam se focar na destruição da cidade de Londres, dias após aviões ingleses terem bombardeado Berlim. Mesmo sofrendo grandes baixas, os alemães continuariam a atacar Londres durante à noite com o intuito de quebrar a moral da população inglesa em relação à guerra. Porém, os ingleses se manteriam firmes e fortes, mas muito civis morreriam nesse período conhecido como a Blitz. Depois de um ano desses ataques aéreos, Londres continuaria de pé e os alemães teriam baixas tão grandes de aviões, que eles só retornariam a bombardear Londres em 1944 com os temíveis e letais mísseis V1 e V2.
 
 

 

 

Os Pilotos Voluntários da RAF



 
As três imagens acima mostram pilotos voluntários do Canadá, da Polônia e da Techoslováquia que lutaram na RAF. Durante a Batalha da Inglaterra, um grande número de voluntários estrangeiros se uniu na luta contra o nazismo. Alguns queriam se vingar, pois perderam suas nações (Poloneses, Tchecos e Franceses), outros faziam parte da Comunidade Britânica e estavam em guerra contra a Alemanha (Canadenses, Australianos e Neozelandeses) e alguns só estavam por aventura e pela luta por liberdade entre os povos (Americanos e Brasileiros). De todos, o esquadrão que mais mostrou determinação e habilidade em combate foi a unidade de poloneses que também foi a tropa aérea a mais abater aviões alemães ao longo de toda a batalha. Depois da luta, muitas dessas unidades de estrangeiros seriam desativadas e seus pilotos mandados para outras frentes de combate ou treinamento para futuros esquadrões de elite da Inglaterra.
 
 
 





O Me-109 - O Caça Mais Usado pelos Alemães

 
O Me-109 foi o principal caça de combate dos alemães durante toda a Segunda Guerra Mundial. O modelo usado na Batalha da Inglaterra foi o E, que era mais rápido, manobrável e mais bem armado que os aviões ingleses. Os pilotos alemães também eram experientes e veteranos. Porém, por causa das decisões polêmicas de seus comandantes, muitos desses caças foram perdidos em combates aéreos desnecessários que enfraqueceram o poder da Luftwaffe pelo resto da guerra. Por ironia, durante a Guerra de Independência de Israel, os israelenses utilizariam centenas desses caças para combater os caças russos que os árabes usavam contra eles.
 
 
 
 
 
 

O Dia da Águia - O Dia que Mudou o Curso da Segunda Guerra no Ocidente

 
No dia 13 de Agosto de 1940, entraria na História como o dia que mudou o rumo da Segunda Guerra no Ocidente. A Alemanha concentrou mais de 1200 aviões para destruir a RAF que já resistia há várias semanas e estava causando muitas baixas para os alemães. Ao mesmo tempo, os alemães tentariam destruir a moral da população inglesa com a aniquilação de Londres. O evento ficou famoso por ter os maiores combates aéreos até então na História e que envolveu uma imensa quantidade de pilotos pelo controle dos céus ingleses. De início, os alemães atacaram os principais campos aéreos dos ingleses e quase destruíram a RAF. Porém, muitas unidades alemãs se concentraram contra Londres e se tornaram alvos fáceis para os caças ingleses sobreviventes. Depois de um dia inteiro de combates aéreos, os alemães haviam perdidos quase 200 aviões contra 14 aviões ingleses abatidos. Após esse dia, a Luftwaffe continuaria a atacar Londres, mas já havia perdido a batalha de vez.
 
 

Bibliografia:



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Análise Histórica de "O Mais Longo dos Dias"

 

O Mais Longo dos Dias - Um "Documentário" sobre o dia mais importante da Segunda Guerra.

 
O Mais Longo dos Dias é um filme americano de 1962, dirigido por Ken Annakin, e tendo um imenso elenco de grandes celebridades do cinema. Temos John Wayne, Robert Wagner, Sean Connery, Richard Burton, Henry Fonda, Paul Anka, Robert Mitchum, George Segal e Rod Steiger. O filme é mais um documentário sobre todos os passos que os aliados fizeram durante todo o Dia-D do que um filme de guerra em si. Mesmo preto e branco, o filme é impressionante até hoje com suas cenas de guerra realistas e possui até mesmo um pouco de humor para mostrar que a guerra não é só desgraça. Também tenha paciência, pois o filme é de quase 3 horas e é bem detalhado sobre todos os eventos que aconteceram naquele dia. Obrigatório e necessário para quem gosta muito de filmes de guerra e documentários militares.
 
 
 

O Desembarque Americano na Praia Utah

 
Diferente do que aconteceu em Omaha, o desembarque americano em Utah foi mais rápido e mais fácil. Mesmo encontrando pesadas defesas alemãs, a maioria das tropas germânicas era de origem "oriental" (turcos, russos, georgianos, indianos, coreanos e até japoneses). Por causa desse detalhe, as tropas "orientais" eram mal treinadas e despreparadas para um ataque desse tamanho. Depois de alguns combates na praia e pelo menos 100 mortos e feridos, os americanos romperam essas defesas e se conectaram com os paraquedistas americanos que estavam isolados na retaguarda alemã, só esperando por reforços para deter futuros contra-ataques inimigos.
 
 
 

O Desembarque Inglês na Praia Gold

O desembarque na praia Gold (Dourada) foi rápido e bem preciso. Graças ao poder naval aliado, boa parte das defesas alemãs estava destruída. Mesmo sofrendo 1000 baixas, os britânicos avançaram com grande velocidade e estabeleceram uma larga e bem protegida cabeça de praia.
 

 

 

O Desembarque Canadense na Praia Juno

 
Enquanto os britânicos desfrutavam de um rápido desembarque na praia Gold, os canadenses tiveram que enfrentar uma defesa poderosa dos alemães e sofreram grandes baixas. Depois de várias horas de combate, os canadenses romperam as defesas alemãs e avançaram por alguns quilômetros até serem forçados a recuar para suas posições atuais por um ousado contra-ataque alemão com tanques que quase dizimou a tropa canadense que havia desembarcado de início. Tal desastre acabou sendo evitado graças ao poder aéreo e naval aliado que forçou os tanques alemães a recuar para Caen.
 
 
 

O Desembarque Britânico na Praia Sword

 
O último desembarque aliado foi na Praia Sword (Espada). Os britânicos enfrentaram poucas defesas e rapidamente se conectaram com os paraquedistas que haviam sido lançados horas antes na região. Porém, por erros táticos, os britânicos fracassaram em capturar a cidade de Caen, capital da Normandia, e acabaram entrando numa longa e árdua batalha pelo controle da cidade. Foi também nesse desembarque, que os aliados sofreram o único ataque aéreo alemão, quando dois caças BF 109 fizeram um rasante na praia, mas não atingiram ninguém e logo recuaram por falta de munição.
 
 
 
 

A Resistência Francesa no Dia-D

 
Durante o Dia-D, a resistência francesa foi essencial para a vitória aliada nas praias da Normandia. Os franceses sabotavam postes de comunicação, atacavam comboios alemães e destruíam linhas ferroviárias para impedir a mobilização de reforços alemães. Em algumas cidades e vilas da Normandia, a população pegou em armas e até forçou as guarnições alemãs a se render ou abandonar o local. Isso acabou favorecendo bastante o rápido avanço aliado pelo interior da França.
 
 

 

A Importante Ponte Pégaso

 
Horas antes do Dia-D, uma tropa de 80 comandos britânicos e engenheiros, aterrissou de planadores na região do Rio Orne e tinham como objetivo a captura de uma pequena ponte, chamada de Pégaso. Essa ponte era essencial para os britânicos acessarem o Canal de Caen e avançar para a cidade por uma rota mais plana e menos pantanosa. Também era a única rota onde reforços alemães podiam atravessar o rio e alcançar as praias onde os aliados estariam desembarcando. Mesmo surpreendendo a guarnição alemã, os comandos sofreram grandes baixas, mas conseguiram capturar a ponte intacta. Durante o Dia-D, os comandos restantes resistiram há vários contra-ataques alemães até a chegada de reforços vindos da Praia Sword. Com a ponte em mãos, o caminho estava aberto para Caen.
 
 
 

A Batalha por Saint Mere Eglise

 

Em 5 de junho de 1944, um dia antes do Dia-D, paraquedistas americanos da 82a Divisão, aterrissaram nos arredores da vila de Saint Mere Eglise, durante um incêndio na igreja da vila e entraram num longo e confuso combate com tropas alemãs, que estavam tentando apagar o fogo da igreja e acabaram surpreendidas por essas tropas aliadas. Durante toda a noite até o dia seguinte, americanos e alemães lutaram casa-por-casa e rua-por-rua até os primeiros finalmente dominarem a vila, a primeira da França a ser libertada. Durante todo o Dia-D, os alemães receberiam reforços, com alguns tanques, e tentariam retomar a vila várias vezes. Mas, graças a resistência americana, os alemães acabaram derrotados e recuaram para a vila de Carentan, mais ao sul. Horas depois, as primeiras tropas americanas, vindas de Utah, chegaram e se conectaram com os paraquedistas na vila.
 

 

A Batalha pelo Ponto Du Hoc

 
Ao mesmo tempo que os aliados desembarcavam nas principais praias da Normandia, uma tropa de 225 rangers americanos atacava uma posição fortificada alemã no rochedo conhecido como Ponto Du Hoc. O objetivo dos americanos era de neutralizar seis canhões navais alemães que podiam atingir os transportes americanos nas praias vizinhas. Encontrando uma fanática resistência alemã, os rangers tiveram que escalar o rochedo com cordas e depois eliminar todas as fortificações alemãs na área. Mas, havia um porém, os canhões que os rangers deveriam destruir nunca haviam sidos instalados no local. Após a captura do Ponto, os rangers ainda tiveram que aguentar um curto cerco de 3 dias até reforços chegarem e expulsarem os alemães da região. Dos 225 homens que atacaram o rochedo, só 90 sobreviveram.
 
 

 

 

A Batalha de Ouistreham

 
 
Quando os britânicos desembarcaram na Praia Sword, dois batalhões de comandos franceses desembarcaram juntos e avançaram para Ouistreham, uma cidade localizada na "boca" do Canal de Caen. Lá os alemães tinham ainda um canhão naval operacional e escondido dentro do cassino da cidade. Se aproximando em duas direções diferentes, os franceses surpreenderam a guarnição alemã e rapidamente cercaram o cassino. Porém, os alemães possuíam um canhão antitanque e algumas baterias antiaéreas que causaram pesadas baixas aos franceses até esses receberem a ajuda de um tanque britânico que destruiu o cassino e neutralizou as defesas alemãs. Com essa vitória, o flanco direito da Normandia estava livre de qualquer ameaça de canhões navais na região.
 
 
 
 

A Força Aérea Alemã Durante o Dia-D


A presença da Força Aérea Alemã na Normandia era totalmente nula. Meses antes, os aliados lançaram um longa campanha aérea para destruir a frota aérea alemã concentrada na França e facilitar os desembarques no litoral francês. Durante todo o Dia-D, os aliados não sofreram nenhum ataque aéreo alemão, mas na Praia Sword dois caças alemães BF-109 atacaram as tropas que desembarcavam na praia, mas não atingiram ninguém antes de recuar para Paris. Pelo resto do dia, os céus da França estariam sob o controle total dos aliados.
 
 

Bibliografia:



 

 





 



 



quinta-feira, 12 de julho de 2018

Análise Histórica de "Nascido para Matar"

 

Nascido para Matar - A Violenta Loucura no Vietnã

 
 
Nascido para Matar é um filme americano e britânico de 1987, dirigido pelo genial Stanley Kubrick e estrelado por Matthew Modine, Adam Baldwin, Vincent D'Onofrio, R. Lee Ermey, Dorian Harewood, Kevyn Major Howard, Arliss Howard, Ed O'Ross, John Terry e Kieron Jecchinis. O filme conta a história fictícia de um grupo de jovens fuzileiros americanos que devem primeiro passar pelo treinamento "infernal" de seu sargento para depois lutar na Guerra do Vietnã e liberar toda a loucura e insanidade que acumularam durante o rigoroso treinamento contra um inimigo determinado a vencer. O filme é um dos mais violentos filmes de guerra da história. Kubrick mostra todos os horrores da guerra, mas seu maior triunfo foi mostrar o rigoroso e pertubador treinamento militar que muitos jovens americanos tiveram que passar para lutar uma guerra que nem era sua. A cinematografia é linda, a música é tensa e meio polêmica, as atuações são fantásticas e a guerra em si é mostrada como se fosse um pesadelo para esses jovens fuzileiros. Recomendo para quem tem estômago forte.
 
 
 
 
 

O Treinamento Americano nos Anos 1960

 
O exército americano nos anos 1960 era formado na sua maioria por voluntários civis que tinham entre 18 e 22 anos. Por não terem nenhum ou pouco treinamento militar, esses jovens americanos sofriam com os rigorosos treinamentos do exército e de seus instrutores, muitos veteranos da Segunda Guerra e da Guerra da Coréia, que usavam ainda táticas de combate antigas e que não funcionavam direito com essas novas gerações de combatentes. Maus-tratos e humilhações eram constantes, muitos cadetes desistiam no primeiro dia ou na primeira semana. Aqueles que resistiam eram doutrinados a se transformar numa "máquina de matar". Porém, alguns desses jovens acabavam tão traumatizados ou doutrinados com tanta violência no seu treinamento que acabavam cometendo horríveis crimes contra civis nos EUA. Após a Guerra do Vietnã, mudanças drásticas foram feitas e os treinamentos, ainda que pesados, melhoraram e só aqueles que realmente queriam servir ao seu país são aceitos.
 
 
 

O Exército Americano nos Anos 1960

 
O exército americano (no filme os personagens são Fuzileiros) nos anos 1960 era formado por jovens despreparados para uma guerra contra um inimigo determinado a vencer de qualquer jeito. Mesmo bem preparados, treinados e armados, muitos desses soldados aproveitaram a guerra para cometer crimes de guerra e outros atos violentos, pois nos Estados Unidos as leis eram (e ainda são) rigorosas. Porém, os vietcongs se mostraram um adversário superior ao poder de fogo americano e no fim da guerra, em 1973, o exército americano estava desgastado e desmoralizado. Após a Guerra do Vietnã, o governo americano iria fazer pesadas modificações no sistema de treinamento e combate de suas tropas. Antes o serviço militar era obrigatório, mas atualmente o serviço é voluntário e opcional. Graças a essas mudanças, atualmente os Estados Unidos possui o exército mais poderoso e preparado do mundo inteiro.
 
 
 

O Fuzil M-14

 
O fuzil M-14 é na verdade um rifle M-1 Garand com cano extendido e podendo disparar 15 balas ao invés de 8. Foi bastante usado no Vietnã e atualmente é usado para cerimônias militares e por forças especiais. No caso das forças especiais, o M-14 sofreu algumas modificações como: mira telescópica, cartucho na parte de baixo do fuzil e balas com maior poder de penetração. É possível instalar um silenciador na ponta do cano.
 
 

 

A Base de Da Nang

 
A Base Aérea de Da Nang é uma das maiores bases do mundo e foi o centro de operações dos americanos durante a Guerra do Vietnã. Em 1962, engenheiros americanos começaram a expandir o pequeno campo aéreo que existia na vila de Da Nang e em 1964, a base aérea estava concluída. Era dessa base que os bombardeiros americanos saíam para atacar a capital do Vietnã do Norte, Hanói, e também para lançar ofensivas de helicópteros na fronteira com o Laos. Em 1968, a base foi um dos alvos da ousada Ofensiva do Tet, mas resistiu aos ataques inimigos e continuou em mãos americanas até 1972. Em 1973, os vietcongues lançaram uma enorme ofensiva que resultaria na captura definitiva da base. Funciona até hoje sobre controle do governo vietnamita.
 
 

 

A Mídia Americana no Vietnã

 
A Guerra do Vietnã foi uma das guerras que mais foi transmitida para os EUA. Milhares de jornalistas foram ao local para registrar de perto os combates e a moral das tropas que lutavam lá. Também registravam crimes de guerra causados por ambos os lados, para tentar criar uma campanha contra a intervenção americana na nação. Ao mesmo tempo, o exército americano criou uma unidade especial de jornalismo para mostrar que as tropas estavam indo bem e que logo a situação estaria sobre controle. Também se focavam na vinda de celebridades que queriam dar seu apoio ou só simplesmente divertir os homens que sangravam no Vietnã. Foi por causa da enorme presença da mídia que o governo americano sofreu grande pressão popular para terminar logo com a guerra em 1973.

 

 

 

A Ousada Ofensiva do Tet

 

Em janeiro de 1968, durante o Festival do Tet, os vietcongues lançaram mais de 100 ataques em uma única noite, com o objetivo de causar o maior estrago possível no inimigo. A maioria dos ataques foi repelida, mas em alguns lugares, os vietcongs conseguiram ocupar cidades e até mesmo capturar bases americanas. A ofensiva é considerada até hoje como uma das mais ousadas da História. Mesmo sendo um fracasso tático para os comunistas, acabou virando uma vitória propagandista sobre como os americanos estavam despreparados pelo resto da guerra que continuaria por mais cinco anos.
 
 
 
 

A Batalha de Hue - A Batalha Urbana Mais Sangrenta do Vietnã

 
Durante a imensa Ofensiva do Tet, em janeiro de 1968, os vietcongs capturaram a cidade de Hue. Hue era onde ficava a base de operações clandestinas da CIA (agência de espionagem americana) e era a segunda maior cidade do Vietnã do Sul. Por causa disso, os EUA despacharam uma imensa força de homens e tanques para retomar a cidade. A batalha duraria meses e ambos os lados sofreriam perdas imensas. Em março, os últimos vietcongs eram eliminados e a cidade declarada segura. Demoraria muitos anos para Hue voltar a ser uma cidade bem desenvolvida e importante para o Vietnã após a guerra. Foi considerada a batalha urbana mais violenta na história americana até ser superada pela batalha de Fallujah no Iraque em 2004.
 
 
 

O Tanque M-48 "Patton"

 
O M-48 "Patton" foi o principal tanque de combate dos americanos no Vietnã. Com uma poderosa blindagem e um canhão que podia destruir a maioria das defesas inimigas, o M-48 foi uma arma muito importante para combates urbanos e fechados. Também foi usado uma variante que usava lança-chamas em operações na selva. Assim mesmo, o M-48 foi vítima de minas, armadilhas e lança-rojões que facilmente penetravam em sua blindagem e causavam muito estrago. Mais de 12.000 desses tanques foram produzidos e alguns países ainda o utilizam até hoje.
 
 
 
 

Bibliografia:



 



 
 
 

 











domingo, 17 de junho de 2018

Análise Histórica de "A Raposa do Mar"

 

A Raposa do Mar - Um Intenso Duelo Naval no Atlântico

 
A Raposa do Mar é um filme americano de 1957, dirigido por Dick Powell e estrelado por Robert Mitchum, Curt Jürgens, David Hedison e Theodore Bikel. A história se passa durante a longa Campanha do Atlântico, na Segunda Guerra Mundial, e se foca num intenso e longo duelo naval entre um capitão americano, de um destroier, e um capitão alemão, de um submarino. O filme é intenso do início ao fim, todas as atuações são fantásticas e as cenas de combate naval são excelentes. Esse filme também é um dos poucos filmes de guerra que mostra ambos os lados do conflito e revela que tanto os americanos quanto os alemães não gostavam da situação em que estavam, mas tinham ordens para cumprir e uma nação para proteger. Recomendo para quem gosta de combates navais clássicos e épicos!
 
 

O Destroier Classe-Buckley

 
O destroier da classe-Buckley era na verdade uma fragata de escolta. Porém, por causa dos submarinos alemães que já navegavam pelo litoral americano, essas fragatas foram convertidas em destroieres e receberam armas pesadas para enfrentar tal ameaça no Atlântico. O objetivo desse navio era proteger os cargueiros e seus comboios. No filme é mostrado que esse tipo de destroier também era usado para caçar submarinos, mas isso é falso. O Buckley só servia para escoltar cargueiros e afastar qualquer submarino que ameaçasse o comboio. Era armado com 3 canhões pesados, várias baterias anti-aéreas e também usava  cargas de profundidade para neutralizar submarinos inimigos. Foi usado até os anos 1960.
 
 
 

Os Temíveis U-Boats no Litoral Americano

Os U-Boats, submarinos alemães, já causavam pânico pelo Atlântico. Quando os EUA entraram na guerra, Hitler ordenou que seus submarinos atacassem qualquer navio que deixasse o litoral americano. O governo americano acreditava que os u-boats não teriam condições de alcançar o litoral americano, mas ficaram surpresos quando os alemães introduziram um submarino maior e com mais alcance que qualquer outro já usado. Os u-boats usavam as luzes de cidades costeiras para saber as rotas dos cargueiros. Quando o comando aliado soube por prisioneiros alemães de tal tática, o governo americano ordenou apagões que pudessem denunciar alguma rota de cargueiros para os alemães. Tal tática funcionou e isso forçou os u-boats a atuar mais no Atlântico e menos no litoral. Esses u-boats também ajudaram a desembarcar agentes americanos com origem alemã, com o objetivo de sabotar a indústria de guerra dos americanos.
 
 
 
 

Os Intensos Duelos Navais

 
Duelos entre destroieres americanos e submarinos alemães foram bastante comuns antes mesmo da entrada americana na guerra. Enquanto os destroieres tinham armas pesadas, capazes de rapidamente destruir o submarino inimigo, os U-Boats tinham a vantagem de ficar dias submersos, eram rápidos e silenciosos. De início, os u-boats evitavam enfrentar os destroieres e fugiam quando algum era avistado. Em alguns casos raros, os u-boats também aproveitavam a fuga inicial para lançar um ataque surpresa no navio americano e afundá-lo para facilitar mais ataques contra o comboio-alvo. Quando os americanos introduziram o famoso sonar, ficou mais fácil para os destroieres americanos localizarem os u-boats submersos e  até o fim da guerra, os americanos teriam a vantagem sob os u-boats alemães.
 

Bibliografia:







sábado, 9 de junho de 2018

Análise Histórica de "A Guerra de Hart"

A Guerra de Hart - Um Julgamento no Meio da Guerra


A Guerra de Hart é um filme americano de 2002 e dirigido por Gregory Hoblit. O filme conta a história de um oficial americano, durante a Segunda Guerra, que é enviado para um campo de prisioneiros alemão e lá deve proteger um homem negro de um crime que não cometeu ao mesmo tempo que tenta descobrir um esquema de fuga com um coronel americano teimoso e agressivo. O elenco é poderoso. Temos Bruce Willis, Colin Farrell, Terrence Howard e Cole Hauser no comando desse filme bem épico e interessante. É um filme com uma história bem simples, mas cheio de mensagens fortes sobre respeito, coragem e determinação. Muito bom mesmo! 





Agentes Alemães no Exército Americano




Durante a última ofensiva alemã nas Ardenas, os alemães utilizaram pequenas unidades de infiltração, que usavam armas e roupas americanas de soldados capturados, e que sabiam falar inglês sem sotaque, pois havia muitos alemães nascidos nos EUA que foram chamados para lutar antes da guerra começar, com o objetivo de confundir as forças americanas na região e montar emboscadas em comboios de suprimentos. De início, tal tática deu certo, mas logo o comando aliado ordenou a captura de tais agentes para serem julgados e executados por espionagem. Após a batalha, quase nenhum agente americano-alemão estava vivo para contar essas ousadas operações de sabotagem com o intuito de destruir o comando aliado.

Os Campos Stalags - O Pesadelo dos Prisioneiros de Guerra

Os campos stalags eram campos de concentração, feito pelos alemães, para abrigar os milhares de prisioneiros de guerra que eles capturaram ao longo do conflito. As condições dentro dos alojamentos eram precárias e doenças facilmente se espalhavam pelo campo, matando centenas. Também eram comuns os maus-tratos  feitos pelos guardas da SS com os prisioneiros, principalmente eslavos e negros. Porém, diferente dos campos de concentração, os prisioneiros conseguiam negociar com os guardas e estabeleciam de forma ordenada uma hierarquia entre oficiais e soldados. Por causa dessa organização, foram raros os casos de revolta nesses campos. Mas, as fugas eram constantes e muitos morriam tentando voltar para casa.



Os Tribunais de Guerra

Todo mundo conhece o famoso Julgamento de Nuremberg, mas poucos sabem que durante a guerra ocorreram centenas de pequenos julgamentos parecidos com o de Nuremberg. Era comum em alguns campos de prisioneiros que um julgamento ocorresse caso tivesse acontecido uma fuga ou uma operação de contrabando fosse descoberta. Mesmo sabendo que o resultado seria o pelotão de fuzilamento, os alemães adotaram tal ideia para mostrar que ainda eram um povo educado e não "selvagem" como a propaganda aliada dizia sobre eles. No filme, o tipo de julgamento, relacionado ao homicídio, nunca foi confirmado durante a guerra.


 

 As Fugas dos Campos - A Única Forma de Voltar para Casa


As fugas pelos campos de prisioneiros eram bem comuns durante a guerra. Essas fugas eram bem planejadas e a maioria foi um sucesso. Aquelas que não davam certo, sempre resultavam na morte total dos fugitivos ou da metade que tentava escapar. Aquelas que davam certo resultavam em longas e perigosas viagens dos fugitivos sobreviventes até suas respectivas terras de origem. Os fugitivos primeiramente criavam uma distração dos guardas e depois construiam um túnel para escapar sem chamar muita atenção. Outra forma de fuga era de uma correria em massa, mas essa sempre resultava na morte de centenas de prisioneiros. Ainda é desconhecido o número total de fugas durante a guerra.

Bibliografia:

sábado, 12 de maio de 2018

2000 Visualizações!!!

 

Meu Deus!!! Mais de 2000 Visualizações!!! Muito Obrigado para Todos!!!

 
Não estou acreditando! Cheguei a mais de 2000 visualizações graças a todos que visitaram meu blog! Muito obrigado mesmo! Continuem com suas visitas e não se esqueçam de falar ou recomendar para parentes e amigos que gostam de Cinema e de História para ver meu blog! Valeu pessoal! Vamos agora lutar para alcançar 3000 visualizações! E em breve mais análises de filmes históricos e épicos! Até e um grande abraço para todos!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Análise Histórica do filme "Memphis Belle"

 

Memphis Belle - A História de um Bombardeiro na Segunda Guerra

 
Memphis Belle - A Fortaleza Voadora é um filme britânico/japonês/americano de 1990 que se foca na verdadeira história de um bombardeiro americano durante as missões mais perigosas contra as defesas aéreas alemãs na Segunda Guerra Mundial. O filme mostra o cotidiano da tripulação e o esforço de todos para voltar para casa sãos e salvos. O filme é bem dirigido por Michael Caton-Jones e estrelado por Matthew Modine, Eric Stoltz, D.B. Sweeney e Billy Zane. Os combates aéreos são longos e tensos. As cenas dentro do bombardeiro são fantásticas e realistas. Filme recomendável!
 
 
 

O Verdadeiro Memphis Belle

O Memphis Belle foi um bombardeiro pesado americano do modelo B-17 e foi o primeiro avião desse tipo a fazer 25 missões com todos os tripulantes vivos. O objetivo era mostrar que o piloto americano era um combatente experiente e determinado que podia enfrentar os maiores desafios que a Alemanha de Hitler tinha para lançar contra eles. Depois de ter completado as 25 missões com sucesso, o Memphis Belle, junto com sua tripulação, retornou para os EUA com o objetivo de ser uma atração pública e para aumentar as doações do povo americano para as tropas que ainda lutavam na Europa. Atualmente, o Memphis Belle está passado por novas reformas para ainda voar uma última vez em 2018.
 
 

O B-17 - O Bombardeiro que Arrasou a Alemanha

 
O B-17 foi o principal bombardeiro pesado americano durante a longa Campanha Aérea para aniquilar a indústria bélica alemã. Tinha quatro motores, uma tripulação de 11 homens, possuía mais de 10 metralhadoras (4 em duas torres giratórias), carregava mais de 500 toneladas de bombas e tinha uma blindagem resistente e poderosa. Mesmo sofrendo imensas perdas por causa das pesadas defesas aéreas alemãs, os B-17s fizeram o que havia sido ordenado: eles arrasaram toda a Alemanha Nazista e garantiram uma decisiva vitória aliada contra a tirania de Hitler.
 
 
 

A Campanha Aérea contra a Alemanha

 
Essa campanha foi iniciada pelos britânicos ainda em 1940. Porém, os ataques eram pequenos e muito mal-coordenados. Mas, aprendendo com seus erros iniciais, os britânicos e logo os americanos, lançaram a maior ofensiva aérea de toda a História. O foco dos bombardeiros era de neutralizar as principais fábricas de armas da Alemanha e enfraquecê-la para acabar logo com a guerra na Europa. Os americanos atacavam de dia e os britânicos à noite. Porém, a resistência aérea alemã se mostrou muito eficiente e poderosa. As perdas aliadas foram enormes, mas a ofensiva nunca perderia força ao longo de toda a guerra. Com o passar da campanha, cidades e represas também viraram alvos dos bombardeiros. No fim da guerra, a indústria alemã estava acabada e os aliados tinham controle total dos céus europeus.
 
 

O P-51 - O "Anjo da Guarda" dos Bombardeiros Aliados

 
O P-51 foi o melhor e mais poderoso caça de combate que os americanos tiveram durante a Segunda Guerra Mundial. O Mustang, como também era conhecido, podia acompanhar os bombardeiros B-17 até suas missões e retornar sem gastar tanto combustível como os caças anteriores. Era fácil de manobrar, mas o piloto tinha que ter uma experiência muito alta para controlar esse tipo de avião. Tinha oito metralhadoras que abatiam qualquer caça que os alemães usassem. Foi considerado um "anjo" pelos bombardeiros, pois raramente abandonavam estes durante os intensos combates aéreos que aconteciam pelos céus da Europa. Continuou em uso até na Guerra do Vietnã.
 
 

O ME-109 - O "Pesadelo" dos Bombardeiros Aliados

 
O maior inimigo dos bombardeiros aliados foi o ME-109. Esse foi o principal caça de combate dos alemães em toda a Segunda Guerra e causaram enormes perdas nos imensos B-17s. Possuíam duas metralhadoras e dois canhões que facilmente abatiam os pesados bombardeiros. Também eram pilotados pelos melhores pilotos que a Alemanha ainda possuía. Era um verdadeiro oponente aéreo. Vários modelos existiram e todos foram letais para os aliados. Mesmo após o fim da guerra, o ME-109 ainda seria usado uma última vez pelos israelenses durante a Guerra de Independência de Israel de 1947-49.
 
 

As Letais Baterias Anti-Aéreas Alemãs

 
Os alemães não só possuíam caças para derrubar os bombardeiros aliados. Eles também possuíam um avançado e perigoso sistema anti-aéreo para defender sua nação desses ataques aéreos. Vários tipos de canhões foram usados como o Flak 36, o Flak 88 e o Flak 90 (imagem acima). Desses, o Flak 88 foi o mais letal, pois disparava dezenas de tiros em poucos minutos e suas balas causavam grandes estragos nos bombardeiros aliados. Mais tarde na guerra, esses canhões fariam defesas coordenadas com os caças para apertar ainda mais os bombardeiros aliados, quando estes invadissem o território alemão. Muitos aviões aliados seriam perdidos por tais armas pesadas de combate.
 
 

Bibliografia: