sexta-feira, 10 de março de 2017

Análise Histórica de "Agonia e Glória"

 

"Agonia e Glória" - A Vida do Soldado Numa Guerra

 
"Agonia e Glória" é um filme americano de 1980 dirigido por Samuel Fuller e estrelado por Lee Marvin, Mark Hamill, Robert Carradine, Bobby Di Cicco e Kelly Ward. Os personagens são fictícios, mas a história é real. Ela se foca na Primeira Divisão Americana (The Big Red One) e as campanhas que participou pela Segunda Guerra. O filme é épico, sua música é estonteante, a atuação é boa e as batalhas bem legais. Mesmo tendo alguns erros no uso de armas e veículos que não pertenciam à época, o filme não decepciona e recomendo para aqueles que gostam de um pouco de aventura num dos maiores conflitos da humanidade.
 
 
 

A Primeira Divisão Americana

 
Criada em 1917, a Primeira Divisão Americana é uma tropa de infantaria muito bem treinada e considerada uma força de elite. Lutou na Primeira Guerra Mundial, mas ficaria mais famosa durante a Segunda Guerra Mundial. Após a vitória aliada, a Primeira Divisão lutaria nas principais campanhas militares da Guerra Fria. Até hoje a divisão existe e combate nos lugares mais perigosos do mundo como o Iraque e o Afeganistão. Ela tem o apelido de "Big Red One" por causa da cor vermelha na insígnia da divisão. É também a unidade de infantaria mais velha dos EUA, 100 anos de existência!
 
 
 

 

A Operação Torcha - A Primeira Ofensiva Anfíbia dos Aliados

 
A Operação Torcha foi uma grande ofensiva anfíbia que os aliados lançaram no Norte da África para derrotarem de vez as forças do Eixo que ameaçavam tomar o essencial Canal de Suez das forças britânicas. Em 8 de Novembro de 1942, duas divisões americanas e uma divisão britânica desembarcaram nas cidades costeiras de Casablanca (Marrocos), Oran e Argel (Argélia). Todas eram defendidas por tropas francesas facistas leais ao governo de Vichy. Mas, após o dia 10 de Novembro, todas essas forças francesas se renderam e mudaram de lado para os aliados. Depois de intensos ataques aéreos e navais da França e Itália, em 16 de Novembro, a operação era finalizada e considerada um imenso sucesso dos aliados. Com esse desembarque, as forças alemãs e italianas que lutavam no Egito, tiveram que iniciar uma corrida para a Tunísia, numa tentativa de se manterem no Norte da África e resistirem a esse ataque surpresa na sua retaguarda.
 
 
 

A França Vichy - Os Franceses Leais à Hitler


 
 
Governo francês estabelecido em 1940 após a derrota da França diante da guerra-relâmpago dos alemães. Sobre o comando do Marechal Petáin, a França Vichy controlava todo o sul da França e eliminava os grupos de guerrilha franceses que tentavam invadir a região norte, controlada pela Alemanha. Quando os aliados invadiram o Marrocos e a Argélia em 1942, ambas as colônias eram defendidas por tropas leais ao governo de Petáin e resistiram aos invasores por três dias antes de se renderem após uma ordem dada pelo Almirante Darlan. Com a rendição das forças francesas na África, a Alemanha invadiu o governo francês de Vichy e prendeu Petáin por traição. Porém, mesmo após o fim da guerra, muitos membros do antigo governo facista francês seriam perseguidos por De Gaulle e enforcados por trairem a França.
 
 
 

As Tropas Marroquinas - A Elite do Novo Exército Francês

 
As tropas marroquinas eram uma força de elite da Legião Estrangeira Francesa. Formadas por soldados marroquinos e liderados por oficiais franceses nascidos no Marrocos, esses eram os mais bem equipados e preparados soldados que a França possuía para continuar sua guerra contra a Alemanha. Quando os aliados invadiram o Marrocos, as tropas marroquinas foram as primeiras unidades francesas a se juntarem a eles e ficariam famosos em grandes batalhas pela África e Itália. Mesmo sendo excelentes soldados, os marroquinos acabaram sendo odiados pelas populações européias, principalmente a italiana, em relação ao seus métodos tribais como: saques de cidades livres, estupro de mulheres e a tortura e execução em massa de prisioneiros. Mesmo com esses crimes, nenhum marroquino foi considerado um criminoso ou julgado por esses crimes mesmo após o fim da guerra.
 
 
 

O Blindado AB41

 
O AB41 foi um blindado italiano usado na África em grandes números tanto por italianos quanto pelos alemães. Possuía um blindagem leve, mas era um veículo bastante rápido e eficaz em terrenos irregulares. Era usado para apoiar a infantaria e para patrulhas de longo alcance. Possuía uma metralhadora na frente e outra na torre. Seu armamento principal era um canhão de 20mm de recarga rápida. Era bom contra infantaria inimiga, mas inútil contra outros veículos blindados. Mais de 550 foram construídos.
 
 

A Batalha da Passagem de Kasserine

 
A Batalha da Passagem de Kasserine foi a última grande vitória do Eixo no Norte da África antes da derrota final diante do avanço aliado. Em Fevereiro de 1943, Erwin Rommel, comandante das forças ítalo-alemãs, lançou um ataque surpresa nas despreparadas tropas americanas e causou uma enorme confusão por vários dias até finalmente tomar a passagem. Porém, a ofensiva alemã perdeu força quando alcançou a cidade de Kasserine e se deparou com tropas americanas reforçadas e preparadas. A derrota em Kasserine seria uma árdua lição para os americanos sobre como enfrentar um inimigo com táticas e armas mais avançadas que dos próprios americanos.
 
 
 

A Tomada de Bizerta

 
 
A Tomada de Bizerta foi a última batalha que os americanos tiveram no Norte da África e fez parte da Operação Vulcão. O objetivo da operação era de capturar as cidades de Bizerta e Túnis e cercar o exército ítalo-alemão no Cabo Bon. Em 6 de maio de 1943 teve início a ofensiva e logo de cara os aliados enfrentaram uma feroz resistência alemã no caminho para as cidade. Mas no dia 10, americanos e britânicos conquistavam Bizerta e Túnis e isolavam mais de 300.000 alemães e italianos com o resto da Europa. No dia 13, os alemães e italianos se renderam para os aliados e com isso finalizavam a longa e árdua Campanha do Norte da África.
 
 
 

A Operação Husky - A Invasão Aliada na Sicília

 

A Operação Husky foi uma enorme ofensiva anfíbia aliada contra a ilha italiana da Sicília, essencial para dar início a invasão da Itália. Após a derrota do Eixo na África, os aliados decidiram invadir a Europa de Hitler pelo seu aliado mais fraco: Benito Mussolini. Em 9 Julho de 1943, tropas aliadas invadiram a ilha e encontraram uma feroz resistência por parte da guarnição ítalo-alemã. Depois de várias semanas de intensos combates, os alemães evacuaram suas forças e abandonaram seus aliados italianos para os aliados. Em 17 de Agosto, os aliados dominaram a ilha. Com essa imensa derrota, Benito Mussolini foi derrubado no poder pelos seus próprios generais e a Itália saiu da guerra. Mas, Hitler ordenou a ocupação de toda a Península Italiana numa ousada tentativa de barrar o avanço aliado na Europa.
 
 
 
 

O Exército Italiano

 
O Exército Real Italiano foi criado em 1861, após a unificação da Itália, e lutou nas maiores guerras do final do século 19 até metade do século 20. Durante a Segunda Guerra Mundial, os italianos eram bastante numerosos e possuíam uma excelente artilharia. Mas, boa parte dos armamentos da infantaria e de tanques já era bastante obsoletos em comparação aos dos alemães e dos aliados. Após a desastrosa campanha na África, o exército italiano estava totalmente desmoralizado e acabou se rendendo em 1943 após a campanha da Sicília. Em 1946, o Exército Real Italiano era dissolvido e um exército mais moderno ocupava seu lugar.
 
 
 
 

A Batalha do Bolsão - A Última Ofensiva Alemã contra os Aliados

A Batalha do Bolsão ou também chamada de a Batalha das Ardenas, foi a última chance dos alemães de derrotarem as forças aliadas antes que estas invadissem a Alemanha. Aproveitando o rigoroso inverno europeu, os alemães lançaram uma imensa ofensiva que pegou os aliados de surpresa. Mesmo com a surpresa inicial, os aliados se recuperaram de imediato e logo após o fim da ofensiva alemã, lançaram um contra-ataque que retomou tudo que perderam para os alemães no início da batalha. No fim a ofensiva alemã foi um fracasso e nunca mais a Alemanha teria condições lançar um ataque como o que foi usado nas Ardenas.
 
 
 

A Campanha do Ruhr - O Fim da Indústria Bélica Alemã

 
Também conhecido como o Bolsão do Ruhr, foi uma curta mas, árdua campanha americana para neutralizar de vez a indústria bélica alemã. Mesmo após uma longa campanha aérea, os aliados não haviam ainda conseguido destruir de vez as fábricas alemãs. Quando os americanos atravessaram as defesas alemãs no Rio Reno, eles rapidamente cercaram o Vale do Ruhr, onde ficavam as fábricas alemãs, e isolaram mais de 400.000 alemães do resto da Alemanha. Após um mês de intensos combates, mais de 317.000 alemães se renderam para os americanos. Mesmo depois do fim da guerra, tropas britânicas tiveram que enfrentar uma feroz guerrilha de nazistas que duraria até 1946.
 
 
 

A Juventude Hitlerista - O "Futuro do Reich"

 
A Juventude Hitlerista foi uma organização paramilitar do Partido Nazista com o objetivo de criar forças de elite formadas pelas gerações mais novas da raça "ariana". Criada em 1933, quando Hitler assumiu como Chanceler, a organização de início só praticava marchas propagandísticas em favor do regime nazista e perseguiam judeus e comunistas pelas principais cidades da Alemanha. Com o início da Segunda Guerra, a entidade foi transformada num centro de treinamento para novas divisões de elite da Waffen-SS. Mesmo sendo bem treinados, equipados e fanáticos diante do Nazismo, a Juventude acabaria sendo dissolvida com a derrota final da Alemanha em 1945. Milhares de jovens e crianças seriam mortos pelas forças aliadas e várias gerações futuras de alemães deixariam de existir por muitos anos.
 
 

Bibliografia:





 
 

 





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Análise Histórica de "Platoon"

 

"Platoon" - Como a Guerra Destrói a Inocência do Homem

 
"Platoon" é um filme americano/britânico de 1986 e dirigido pelo polêmico Oliver Stone. O filme se foca numa história fictícia sobre um jovem soldado que acaba de chegar no Vietnã acreditando que voltaria para casa como um herói. Mas, ele testemunha os horrores da guerra e acaba com o tempo perdendo toda a inocência que tinha. O filme é arrasador e mostra claramente como a guerra transforma pessoas boas em pessoas cruéis e sádicas. O elenco é fantástico. Temos Tom Berenger, Willem Dafoe, Charlie Sheen, Forest Whitaker, Francesco Quinn, John C. McGinley, Richard Edson, Kevin Dillon e Johnny Depp. O filme possui pesadas cenas de guerra e é bastante violento e realista. Só recomendável para aqueles que tem estômago forte.
 
 
 

O Soldado Americano no Vietnã

 
O soldado americano que lutava no Vietnã era bem treinado e equipado. Porém, se mostrou despreparado para enfrentar um inimigo fanático que vivia numa das regiões mais difíceis de se combater. Selva fechada, rios, pântanos, montanhas e uma população duvidosa foi a maioria dos problemas que o soldado americano enfrentou no Vietnã. Após a guerra, o comando americano iria fazer uma reforma revolucionária que transformaria um exército de jovens desiludidos em  um exército profissional e letal.
 
 
 

O Cerco de Khe Sanh

 
O Cerco de Khe Sanh foi uma das batalhas mais longas da Guerra do Vietnã entre os EUA e o Vietnã do Norte. Em Janeiro de 1968, mais de 20.000 norte-vietnamitas, com artilharia e tanques, atravessaram a fronteira do Laos com o Vietnã do Sul e tomaram a base avançada americana de Lang Vei. Após essa rápida conquista, os norte-vietnamitas atacaram e cercaram a base de artilharia americana de Khe Sanh. Por vários meses, os norte-vietnamitas atacaram as defesas americanas, sendo repelidos em todos os ataques. Em Julho do mesmo ano, reforços sul-vetnamitas atacaram a retaguarda norte-vietnamita na Rota 9 e romperam o cerco de Khe Sanh. Por causa das enormes perdas em homens e material, o alto-comando americano autorizou a evacuação total da base. Logo depois, os norte-vietnamitas a ocuparia e a transformaria numa fortaleza.
 
 
 

O Exército Norte-Vietnamita

 
Criado em 1944, o ENV era de início uma pequena e poderosa guerrilha, mas após a expulsão das forças francesas, se tornou um grandioso e bem preparado exército. Quando finalmente entrou em ação em 1965 contra os EUA, se mostrou um adversário à altura do gigante americano. As perdas na Guerra do Vietnã foram imensas, mas o nível de experiência do exército acabaria ajudando a criar uma força de elite capaz de enfrentar qualquer adversário.
 
 

Bibliografia:





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Análise Histórica de "A Cruz de Ferro"

 

A Cruz de Ferro - A Brutalidade da Guerra

 
"A Cruz de Ferro" é um filme anglo-alemão de 1977 dirigido por Sam Peckinpah. A história do filme é totalmente fictícia, mas se passa durante a Segunda Guerra Mundial. O filme se foca numa tropa alemã que ficou presa atrás das linhas soviéticas quando o comandante da tropa os abandonou para poder ganhar a famosa Cruz de Ferro, por sua "grande" liderança no campo de batalha. É claro que a tropa descobriu e iniciou uma perigosa perseguição para poder se vingar desse comandante covarde e corrupto. O elenco é formado por grandes atores como: James Coburn, Maximilian Schell, James Mason, David Warner, Klaus Löwitsch, Vadim Glowna, Roger Fritz e Dieter Schidor. O filme é bastante violento e possui algumas cenas explícitas de nudismo e sexo. A atuação é razoável e a produção é ok. Porém, o filme tem uma história confusa e algumas vezes mal escrita. O final é bastante decepcionante. Mas, de um modo geral é um excelente filme para aqueles que gostam de batalhas épicas e de ver as loucuras que uma guerra causa para o homem.
 
 
 

A Frente Oriental - O Pesadelo dos Alemães

 

Também conhecida como a Grande Guerra Patriótica, a Frente Oriental foi a campanha mais violenta e brutal de toda a Segunda Guerra Mundial. Tendo início em 1941 com uma imensa invasão terrestre (a maior da História) liderada pela Alemanha contra o governo comunista da USSR. Em 1942, os alemães avançaram para o sul da USSR numa tentativa de cortar a principal rota de suprimentos vindos do Irã. Mas em 1943, os soviéticos viraram o jogo e continuariam avançando até a capital alemã de Berlim em 1945. Foi nessa frente onde aconteceram as maiores batalhas de blindados e onde também os nazistas tentaram dizimar a população eslava. Os alemães e seus aliados perderam 5 milhões de homens. Já os soviéticos perderam 10 milhões de soldados e mais de 17 milhões de civis da etnia eslava foram executados pelos alemães.
 
 
 

A Campanha do Cáucaso - A Luta pelo Petróleo Russo



A Campanha do Cáucaso foi uma longa e decisiva batalha pelo controle do maior reservatório de petróleo da USSR. Em 1942, a Alemanha, junto com a Romênia, Itália e Hungria, resumiu sua invasão e decidiu capturar os principais campos petrolíferos que sustentavam a máquina de guerra soviética. Os soviéticos já sabiam que seus campos petrolíferos seriam os alvos dessa nova ofensiva e instalaram explosivos caso caíssem nas mãos erradas. Os alemães avançaram com grande rapidez, usando sua tática de guerra-relâmpago, e capturaram os campos de Maikop. Porém, os russos acionaram os explosivos de Maikop e impediram os alemães de extrairem o petróleo para eles mesmos. Em desespero pela falta de combustível, os alemães tentaram alcançar os campos de Grozny, mas foram detidos no Rio Terek na Chechênia. Em 1943, os soviéticos lançaram um violento contra-ataque e retomaram quase tudo que perderam no ano anterior, incluindo Maikop. Mas, tropas alemãs e romenas conseguiram parar o avanço soviético no Rio Kuban. Só em 1944 é que os alemães finalmente abandonariam a região do Kuban e finalizariam a luta pelo petróleo russo.
 
 

O Exército Alemão em 1943

 
Em 1943, o exército alemão estava com fortes sinais de desgaste após os desastres em Stalingrado e no Cáucaso. A maioria dos soldados alemães estava com os uniformes rasgados, armas enferrujadas, doentes e muito cansados. Mas, mesmo nessa horrível situação, a moral continuava alta, menos nos oficiais do alto escalão. O soldado alemão continuava a ser um profissional e muito bem equipado com armas e veículos poderosos. Os soviéticos ainda sofreriam muitas baixas para finalmente quebrar essa feroz resistência que os alemães ainda mantinham após tantas derrotas.
 
 

O Exército Soviético em 1943

 

Diferente dos alemães, os soviéticos estavam se reorganizando. Após as horrendas derrotas em 1941 e 1942, os soviéticos fizeram uma nova reforma em seu exército e começou a criar divisões formadas por soldados profissionais e bem equipados. Mulheres e crianças também fazim parte das forças armadas para compensar as imensas perdas sofridas no anos anteriores. O soldado soviético estava mais bem treinado e equipado do que antes. Tinha uma moral alta e se mostrava bastante fanático diante de um inimigo superior em táticas e em armas. Era o início de uma virada épica contra os nazistas.
 
 

As Crianças Soldados dos Soviéticos


Após as enormes perdas em homens nos anos de 1941 e 1942, a USSR começou a alistar milhares de crianças para lutarem pela defesa da Pátria Mãe. A maioria variava entre 10 até 12 anos. Eram usadas para levar mensagens ou patrulhas. Com o passar do tempo começaram a ser colocadas nas frentes de combate, mas a maioria morria com facilidade. Aquelas que tentavam desertar e voltar para casa, eram caçadas e executadas como traidoras da nação. Muitas seriam capturadas e estrupadas pelos alemães como uma forma de amedrontar a moral dessas pobres almas que eram enviadas aos montes para um verdadeiro inferno.
 
 
 

Os Morteiros - A Principal Peça de Artilharia da Infantaria

 

A arma mais poderosa da infantaria até hoje são os morteiros. Fáceis de carregar e de utilizar, os morteiros são essenciais para eliminar alvos pesados que são difíceis de serem atingidos por artilharia pesada. Na Segunda Guerra, todas as nações que lutaram no conflito usavam vários tipos de morteiro. Mas, o mais comum foi o morteiro de 81mm. Tanto alemães quanto soviéticos abusariam de tal arma ao longo do conflito.
 
 
 
 

Os Hospitais Alemães - Um Breve Paraíso no Inferno



Por causa da grande extensão no território russo, os alemães foram obrigados a estabelecer grandes quantidades de hospitais de campanha para ajudar na grande quantidade de feridos que vinham das temíveis batalhas orientais. Para a maioria dos alemães, esses hospitais eram um breve paraíso num lugar que se parecia muito com o inferno. Existiram muitos casos de soldados alemães terem relações sexuais com as poucas enfermeiras que atendiam nesses locais. Em alguns casos super raros, os soldados acabavam casando com as enfermeiras para não ficarem mais sozinhos no retorno para casa.
 
 
 

A SS no Exército Alemão

Durante toda a guerra, o Partido Nazista, para manter a moral alta sobre Hitler, mantinha oficiais da fanática Waffen-SS para vigiarem e denunciarem possíveis traidores, desertores ou derrotistas. Esses oficiais eram muito cruéis até mesmo para seus conterrâneos. Mas, houve alguns casos isolados onde os soldados alemães sempre conseguiram criar uma desculpa sobre seu comportamento negativo sobre o Reich e satisfazer esses oficiais fanáticos que ainda acreditavam que poderiam vencer a guerra.
 
 
 

A Velha Guarda se Mantém - Oficiais Prussianos

 
Mesmo após a derrota da Alemanha durante a Primeira Guerra, muitos oficiais de origem prussiana continuaram na ativa durante boa parte da Segunda Guerra. Altamente disciplinados e excelentes mestres em tática e estratégia, esses oficiais eram a principal coluna vertebral do Exército Alemão. Porém, os nazistas odiavam esses oficiais e os considerava como obsoletos. Ao mesmo tempo, esses oficiais prussianos eram contra as ideais dos nazistas de dizimarem outras etnias e até mesmo de estabelecer um grande império "ariano".
 
 
 

 



A Famosa Cruz de Ferro

 
A Cruz de Ferro é a maior condecoração militar do Exército Alemão. Foi introduzida após a Guerra Franco-Prussiana (1870-71) para homenager os homens que fizeram grandes atos heróicos ou corajosos nas situações mais perigosas durante uma batalha. Feita totalmente de ferro, essa medalha é baseada no símbolo dos cavaleiros teutônicos que lutaram durante as cruzadas. Porém, após a Segunda Guerra, essa medalha seria proibida até os anos 60, quando foi reintroduzida nas novas forças armadas alemãs. Infelizmente, muitas pessoas ainda associam tal imagem com o Nazismo, um grave erro que as pessoas precisam aprender ao invés de querer acreditar no que os outras falam sobre tal símbolo.
 
 
 

O Letal T-34

 
O tanque mais produzido da Segunda Guerra Mundial (55 mil unidades), o T-34 foi um veículo revolucionário para as guerras futuras. Introduzido em 1941, o T-34 era um tanque médio, mas que podia ter uma incrível velocidade e sua blindagem era bem resistente e pesada. Um fator incrível foi suas lagartas que ajudavam o tanque a deslizar e virar rapidamente. Vários modelos foram feitos e até hoje alguns países ainda usam tal veículo blindado.
 
 
 
 

O PAK 43 - A Arma para Conter o T-34





Uma das armas que os alemães utilizaram para deter o avanço do poderoso T-34 foi o canhão anti-tanque Pak/43. Esse canhão podia disparar balas perfurantes capazes de aniquilar uma tropa inteira de T-34 a mais de 500m de distância. Era manuseada por quatro homens e transportada por caminhão. De início essa arma causou bastante estrago contra o T-34, mas com o passar do tempo, modelos mais pesados do T-34 foram introduzidos e a arma alemã acabou ficando obsoleta diante de tais veículos blindados. Mais de 2.100 canhões desse tipo foram feitos e usados pela Alemanha.
 
 
 
 

As Mulheres no Exército Soviético

 
Uma das maiores diferenças entre o exército soviético em comparação aos outros exércitos foi o grande uso de mulheres como soldados e pilotos. Por causa das imensas perdas em homens em 1941, a USSR iniciou um programa de mobilização de todas as mulheres entre 18 e 35 anos capazes de lutar pela Pátria Mãe. Milhares sairiam das fábricas na Sibéria e lutariam ao lado de seus compatriotas masculinos em várias batalhas contra os alemães. Elas se mostrariam eficientes como batedoras, atiradoras e pilotas. Mas, diferente dos homens, elas sofreriam nas mãos de soldados alemães caso fossem capturadas. A maioria era estrupada e morta pelos soldados inimigos. Outras eram enviadas para trabalho escravo na Alemanha. Mas, mesmo assim, elas continuavam com uma moral alta e eficiente.
 
 
 

Russos no Exército Alemão

Sim. Muitos russos lutaram ao lado dos alemães contra a USSR. A maioria era de prisioneiros que foram feitos pelos alemães em 1941 e não gostavam do governo de Stalin. Mais de 100.000 russos lutariam contra seus conterrâneos ao longo da guerra. Várias unidades alemãs usavam tropas especiais russas para se infiltrarem na retaguarda inimiga e obter informações sobre suas forças. Mesmo após o desastre de Stalingrado, esses russos leais aos alemães continuariam lutando até o fim da guerra em Berlim. Após o conflito, a maioria dos sobreviventes seria enviada aos gulags ou executados pelos oficiais do Stavka (inteligência soviética).
 
 
 

Bibliografia:

 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Análise Histórica da "A Lista de Schindler"

 

A Lista de Schindler - Um Herói no Holocausto

 
A Lista de Schindler é um filme americano de 1993 dirigido pelo fenomenal Steven Spielberg e vencedor de sete Oscars. O filme conta a história real de um empresário alemão que durante a Segunda Guerra, salvou mais de 1.100 judeus dos campos de concentração dos nazistas, usando como desculpa a falta de mão de obra em suas fábricas. O filme é estrelado por grandes atores como: Liam Neeson, Ben Kingsley, Ralph Fiennes, Caroline Goodall, Jonathan Sagall, Embeth Davidtz, Malgoscha Gebel, Shmuel Levy e Mark Ivanir. É um filme fantástico, mas cheio de cenas pesadas e fortes sobre o holocausto. O final é bem triste, mas ao mesmo tempo emocionante. Recomendável.
 
 
 

Oskar Schindler - O Maior Herói do Holocausto

 
Oskar Schindler era um empresário alemão que salvou a vida de milhares de judeus das mãos do nazismo. Inicialmente Schindler não sabia o que acontecia nos campos de concentração. O que ele queria era ter uma nova mão de obra para suas indústrias recém-estabelecidas na Polônia ocupada. Após ganhar a confiança e amizade de um contador judeu, Schindler ficou curioso sobre o que realmente acontecia nos campos de concentração. Quando descobriu a verdade, o empresário ficou em choque e montou um plano para salvar o maior número possível de judeus das câmaras de gás. Usando seu método de selecionar judeus para a mão de obra nas sua fábricas, Schindler conseguiu salvar mais de 1.100 judeus. Após a guerra, com medo do avanço comunista na Alemanha, Schindler escapou com a família para a Argentina, onde viveria até 1958. Nos anos 1960, Schindler tentou ressuscitar seu antigo negócio, mas acabou fracassando e ficando muito pobre para continuar morando na Argentina. Mas, graças a sua ousadia e coragem, Schindler acabou sendo salvo pelos próprios judeus que ele ajudou a escapar da morte. Ele acabaria morrendo em 1974, na Alemanha.
 
 
 

A Indústria Bélica Alemã


Durante toda a Segunda Guerra Mundial, a principal coluna que mantinha a Alemanha de pé era sua essencial indústria bélica. Na região do vale do Ruhr, os alemães possuíam centenas de fábricas de tanques, aviões, munições e armas. A maioria dos trabalhadores eram judeus ou prisioneiros de guerra. Oskar Schindler era dono de uma dessas fábricas, mas ele acabou a mudando de lugar quando os aviões aliados começaram à bombardear o Ruhr para neutralizar a máquina de guerra alemã. Em Varsóvia, Schindler utilizaria sua fábrica como um santuário para os judeus poderem se proteger das forças fanáticas dos nazistas.
 
 
 
 



O Gueto de Varsóvia

 
Estabelecido pelos alemães em 1940, o gueto servia para abrigar todos os judeus poloneses da Polônia inteira. Mais de 400.000 judeus poloneses viveriam no gueto em condições totalmente desumanas. Doenças, fome e a constante violência da polícia militar alemã e de oficiais da SS matariam mais de 92.000 judeus dentro do gueto. O gueto funcionaria até 1943. Após um brutal levante da população judaica, os alemães finalmente fechariam o gueto e transfeririam os habitantes remanescentes para os campos de concentração espalhados pela Polônia.
 

 

Os Horripilantes Campos de Concentração Nazistas

 
Inicialmente construídos para serem moradias temporárias para os judeus que seriam transferidos de volta para a terra santa, os campos de concentração acabariam se transformando no símbolo da maior crueldade que o homem já cometeu em toda a sua história. Podiam abrigar milhares de pessoas, mas as condições de moradia eram precárias. Doenças e pragas eram bastante comuns nesses locais. Para piorar, a maioria dos guardas alemães eram membros da fanática SS. Era bem comum acontecerem execuções em massa de judeus por nenhum outro motivo. A partir de 1943, os campos seriam transformados no último ponto de encontro das famílias judaicas, antes que a maioria fosse enviada para as câmaras de gás. O maior e mais conhecido de todos os campos foi o de Auschwitz, que se tornou o símbolo do holocausto judeu.
 
 
 

Uma Tentativa de Resistência - O Levante do Gueto de Varsóvia

 
Em abril de 1943, membros da resistência judaica, criada dentro do gueto, com o apoio do exército livre polonês, iniciaram uma violenta revolta em todo o gueto. De início, os alemães foram pegos de surpresa, mas rapidamente isolaram os revoltosos e durante violentas semanas foram esmagando os bolsões de resistência dos judeus e dos poloneses. Em maio, tudo estava acabado e mais de 13.000 judeus e poloneses estavam mortos. Os alemães só perderam 17 homens. Como retaliação, os alemães fecharam de vez o gueto e deportaram mais de 60.000 judeus para os campos de concentração, para impedir que novas revoltas ocorressem no local.
 
 
 

As Câmaras de Gás - A Solução Final dos Nazistas sobre os Judeus

 


As temíveis câmaras de gás eram estruturas de concreto que possuiam uma única saída: uma chaminé que liberava o gás após este ter sido usado para matar centenas de pessoas em poucos minutos. Perto de cada campo de concentração, os nazistas construíram essas estruturas para facilitar a eliminação dos judeus pela Europa e também para diminuir a mão-de-obra escrava que já não era tão necessária na época. Milhares de pessoas de origem judaica seriam mortas e seus corpos enterredos em enormes covas ou cremados para evitar doenças pelo campo. É simplesmente horrível!
 
 
 

O Fim do Pesadelo - A Libertação dos Campos

 
Em 1945, as forças aliadas nas duas frentes de combate contra os alemães (Ocidental e Oriental) libertaram os principais campos de concentração e descobriram os horrores que os nazistas promoveram contra os judeus e outras minorias locais. Mesmo com a libertação, milhares de judeus iriam falecer pelos maus tratos sofridos pelos alemães, pela fome e por doenças, antes mesmo dos aliados iniciarem um longo processo de recuperação para os sobrevientes. Para muitos judeus, os longos anos de sofrimento haviam acabado, mas alguns acreditavam que o pesadelo do que aconteceu nesses lugares nunca iria embora.
 
 

O Holocausto - Aprendemos Alguma Coisa?

 
O Holocausto foi uma das maiores atrocidades que o homem já causou pela História da Humanidade. Mais de 6 milhões de judeus morreram nas mãos dos nazistas. Mas, no fim aprendemos alguma coisa? Pelo que parece, o homem ainda não compreendeu o nível da barbárie que foi o holocausto. Após a Segunda Guerra, novos genocídios ocorreram onde milhares pereceriam diante de brutais líderes. Vimos genocídios na China, no Camboja, na Rússia, na Bósnia e até recentemente na Síria, onde a guerra civil está ceifando a vida de muitas pessoas, a maioria de minorias religiosas ou políticas. Também não podemos esquecer dos genocídios dos armenos (1 milhão) e dos chineses (20 milhões) que foram o prelúdio do que aconteceria com os judeus na Alemanha de Hitler. Espero que todos que estejam lendo, analisem a imagem acima (sim ela é pesada, mas é real) e tentem entender que somos todos iguais. Não há motivo algum para entrarmos em conflito uns com os outros por algo como sexo, política ou religião. Isso é simplesmente barbárie e estupidez. Obrigado por sua atenção e é até a próxima.
 
 
 

Bibliografia:

 













 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Análise Histórica do "Além da Linha Vermelha"

 

Além da Linha Vermelha - Guerra x Natureza

 
 
"Além da Linha Vermelha" é um filme americano/canadense de 1998 e dirigido por Terrence Malick. O filme é baseado na Campanha de Guadalcanal durante a Segunda Guerra Mundial e se foca nos soldados americanos que lutaram e sangraram para deter o avanço japonês pelo Pacífico. Também se foca como a guerra afeta a natureza. O filme é bem filosófico sobre a natureza e violência do homem e também dos conflitos internos que eles sofrem ao decorrer da batalha. Todos os personagens são fictícios, mas são interpretados por atores fenomenais como: Jim Caviezel, John Cusack, Sean Penn, Elias Koteas, Nick Nolte, Woody Harrelson, Ben Chaplin, George Clooney, John Travolta e John C. Relily. O filme é sensacional e fantástico. As cenas de batalha são realistas e não usam efeitos especiais. A música é incrível e a direção é nota dez. O filme é bem longo e algumas vezes até fica cansativo, mas é recomendável.
 
 

A População Aborígene na Segunda Guerra

 
Durante a Campanha de Guadalcanal, os aliados tiveram a ajuda das tribos de aborígenes que já habitavam a ilha há centenas de anos. Esses homens eram excelentes batedores e atiradores. Foram essenciais para localizar defesas japonesas e de interceptar possíveis ataques japoneses antes que estes pudessem ser realizados. Também ajudaram a caçar japoneses que não conseguiram escapar da ilha após a campanha e estes eram decapitados pelos habitantes. Até hoje é possível localizar algumas tribos que ainda mantém os crânios dos japoneses que eles mataram.
 
 

O Exército Americano no Pacífico

 
O exército americano não só lutou na Europa como também lutou no Pacífico. Mesmo que a maioria das divisões estivessem sendo enviadas para a luta contra a Alemanha, uma dúzia de outras divisões foram transferidas para lutar contra o Japão. As tropas eram mais bem treinadas e armadas que os fuzileiros. Mas, não estavam acostumadas com combates na selva ou operações anfíbias de grande escala. Mesmo com essas deficiências, o exército americano mostrou ser uma força de elite e preparada para qualquer situação de combate.
 
 

A Campanha de Guadalcanal - O Fim do Avanço Japonês

 
A Campanha de Guadalcanal foi uma operação americana de deter o avanço do Império Japonês pelo Pacífico e impedir uma futura invasão na Austrália. A operação teve início em 7 de Agosto de 1942 e só terminaria em 9 de Fevereiro de 1943. Os americanos e os japoneses lutariam pelo controle de um grande campo aéreo localizado no centro da ilha e também pelas rotas navais em volta da ilha. Depois de sofrerem algumas derrotas humilhantes, os americanos virariam o jogo e conseguiriam não só manter o campo aéreo sobre controle, mas também iniciar um longo avanço para o norte da ilha para finalmente expulsar os japoneses. As perdas americanas foram de 7.000 mortos e feridos e 29 navios afundados. Já os japoneses perderam 19.500 homens e 38 navios. Era o fim da expansão japonesa no Pacífico e o início da longa jornada americana até Tóquio.
 
 
 

A Batalha pelo "Gifu"

 
Em Dezembro de 1942, os japoneses já haviam desistido de retomar o controle de Guadalcanal e haviam decidido evacuar as tropas remanescentes da ilha. Para impedir os americanos de atrapalhar a evacuação, que acontecia no norte da ilha, uma força de 2.000 japoneses recebeu a tarefa de defender as montanhas que cercavam as posições americanas e de bombardear o Campo Aéreo de Henderson, para impedir que os aviões americanos atacassem os navios de evacuação. Percebendo a ameaça da artilharia japonesa nas montanhas, os americanos despacharam o exército para aniquilar essas posições. A luta pelo Gifu, que era o ponto mais alto da ilha e a principal fortificação japonesa, duraria semanas e causaria grandes baixas para ambos os lados. Em Janeiro de 1943, os americanos finalmente tomaram o Gifu e dominaram as montanhas da ilha. Porém, a evacuação japonesa continuaria e muitos soldados escapariam com vida graças ao sacrifício de seus colegas.
 
 
 

O Canhão de 75mm Americano

 
O canhão americano de 75mm é utilizado pelos americanos até hoje. Foi a principal peça de artilharia dos aliados na Segunda Guerra e foi essencial para destruir as posições mais poderosas que os japoneses haviam construído pelo Pacífico. Outros países, como o Brasil, usam essa arma até hoje.
 
 
 
 

A Batalha de Kokumbona

 
Após a conquista do Gifu (Monte Austen), o exército americano avançou contra a vila fortificada de Kokumbona. Os japoneses usavam a vila como centro de comando e também para usar sua artilharia de longo alcance contra o Campo Aéreo de Henderson. Quando os americanos atacaram no dia 23 de Janeiro de 1943, boa parte das tropas japonesas já havia escapado para o norte da ilha. Só havia uma pequena força de 300 japoneses na vila (a maioria desidratada ou doente). Assim mesmo, os poucos japoneses resistiram bravamente ao ataque americano, mas no fim acabaram sendo subjugados pelos americanos em combate corpo-a-corpo. O caminho para o norte da ilha estava aberto.
 
 
 

O Campo Aéreo de Henderson

 
O principal motivo do combate em Guadalcanal entre americanos e japoneses foi o Campo Aéreo de Henderson. Construído pelos japoneses no início de 1942, o campo aéreo acabou caindo para os americanos e estes concluíram o que os japoneses começaram. O nome do campo foi feito em homenagem a um piloto dos fuzileiros que foi morto na Batalha de Midway. Ocorreriam três batalhas pelo controle do campo, mas os americanos venceriam em todas. Em 1943, os japoneses desistem de retomar o campo e iniciam uma evacuação da ilha.
 
 
 

A Batalha do Bonegi

 
No início de Fevereiro de 1943, os japoneses obtiveram sua última "vitória" em Guadalcanal, no Rio Bonegi. A evacuação japonesa estava quase finalizada, mas com a rápida queda de Kokumbona, os americanos estavam quase alcançando o ponto de evacuação. Numa tentativa desesperada, 900 japoneses lançaram um contra-ataque sobre os americanos no Rio Bonegi e conseguiram mais 24 horas para a evacuação ser finalizada. Por causa do ataque japonês, os americanos adotariam um avanço devagar e cauteloso. Em 9 Fevereiro, os americanos entraram na vila de Tenaru e descobriram que mais de 13.000 japoneses conseguiram fugir da ilha.
 
 
 

Bibliografia: