domingo, 17 de junho de 2018

Análise Histórica de "A Raposa do Mar"

 

A Raposa do Mar - Um Intenso Duelo Naval no Atlântico

 
A Raposa do Mar é um filme americano de 1957, dirigido por Dick Powell e estrelado por Robert Mitchum, Curt Jürgens, David Hedison e Theodore Bikel. A história se passa durante a longa Campanha do Atlântico, na Segunda Guerra Mundial, e se foca num intenso e longo duelo naval entre um capitão americano, de um destroier, e um capitão alemão, de um submarino. O filme é intenso do início ao fim, todas as atuações são fantásticas e as cenas de combate naval são excelentes. Esse filme também é um dos poucos filmes de guerra que mostra ambos os lados do conflito e revela que tanto os americanos quanto os alemães não gostavam da situação em que estavam, mas tinham ordens para cumprir e uma nação para proteger. Recomendo para quem gosta de combates navais clássicos e épicos!
 
 

O Destroier Classe-Buckley

 
O destroier da classe-Buckley era na verdade uma fragata de escolta. Porém, por causa dos submarinos alemães que já navegavam pelo litoral americano, essas fragatas foram convertidas em destroieres e receberam armas pesadas para enfrentar tal ameaça no Atlântico. O objetivo desse navio era proteger os cargueiros e seus comboios. No filme é mostrado que esse tipo de destroier também era usado para caçar submarinos, mas isso é falso. O Buckley só servia para escoltar cargueiros e afastar qualquer submarino que ameaçasse o comboio. Era armado com 3 canhões pesados, várias baterias anti-aéreas e também usava  cargas de profundidade para neutralizar submarinos inimigos. Foi usado até os anos 1960.
 
 
 

Os Temíveis U-Boats no Litoral Americano

Os U-Boats, submarinos alemães, já causavam pânico pelo Atlântico. Quando os EUA entraram na guerra, Hitler ordenou que seus submarinos atacassem qualquer navio que deixasse o litoral americano. O governo americano acreditava que os u-boats não teriam condições de alcançar o litoral americano, mas ficaram surpresos quando os alemães introduziram um submarino maior e com mais alcance que qualquer outro já usado. Os u-boats usavam as luzes de cidades costeiras para saber as rotas dos cargueiros. Quando o comando aliado soube por prisioneiros alemães de tal tática, o governo americano ordenou apagões que pudessem denunciar alguma rota de cargueiros para os alemães. Tal tática funcionou e isso forçou os u-boats a atuar mais no Atlântico e menos no litoral. Esses u-boats também ajudaram a desembarcar agentes americanos com origem alemã, com o objetivo de sabotar a indústria de guerra dos americanos.
 
 
 
 

Os Intensos Duelos Navais

 
Duelos entre destroieres americanos e submarinos alemães foram bastante comuns antes mesmo da entrada americana na guerra. Enquanto os destroieres tinham armas pesadas, capazes de rapidamente destruir o submarino inimigo, os U-Boats tinham a vantagem de ficar dias submersos, eram rápidos e silenciosos. De início, os u-boats evitavam enfrentar os destroieres e fugiam quando algum era avistado. Em alguns casos raros, os u-boats também aproveitavam a fuga inicial para lançar um ataque surpresa no navio americano e afundá-lo para facilitar mais ataques contra o comboio-alvo. Quando os americanos introduziram o famoso sonar, ficou mais fácil para os destroieres americanos localizarem os u-boats submersos e  até o fim da guerra, os americanos teriam a vantagem sob os u-boats alemães.
 

Bibliografia:







sábado, 9 de junho de 2018

Análise Histórica de "A Guerra de Hart"

A Guerra de Hart - Um Julgamento no Meio da Guerra


A Guerra de Hart é um filme americano de 2002 e dirigido por Gregory Hoblit. O filme conta a história de um oficial americano, durante a Segunda Guerra, que é enviado para um campo de prisioneiros alemão e lá deve proteger um homem negro de um crime que não cometeu ao mesmo tempo que tenta descobrir um esquema de fuga com um coronel americano teimoso e agressivo. O elenco é poderoso. Temos Bruce Willis, Colin Farrell, Terrence Howard e Cole Hauser no comando desse filme bem épico e interessante. É um filme com uma história bem simples, mas cheio de mensagens fortes sobre respeito, coragem e determinação. Muito bom mesmo! 





Agentes Alemães no Exército Americano




Durante a última ofensiva alemã nas Ardenas, os alemães utilizaram pequenas unidades de infiltração, que usavam armas e roupas americanas de soldados capturados, e que sabiam falar inglês sem sotaque, pois havia muitos alemães nascidos nos EUA que foram chamados para lutar antes da guerra começar, com o objetivo de confundir as forças americanas na região e montar emboscadas em comboios de suprimentos. De início, tal tática deu certo, mas logo o comando aliado ordenou a captura de tais agentes para serem julgados e executados por espionagem. Após a batalha, quase nenhum agente americano-alemão estava vivo para contar essas ousadas operações de sabotagem com o intuito de destruir o comando aliado.

Os Campos Stalags - O Pesadelo dos Prisioneiros de Guerra

Os campos stalags eram campos de concentração, feito pelos alemães, para abrigar os milhares de prisioneiros de guerra que eles capturaram ao longo do conflito. As condições dentro dos alojamentos eram precárias e doenças facilmente se espalhavam pelo campo, matando centenas. Também eram comuns os maus-tratos  feitos pelos guardas da SS com os prisioneiros, principalmente eslavos e negros. Porém, diferente dos campos de concentração, os prisioneiros conseguiam negociar com os guardas e estabeleciam de forma ordenada uma hierarquia entre oficiais e soldados. Por causa dessa organização, foram raros os casos de revolta nesses campos. Mas, as fugas eram constantes e muitos morriam tentando voltar para casa.



Os Tribunais de Guerra

Todo mundo conhece o famoso Julgamento de Nuremberg, mas poucos sabem que durante a guerra ocorreram centenas de pequenos julgamentos parecidos com o de Nuremberg. Era comum em alguns campos de prisioneiros que um julgamento ocorresse caso tivesse acontecido uma fuga ou uma operação de contrabando fosse descoberta. Mesmo sabendo que o resultado seria o pelotão de fuzilamento, os alemães adotaram tal ideia para mostrar que ainda eram um povo educado e não "selvagem" como a propaganda aliada dizia sobre eles. No filme, o tipo de julgamento, relacionado ao homicídio, nunca foi confirmado durante a guerra.


 

 As Fugas dos Campos - A Única Forma de Voltar para Casa


As fugas pelos campos de prisioneiros eram bem comuns durante a guerra. Essas fugas eram bem planejadas e a maioria foi um sucesso. Aquelas que não davam certo, sempre resultavam na morte total dos fugitivos ou da metade que tentava escapar. Aquelas que davam certo resultavam em longas e perigosas viagens dos fugitivos sobreviventes até suas respectivas terras de origem. Os fugitivos primeiramente criavam uma distração dos guardas e depois construiam um túnel para escapar sem chamar muita atenção. Outra forma de fuga era de uma correria em massa, mas essa sempre resultava na morte de centenas de prisioneiros. Ainda é desconhecido o número total de fugas durante a guerra.

Bibliografia:

sábado, 12 de maio de 2018

2000 Visualizações!!!

 

Meu Deus!!! Mais de 2000 Visualizações!!! Muito Obrigado para Todos!!!

 
Não estou acreditando! Cheguei a mais de 2000 visualizações graças a todos que visitaram meu blog! Muito obrigado mesmo! Continuem com suas visitas e não se esqueçam de falar ou recomendar para parentes e amigos que gostam de Cinema e de História para ver meu blog! Valeu pessoal! Vamos agora lutar para alcançar 3000 visualizações! E em breve mais análises de filmes históricos e épicos! Até e um grande abraço para todos!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Análise Histórica do filme "Memphis Belle"

 

Memphis Belle - A História de um Bombardeiro na Segunda Guerra

 
Memphis Belle - A Fortaleza Voadora é um filme britânico/japonês/americano de 1990 que se foca na verdadeira história de um bombardeiro americano durante as missões mais perigosas contra as defesas aéreas alemãs na Segunda Guerra Mundial. O filme mostra o cotidiano da tripulação e o esforço de todos para voltar para casa sãos e salvos. O filme é bem dirigido por Michael Caton-Jones e estrelado por Matthew Modine, Eric Stoltz, D.B. Sweeney e Billy Zane. Os combates aéreos são longos e tensos. As cenas dentro do bombardeiro são fantásticas e realistas. Filme recomendável!
 
 
 

O Verdadeiro Memphis Belle

O Memphis Belle foi um bombardeiro pesado americano do modelo B-17 e foi o primeiro avião desse tipo a fazer 25 missões com todos os tripulantes vivos. O objetivo era mostrar que o piloto americano era um combatente experiente e determinado que podia enfrentar os maiores desafios que a Alemanha de Hitler tinha para lançar contra eles. Depois de ter completado as 25 missões com sucesso, o Memphis Belle, junto com sua tripulação, retornou para os EUA com o objetivo de ser uma atração pública e para aumentar as doações do povo americano para as tropas que ainda lutavam na Europa. Atualmente, o Memphis Belle está passado por novas reformas para ainda voar uma última vez em 2018.
 
 

O B-17 - O Bombardeiro que Arrasou a Alemanha

 
O B-17 foi o principal bombardeiro pesado americano durante a longa Campanha Aérea para aniquilar a indústria bélica alemã. Tinha quatro motores, uma tripulação de 11 homens, possuía mais de 10 metralhadoras (4 em duas torres giratórias), carregava mais de 500 toneladas de bombas e tinha uma blindagem resistente e poderosa. Mesmo sofrendo imensas perdas por causa das pesadas defesas aéreas alemãs, os B-17s fizeram o que havia sido ordenado: eles arrasaram toda a Alemanha Nazista e garantiram uma decisiva vitória aliada contra a tirania de Hitler.
 
 
 

A Campanha Aérea contra a Alemanha

 
Essa campanha foi iniciada pelos britânicos ainda em 1940. Porém, os ataques eram pequenos e muito mal-coordenados. Mas, aprendendo com seus erros iniciais, os britânicos e logo os americanos, lançaram a maior ofensiva aérea de toda a História. O foco dos bombardeiros era de neutralizar as principais fábricas de armas da Alemanha e enfraquecê-la para acabar logo com a guerra na Europa. Os americanos atacavam de dia e os britânicos à noite. Porém, a resistência aérea alemã se mostrou muito eficiente e poderosa. As perdas aliadas foram enormes, mas a ofensiva nunca perderia força ao longo de toda a guerra. Com o passar da campanha, cidades e represas também viraram alvos dos bombardeiros. No fim da guerra, a indústria alemã estava acabada e os aliados tinham controle total dos céus europeus.
 
 

O P-51 - O "Anjo da Guarda" dos Bombardeiros Aliados

 
O P-51 foi o melhor e mais poderoso caça de combate que os americanos tiveram durante a Segunda Guerra Mundial. O Mustang, como também era conhecido, podia acompanhar os bombardeiros B-17 até suas missões e retornar sem gastar tanto combustível como os caças anteriores. Era fácil de manobrar, mas o piloto tinha que ter uma experiência muito alta para controlar esse tipo de avião. Tinha oito metralhadoras que abatiam qualquer caça que os alemães usassem. Foi considerado um "anjo" pelos bombardeiros, pois raramente abandonavam estes durante os intensos combates aéreos que aconteciam pelos céus da Europa. Continuou em uso até na Guerra do Vietnã.
 
 

O ME-109 - O "Pesadelo" dos Bombardeiros Aliados

 
O maior inimigo dos bombardeiros aliados foi o ME-109. Esse foi o principal caça de combate dos alemães em toda a Segunda Guerra e causaram enormes perdas nos imensos B-17s. Possuíam duas metralhadoras e dois canhões que facilmente abatiam os pesados bombardeiros. Também eram pilotados pelos melhores pilotos que a Alemanha ainda possuía. Era um verdadeiro oponente aéreo. Vários modelos existiram e todos foram letais para os aliados. Mesmo após o fim da guerra, o ME-109 ainda seria usado uma última vez pelos israelenses durante a Guerra de Independência de Israel de 1947-49.
 
 

As Letais Baterias Anti-Aéreas Alemãs

 
Os alemães não só possuíam caças para derrubar os bombardeiros aliados. Eles também possuíam um avançado e perigoso sistema anti-aéreo para defender sua nação desses ataques aéreos. Vários tipos de canhões foram usados como o Flak 36, o Flak 88 e o Flak 90 (imagem acima). Desses, o Flak 88 foi o mais letal, pois disparava dezenas de tiros em poucos minutos e suas balas causavam grandes estragos nos bombardeiros aliados. Mais tarde na guerra, esses canhões fariam defesas coordenadas com os caças para apertar ainda mais os bombardeiros aliados, quando estes invadissem o território alemão. Muitos aviões aliados seriam perdidos por tais armas pesadas de combate.
 
 

Bibliografia:

 



 



 





segunda-feira, 2 de abril de 2018

Análise Histórica de "Os Canhões de Navarone"

 

Os Canhões de Navarone - Uma Missão Suicida na Grécia

 
Os Canhões de Navarone é um filme anglo-americano de 1961, dirigido por J. Lee Thompson e estrelado por Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn, Stanley Baker, Anthony Quayle, James Darren, Irene Papas, Gia Scala e James Robertson Justice. O filme conta a história fictícia de uma tropa anglo-americana, durante a Segunda Guerra Mundial, que é despachada para uma ilha grega ocupada pelos alemães, onde devem destruir dois enormes canhões navais que impedem a retirada de tropas aliadas presas na ilha vizinha. O filme é um verdadeiro clássico e muito bem dirigido. Em geral as atuações são boas, a música é excelente e as cenas de ação são bem trabalhadas, mas muito exageradas. Um filme recomendável que vale a pena ver várias vezes. Bom cinema para vocês!
 
 
 
 

A Campanha de Deodecaneso - A Última Grande Vitória dos Alemães contra os Aliados

Em 1943, os alemães estavam sendo derrotados em todas as frentes de batalha. Foram expulsos da África, estavam sendo pressionados na Itália e tendo imensas perdas contra a avalanche soviética. Aproveitando esse caos nas forças alemãs, os ingleses queriam abrir uma nova frente de combate nas ilhas gregas para então invadir a Grécia e apoiar a resistência iugoslava antes da chegada dos soviéticos. Porém, os americanos não se interessaram e se focaram mais na futura invasão da França. Sozinhos, os ingleses planejaram tudo às pressas e decidiram invadir as Ilhas do Deodecaneso com o objetivo de usa-las para invadir a Grécia. Em 8 Setembro, os ingleses iniciaram a campanha e tomaram todas as ilhas sem enfrentar a resistência das guarnições italianas, que rapidamente se juntaram aos ingleses para defender as ilhas. Mas, os alemães reagiram rapidamente e em poucos dias retomaram a maioria das ilhas e infrigiram enormes perdas para os ingleses e os italianos. Em 22 Novembro, o comando britânico ordenou uma retirada e a campanha foi declarada um desastre para os ingleses. As Ilhas do Deodecaneso ficariam sobre controle alemão até o fim da guerra.
 
 
 

Os Comandos Britânicos

Estabelecidos em 1941, os comandos britânicos eram uma unidade de elite do exército britânico com o objetivo de enfraquecer e desmoralizar o poderoso Terceiro Reich que os nazistas estabeleceram por boa parte da Europa e África. Altamente treinados para missões perigosas, atrás das linhas inimigas, os comandos eram formados por soldados veteranos e experientes e que também não demonstravam medo de serem mortos pelo inimigo. O número de indivíduos por grupo variava, mas já existiram grupos que tiveram mais de 400 homens para grupos que tiveram somente 6 membros. Usavam armas simples, mas boas o suficiente para causar medo e confusão no inimigo. Causaram bastante estrago nos alemães até o fim da guerra. Depois da Segunda Guerra, a unidade foi dissolvida, mas seus membros sobreviventes foram despachados para outros grupos especiais que estavam sendo formados na força aérea e na marinha britânica.
 
 
 

O E-Boat - O Barco Patrulha dos Alemães

 
Os E-Boats eram pequenas lanchas motorizadas que os alemães usaram para patrulhar territórios ocupados e também como lançadores de torpedos ou caça-submarinos. Tinham uma tripulação de 5 a 7 homens, possuíam duas metralhadoras leves, quatro lança-torpedos e seis cargas de profundidade. Eram rápidos e difíceis de serem acertados por navios maiores. Foram bastante usados na Noruega e nas ilhas gregas contra equipes de comando que frequentemente invadiam esses territórios para lançar ataques contra bases dos alemães.
 
 

A Resistência Grega - O Pesadelo dos Alemães

 
Estabelecida em 1941, logo após a queda da Grécia diante da invasão alemã, a resistência grega seria uma das guerrilhas mais violentas contra o nazismo e a mais dividida ideologicamente. Recebendo a ajuda de oficiais britânicos e armas americanas, os gregos montavam emboscadas, assassinavam oficiais alemães ou lançavam pequenos ataques contra bases inimigas, com apoio dos comandos britânicos. Usavam qualquer arma que recebiam ou roubavam dos alemães e eram grandes atiradores. Os alemães que ocuparam a Grécia e suas ilhas sofreram muitos anos de guerrilha até a retirada nazista do país em 1944. Porém, os gregos também brigavam entre si de vez em quando. Existiam dois grupos de rebeldes: os conservadores-liberais e os comunistas. Cada grupo atuava em áreas diferentes como cidades e zonas rurais. Quando os alemães saíram da Grécia, tropas britânicas rapidamente foram enviadas para ajudar um novo governo. Porém, ambos os grupos se desentederam e uma longa guerra civil teve início.
 
 

Bibliografia:



 



sexta-feira, 16 de março de 2018

Análise Histórica de "Alexandre"

 

"Alexandre" - A Polêmica do Maior Conquistador Militar da História

 

 
"Alexandre" é um filme americano de 2004, dirigido pelo polêmico diretor Oliver Stone e estrelado por grandes atores e atrizes de Hollywood como: Collin Farrell, Angelina Jolie, Anthony Hopkins, Val Kilmer, Jared Leto e Jonathan Rhys Meyers. O filme se foca na fantástica campanha militar que Alexandre lançou pelo mundo conhecido e que estabeleceria um dos maiores impérios da História. Também mostra suas origens e entra em assuntos pessoais e polêmicos de sua vida como por exemplo seu caso homoafetivo com o personagem de Jared Leto. O filme possui uma história bem narrada e contada por Anthony Hopkins e uma cinematografia fenomenal. As atuações são boas e quase tudo sobre Alexandre é mostrado com perfeição. Porém, não é recomendável para todos, pois é um filme de quase 3h30 e há momentos em que nada de interessante acontece. Recomendável para aqueles que gostam de um épico de aventura, romance e muito drama.
 
 
 

Quem foi Alexandre, O Grande?

 
Alexandre, o Grande foi um líder militar e político brilhante e rei da Macedônia. Sua juventude foi marcada pelos ensinamentos filosóficos e históricos de Aristóteles. Após a morte de seu pai, Filipe II, Alexandre se tornou rei da Macedônia. No ano seguinte, Alexandre esmagou uma revolta grega e iniciou uma ousada campanha militar contra a Pérsia. Em 334 AC, Alexandre invadiu a Pérsia e inciou uma campanha de mais de 10 anos até a queda do Império Persa diante das ações de Alexandre. Em 326 AC, Alexandre invadia a Índia e obtinha sua última vitória militar contra os pauravas (Império Gupta) em Hydaspes. Porém, após anos de lutas quase intermináveis, Alexandre foi forçado a deixar sua campanha de conquista e apoiar a retirada de seus exaustos e doentes homens. Em 323 AC, Alexandre estabelecia a Babilônia como capital de seu imenso império. Porém, nesse mesmo ano, o grande líder militar seria vítima da malária e morreria. Após sua morte, sua família foi morta e seus generais iniciaram uma guerra civil para ver quem controlaria o império. Alexandre nunca retornou para a Macedônia e nunca sofreu uma derrota. Seu corpo foi enterrado em algum lugar do Egito.
 
 
 

Quem foi Ptolomeu I?

 
Conhecido como Ptolomeu I, o Salvador, foi um dos generais macedônicos de Alexandre e um de seus três sucessores após a sua morte para governar o império que estabeleceu. Ptolomeu ocupou o Egito e o transformou num poderoso e respeitado reino helênico conhecido como: o Reino do Egito. Ele se tornou o primeiro faraó da dinastia ptolomaica e transformou Alexandria na capital de todo o conhecimento grego e egípcio do mundo antigo. Foi responsável pela reconstrução de um Egito saqueado e esquecido no tempo e restabeleceu as antigas tradições egípcias, mas com algumas adições gregas nessa cultura. Foi um faraó amado por todos e defendeu o seu reino dos outros generais de Alexandre. Foi também o general que levou e enterrou o corpo de Alexandre em Alexandria (outras fontes dizem que ele o enterrou no Oásis de Siwa). Morreu de causas naturais aos 84 anos. Foi o criador da famosa biblioteca de Alexandria e também escreveu a biografia sobre Alexandre, o Grande.
 
 
 

Quem foi Aristóteles?

 
Aristóteles foi um filósofo e cientista grego e tutor de Alexandre, o Grande. Ele é conhecido como o "Pai da Filosofia Ocidental" e responsável por várias ideias políticas e filosóficas que são usadas hoje em dia. Foi aluno de Platão e graças aos conhecimentos e ensinamentos deste, Aristóteles pôde expandir ainda mais o estudo sobre as políticas e filosofias do mundo antigo grego e de seus vizinhos. Após ter passado seus ensinamentos para Alexandre, este sempre enviava mais papiros e documentos sobre os territórios que conquistava, expandindo ainda mais o conhecimento sobre o resto do mundo para a filosofia grega. Também um grande físico, suas teorias seriam usadas até o século 19. Após a morte de Alexandre, Aristóteles foi forçado a fugir para a Macedônia, pois a Grécia estava se rebelando do controle macedônico, e viveu seus últimos anos na casa de verão da mãe. Morreu de causas naturais no mesmo dia em que Sócrates, um antigo colega, foi julgado e executado em Atenas.
 
 
 

Quem foi Felipe II?

 
Felipe II foi um rei macedônico e pai de Alexandre. Um grande líder político e militar, Felipe sonhava em estabelecer um império gigantesco e esmagar o corrupto Império Persa. Foi responsável pela reforma do exército macedônico e da introdução da falange grega em suas tropas. Invadiu a Grécia e ocupou todas as principais cidades gregas. Com um exército numeroso, Felipe estava prestes a invadir o território persa quando foi assassinado por um espião persa durante um evento político em Corinto (algumas fontes dizem que quem mandou matar Felipe foi sua quinta esposa, Olympias, que logo pois a culpa nos persas). Alexandre ocupou o trono de seu pai e invadiria os persas como retaliação pelo seu assassinato.
 
 

Quem foi Dario III?

 
Dario III foi o último imperador persa e acabou sendo derrubado do trono por Alexandre. Quando assumiu, o Império Persa enfrentava vários problemas internos entre os vários diferentes sátrapas (governadores) que lutavam pelo poder das regiões mais ricas do império. Dario fez de tudo para agradar os sátrapas, mas acabou sendo chamado de fraco e incompetente. Quando Alexandre invadiu o império, Dario de início ignorou o general macedônico, pois acreditava que seus sátrapas facilmente derrotariam essa invasão grega. Porém, quando Alexandre derrotou a maior parte dos sátrapas em várias batalhas e já controlava a Anatólia (Turquia), Dario decidiu confronta-lo em Issus para mostrar ao seu povo que ele era um grande líder. Quase derrotou Alexandre, mas acabou recuando para a Mesopotâmia (Iraque). Aproveitando a ida de Alexandre para o Egito, Dario reconstruiu seu exército e esperou seu adversário invadir a Mesopotâmia. Depois de um ano de espera, Dario confrontou Alexandre em Gaugamela e foi definitivamente derrotado pelo general macedônico. Com seu exército arruinado e com a Mesopotâmia controlada pelos gregos, Dario fugiu para Persépolis, capital do Império Persa. Alexandre o perseguiu e tomou a capital. Mas, Dario escapou para a Bactria (Afeganistão) onde acabou traído e morto pela sua própria guarda real. Acabou encontrado por Alexandre, que o admirava muito, e o enterrou com  todas as glórias na Babilônia.
 
 

A Batalha de Gaugamela - O Fim do Império Persa

 
Também conhecida como Arbela, a Batalha de Gaugamela ocorreu no norte da Mesopotâmia e resultou na queda definitiva do Império Persa. Após ficar um ano no Egito, Alexandre resumiu sua campanha militar e começou a se aproximar da Babilônia. Com um exército de 40.000 homens, Alexandre enfrentou todo o poderio persa de Dario III, que tinha mais de 200.000 homens, numa batalha épica e decisiva. Usando uma tática de flanco, Alexandre conseguiu quebrar as defesas dos persas e quase matar Dario. Porém, quando o imperador persa iniciou uma retirada caótica, Alexandre teve que voltar para seu exército, pois este estava sendo pressionado pelas tropas mais leais de Dario. A batalha durou um dia inteiro e resultou na perda de 1500 gregos e 90.000 persas. Com essa vitória, Alexandre pôde adentrar a famosa e bela Babilônia.
 
 
 

A Babilônia - O Centro de Conhecimento do Mundo Antigo

 
A Babilônia era a cidade mais bonita e importante do mundo antigo. Lá ficavam os jardins suspensos e a famosa Torre de Babel. Graças as suas bibliotecas, os povos que sempre ocupavam a cidade, usavam os grandes ensinamentos babilônicos para espalha-los pelo resto do mundo conhecido e também para trazer novas culturas para a cidade. Depois de centenas de anos sobre controle dos persas, a Babilônia recebeu de braços abertos, Alexandre. O grande líder macedônico ficou pouco tempo, mas apreciou todos os detalhes dessa magnífica cidade e da gratidão de seu povo miscigenado. Depois de Alexandre falecer, um de seus generais assumiu o controle da cidade que seria totalemente destruída pelos violentos e nômades partas. Muitas obras de filósofos antigos seriam perdidas, mas muitas outras escapariam para a famosa biblioteca de Alexandria no Egito.
 
 
 

A Batalha de Hydaspes - A Última Vitória de Alexandre

 
A Batalha de Hydaspes foi a última grande batalha que Alexandre participou e sua última vitória. Localizado num rio no norte da Índia, Alexandre liderava seu exército conquistador para ocupar as terras além do antigo Império Persa e descobrir nova terras para os gregos. Mesmo enfrentando doenças desconhecidas, animais estranhos e um povo dividido em várias tribos, Alexandre e seus homens sofreram para avançar, mas após árduas campanhas contra as tribos locais, o imperador macedônico alcançou o Hydaspes, o rio que era a fronteira norte do poderoso Império Gupta. Enfrentando um exército mais numeroso e avançado que o seu, e ainda possuindo centenas de elefantes de guerras, Alexandre aceitou o desafio e atacou o inimigo. Mesmo sofrendo enormes perdas, incluindo o seu cavalo Bucéfalos, Alexandre obteve uma grande vitória e humilhou os guptas em combate pesado. Mas, acabou gravemente ferido quando uma flecha perfurou o seu peito e quase o matou. Após a batalha, Alexandre acordaria quatro dias depois e encontraria seu exército exausto e doente. Ouvindo as preces de seus homens para voltar para casa, já fazia quase cinco ou sete anos, que esses soldados gregos não vinham seu povo, Alexandre apoiou a ideia e ordenou uma retirada estratégica para a Babilônia, para recompor suas forças, reconstruir seu exército e no futuro expandir ainda mais seu glorioso Império Macedônico.
 
 
 

A Biblioteca de Alexandria, Egito

 

A famosa biblioteca de Alexandria no Egito, foi o maior acervo histórica do Mundo Antigo e continha em torno de 400.000 obras em várias línguas diferentes. Construída por Ptolomeu I para elogiar Alexandre, a biblioteca só era usada por membros da família real, poetas e filósofos. Era um dos prédios mais lindos e bem construídos da cidade. Porém, em 48 A.C., tropas romanas de Júlio César colocaram fogo na enorme estrutura como punição pela resistência do Reino Ptolomaico contra a expedição romana. Mas, alguns documentos acabaram sendo salvos e escondidos pela cidade até serem novamente encontrados nos séculos 19 e 20.
 
 

Bibliografia:





 

 







sábado, 10 de fevereiro de 2018

Análise Histórica de "Balada do Soldado"

 

"Balada do Soldado" - A Triste História dos Soviéticos na Segunda Guerra

 
"Balada do Soldado" é um filme russo de 1959 e dirigido por Grigori Chukhrai. A história se foca no jovem soldado soviético chamado Alyosha que após destruir dois tanques alemães, acaba recebendo o benefício de visitar a mãe por um semana. Porém, durante a longa viagem pelo interior da USSR, Alyosha acaba ajudando dezenas de outras pessoas com seus próprios problemas. Também é nessa viagem que ele conhece uma linda moça que está fugindo da guerra. Ambos acabam se apaixonando e entrando em várias situações inusitadas. O filme é muito bom, sua cinematografia é espetacular e também é um dos poucos filmes soviéticos que o diretor conseguiu mostrar a verdadeira realidade da população soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Recomendável para aqueles que gostam de filmes russos.
 
 
 

Batedores Soviéticos - Os Olhos e Ouvidos do Exército Vermelho

Os batedores russos eram altamente treinados para missões de patrulha ou de infiltração. Também eram usados para direcionar a artilharia ou sabotagem de depósitos inimigos. Os batedores eram formados por quatro soldados (homens ou mulheres) e eram armados com rifles, metralhadoras e pelo menos um rádio. Ganharam grande destaque durante os contra-ataques russos de 1942, mas só se tornariam efetivos em 1943.
 
 
 

O Rifle AT Soviético

O rifle AT soviético era um canhão leve criado para destruir tanques com blindagens leves. Usado por tropas de suporte, o rifle foi a arma AT mais letal da Frente Oriental até 1943. Equipes inteiras eram treinadas para usar tal arma que era fácil de recarregar e de carregar. Disparava um tiro de cada vez, mas a penetração era bem profunda para os tanques daquela época. Continuou em uso até a Guerra do Vietnã.
 
 
 

A Horrível Vida dos Civis Soviéticos

 
Antes mesmo da Segunda Guerra Mundial começar a situação da população civil era aterradora. Eram forçados a pagar impostos absurdos e sofriam nas mãos dos temíveis comissários de Stálin. Quando os alemães invadiram e começaram a massacrar os civis, aqueles que tinham um modo mais rápido de se locomover conseguiram se salvar da brutalidade da guerra. Mesmo depois da guerra ter sido finalizada, a população soviética continuaria sofrendo com o governo de Stálin até a sua morte em 1953.
 
 
 

 

O Sistema Ferroviário Soviético

 
O sistema ferroviário soviético foi por muitos anos o melhor do mundo, pois foi construído pela Alemanha como parte de um acordo comercial entre as nações antes da Segunda Guerra. Quando a guerra chegou, a USSR usou todo seu sistema ferroviário para enviar tropas e equipamentos para todas as frentes de combate. Porém, como foram os alemães que haviam construído a maioria dessas estradas de ferro, o inimigo sabia muito bem onde atingir as rotas ferroviárias com pesados ataques aéreos. Depois de 1943, os soviéticos usariam menos as rotas ferroviárias e mais estradas pavimentadas, construídas pelos engenheiros das divisões de combate.
 
 

O Rádio na USSR

 
O exército vermelho demorou um pouco para usar rádios modernos. Quando possuía algum rádio disponível, esse era imediatamente enviado para unidades de batedores, tanques ou artilharia. A infantaria soviética não usava tal equipamento. Mesmo recebendo alguns rádios modernos dos Aliados, os soviéticos ainda utilizariam mensageiros para levar informações para o alto-comando. O rádio também era utilizado para a propaganda soviética para motivar a população a se manter unida e forte para defender a terra-mãe.
 
 

Bibliografia: