quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Análise Histórica - "O Resgate do Soldado Ryan" - Parte 1

 
 
 
 

O Resgate do Soldado Ryan - O Filme de Guerra Mais Famoso do Mundo

O "Resgate do Soldado Ryan" é um filme americano de 1998 e dirigido pelo fantástico diretor Steven Spielberg. Baseado numa incrível história real, o filme se passa durante a Segunda Guerra Mundial na França, quando os aliados iniciavam o longo processo de libertação do continente das mãos do temível regime nazista. Com um elenco sensacional que inclui: Tom Hanks, Matt Damon, Tom Sizemore, Edward Burns, Barry Pepper, Adam Goldberg, Vin Diesel, Giovanni Ribisi e Jeremy Davies, o filme foi um sucesso de bilheteria e ganhador de alguns Oscars. Com incríveis e realistas cenas de batalhas que incluem até mesmo o desembarque nas praias da Normandia, o "Resgate do Soldado Ryan" é um filme de guerra recomendável que vocês não podem perder. 100% aprovado.
 
 
 

A Campanha da Normandia


 
A Campanha da Normandia foi, talvez, a batalha mais famosa da Segunda Guerra, onde os aliados invadiram a França Ocupada e iniciaram o longo e árduo processo de libertação da Europa Ocidental do controle nazista. A campanha teve início no dia 6 de Junho de 1944 com os desembarques aliados nas praias da Normandia. Depois de quase 10 semanas de intensos e brutais combates nos campos e vilas francesas no interior da França, os aliados cercam e esmagam o exército alemão do Ocidente no Bolsão de Falaise. Em Agosto, os aliados entravam em Paris e declaravam a França livre do controle nazista.
 
 
 

O Dia-D: O Dia Mais Longo da Normandia

 
O dia 6 de Junho de 1944, também conhecido como o Dia-D, foi o evento mais importante da Campanha da Normandia pela Libertação da Europa Ocidental dos nazistas. Os aliados escolheram cinco praias na Normandia e enviaram a maior força naval da Guerra na Europa. Depois de vários dias de intenso bombardeio aéreo e naval, os aliados despacharam cinco divisões, cada uma para cada praia, sendo duas americanas, duas britânicas e uma canadense para estabelecerem uma poderosa cabeça de praia e iniciarem o avanço para libertar Paris. Porém, os aliados precisavam primeiro atravessar a formidável Muralha do Atlântico para alcançarem o interior da França.
 
 
 
 

A Formidável Muralha do Atlântico


 
Construída de 1940 até 1944, a Muralha do Atlântico era uma série de fortificações navais que tinham como principal objetivo impedir qualquer invasão marítima pelo norte da França e pela Noruega. a Muralha se estendia desde a fronteira da França com a Espanha até a fronteira da Noruega com a Finlândia. Os alemães construíram milhares de obstáculos nas praias, colocaram milhares de minas de vários tipos diferentes, estabeleceram centenas de canhões navais de grosso calibre, como o visto na foto acima e possuíam uma imensa quantidade de armamentos leves como metralhadoras, morteiros e baterias anti-aéreas. Na Normandia, as defesas da Muralha eram bastante poderosas. Porém, as guarnições alemãs eram formadas por tropas de segunda categoria ou por voluntários de outras nações (indianos, coreanos, japoneses, russos, húngaros, poloneses e ucranianos). A única exceção era a presença de uma divisão de elite do exército alemão localizada na praia Omaha, a mais bem defendida de todas na Normandia.
 
 
 
 

O Desembarque na Praia Omaha

 
O desembarque americano na Praia Omaha aconteceu durante o dia 6 de Junho de 1944. Liderado pelo 116 Regimento de Infantaria da 1 Divisão Americana, considerada a melhor divisão do exército americano, o desembarque havia sido considerado pela inteligência aliada como fácil e rápida. Porém, os aliados fracassaram em duas coisas: a primeira foi que as defesas navais alemãs sobreviveram aos ataques navais e aéreos que aconteceram no dia anterior; a segunda foi que a guarnição alemã era formada por uma divisão veterana da frente oriental e muito bem treinada para repelir invasãoes anfíbias. O que aconteceu foi uma carnificina. Os americanos foram surpreendidos pelas defesas alemãs e as primeiras três levas de tropas americanas sofreram mais de 90% de baixas. Nenhum dos 16 tanques que deveriam apoiar a infantaria chegou à praia. Todos afundaram no canal. Depois de quase 12 horas de matança, pequenos grupos de sobreviventes das primeiras levas, com apoio de reforços das outras levas, começaram a romper as defesas alemãs na praia e avançaram para o interior onde os alemães começaram a se render ou a recuar para uma nova linha de defesa. As perdas americanas só nesse setor do Dia-D foram de 6.000 mortos e feridos.
 
 

As Lanchas de Desembarque

 
O principal veículo de desembarque dos americanos no Dia-D foi a lancha desembarque. Como na foto acima, a lancha podia cerregar mais de 30 à 50 homens ou até mesmo jipes e canhões de artilharia. Na Normandia, milhares dessas lanchas seria usadas principalmente para desembarcarem as enormes levas de soldados aliados nas praias normandas. Porém, o veículo era extremamente desprotegido e podia ser facilmente afundado por morteiros ou danificado por pesado ataque de metralhadoras. Muitas das perdas iniciais americanas em Omaha ocorreriam dentro desses veiculos antes mesmo de alcançarem as defesas alemãs no topo da praia.
 
 
 

O Exército Americano

 
Em 1944, o exército americano era uma força aliada bem organizada e treinada. Tendo várias divisões veteranas de outras batalhas, o exército estava bastante preparado para enfrentar as melhoras tropas que os alemães tinham posicionadas pela França. A Campanha da Normandia mostraria ao mundo que o exército americano seria a principal força militar para o futuro e seria usado como base para os outros exércitos de outras nações.
 
 

A MG-42 - A Arma mais Letal dos Alemães

Talvez a metralhadora mais conhecida e poderosa e toda a Segunda Guerra Mundial. A MG-42, foi criada para substituir a já formidável MG-34. Milhares seriam produzidas durante a guerra e os alemães a utilizaria em todas as suas batalhas. Fácil de carregar e de manejar, a MG-42 podia disparar mais de 1000 balas por minuto e sem ter problema de se aquecer. Podia ser carregada por um único soldado ou colocada num tripé fixo. Na Normandia, a MG-42 seria uma das principais defesas espalhadas pela região e causaria um grande número de baixas para as forças aliadas durante a campanha. Mesmo após o fim da guerra, a MG-42 é utilizada até hoje por vários exércitos e ainda surpreende por se mostrar tào avançada até para os dias de hoje.
 
 
 

O Lança-Chamas na Europa Ocidental



A arma americana mais letal usada no Pacífico também foi vista em alguns poucos combates pela Normandia. O lança-chamas foi bastante usado no Dia-D contra as defesas alemãs da Muralha do Atlântico. Porém, era alvo fácil para atiradores e metralhadoras. Como os alemães, na maioria das vezes, recuavam do que lutavam até a morte, não era o caso da Waffen-SS. Mesmo tendo pouca participação na Europa Ocidental, o lança-chamas ainda continuava sendo a arma ideal para neutralizar as defesas mais poderosas dos alemães.
 
 
 
 

Os Médicos de Combate Americanos

 
Os médicos eram os soldados mais importantes da Segunda Guerra em qualquer exército. Os médicos americanos eram bem treinados para as situações mais extremas. Também podiam usar armas de fogo, mas só em casos de urgências. Mas, mesmo bem treinados, os médicos americanos sofreriam grandes baixas por causa de atiradores alemães que sempre procuravam pelas grandes cruzes vermelhas em seus capacetes para diferencia-los dos outros soldados.
 
 
 

Bangalores - Os Toperdos da Infantaria

 
Os Bangalores parecem longos tubos de encanamento. Porém, são na verdade um tipo de torpedo. Dentro do tubo ficam as cargas explosivas que são acionadas quando o pavio no fim do tubo é aceso. Foram usados durante todas as operações anfíbias da guerra contra os arames farpados que os inimigos espalhavam pelas defesas costeiras. Somente os engenheiros de combate dos exércitos aliados usavam tal artefato explosivo.
 
 

A Thompson: A Melhor Submetralhadora dos Aliados


A Thompson é uma submetralhadora usada pelos Aliados durante a Segunda Guerra. Foi criada em 1921 e acabaria sendo bastante popular entre os gangsters mais famosos dos EUA. Seu design original possuía um cartucho de vinte balas. Mas havia várias modificações: um tambor com 50 à 100 balas e um supressor para melhorar a precisão da arma. Foi a mais produzida pelos EUA e seria bastante usada por oficiais aliados. Foi usada em todas as batalhas que os aliados lutaram. Até hoje é utilizada por outras nações.
 
 

A Garand: O Primeiro Rifle Automático do Mundo

O rifle Garand foi o primeiro rifle automático da História. Produzido pelos EUA, o Garand disparava oito tiros em um único cartucho. Era rápido de ser recarregado e ainda podia ser modificado com uma baioneta ou uma mira telescópica. Foi a principal arma do exército americano. Quase todos os soldados usavam tal arma. Incrivelmente é utilizada até hoje por outras nações.
 
 

A Carabina M1: A Arma Favorita dos Oficiais Americanos

A Carabina M1 é um tipo de rifle semi-automático produzido pelos EUA. Feita para as forças especiais americanas, acabaria sendo bastante popular entre os oficiais americanos, incluindo alguns generais. Disparava 15 balas e era recarregada por um cartucho na sua parte inferior. Podia ser modificada com uma mira telescópica. Mesmo que os EUA tenha já parado de utiliza-la, muitos países a utilizam até hoje, principalmente entre as forças policiais.
 
 
 

A BAR: O Rifle Mais Pesado dos Aliados

 
A BAR foi o rifle mais pesado que os aliados usaram na Segunda Guerra. Criada e produzida pelos EUA, a BAR foi utilizada pela primeira vez no final da Primeira Guerra. Podia disparar vinte tiros por cartucho. Alguns modelos possuíam um suporte no cano para ser usada como uma metralhadora leve. Mesmo potente, era leve e um único soldado podia carrega-la sem problemas. Foi usada por outras nações até os anos 1980.
 
 

Os Atiradores Americanos

 
Os atiradores americanos eram muito bem treinados e eficientes em combate. Na Normandia, esses soldados especiais contribuiriam em eliminar os temíveis e letais atiradores alemães e também ajudariam a eliminar oficiais alemães à longas distâncias, prejudicando a eficiência de combate do inimigo até o fim da campanha. A principal arma era o rifle Springfield 1918.
 
 
 

Bibliografia:

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Análise Histórica - "Cartas de Iwo Jima" - Parte 3

 

"Cartas de Iwo Jima"- Parte Final

 
 

A Rendição de Soldados Japoneses

 
 
Durante toda a Guerra do Pacífico, o número de soldados japoneses capturados ou rendidos foi extremamente baixo. Como explicado na parte anterior, os japoneses louvavam seu imperador como um deus e eram instruídos a se sacrificarem por ele e pela honra de sua família. Era bem raro de encontrar japoneses que realmente queriam se render, pois não aguentavam mais lutar contra um inimigo imbatível. Em Iwo Jima, dos 21000 japoneses que defendiam a ilha só 216 seriam capturados ou se renderiam durante ou após a batalha.
 
 
 
 
 

Os Crimes de Guerra Americanos no Pacífico

 
Ao longo da Guerra do Pacífico, houveram casos isolados de soldados americanos que torturavam e executavam os poucos prisioneiros japoneses que haviam adquirido em batalha. As razões de tais ações eram bem simples. Muitos americanos acreditavam que foram enviados para matar japoneses e não captura-los. Outros tinham total ódio do povo japonês pelos relatos de prisioneiros americanos que era executados pelos seus captores nipônicos. Após a guerra, nenhum desses casos de execução foram analisados e quase tudo foi deixado de lado pelo governo americano. Em Iwo Jima, houveram alguns casos de execução de prisioneiros japoneses. Nenhum culpado foi julgado pelos atos que cometeu.
 
 
 
 

O Tanque Crocodilo: O Pesadelo dos Soldados Japoneses

Ao longo da Guerra do Pacífico, os americanos utilizavam outra arma letal contra os abrigos japoneses: o tanque lança-chamas "Crocodilo". Armado com um canhão de 75 mm e um lança-chamas, o Crocodilo era visto como um dragão pelos soldados japoneses. Era a arma ideal para atingir as defesas mais poderosas do Japão sem expor muito a infantaria. Em Iwo Jima, pelo menos 30 seriam usados na luta contra as casamatas japonesas. Vários seriam destruídos ou danificados na batalha.
 
 
 
 

O Seppuku - O Suicídio Honroso dos Japoneses



O Seppuku era o suicídio honroso que os oficiais japoneses praticavam quando se viam cercados ou sem condições de se renderem. O oficial se ajoelhava e usava uma adaga para abrir sua barriga. Logo em seguida, um assistente do oficial se posicionava atrás com sua katana e decapitava o seu superior. Tal ato foi bastante praticado ao longo da Guerra do Pacífico. Há alguns casos isolados em que os oficiais japoneses abandonaram a prática do Seppuku e utilizaram pistolas ou granadas para cometerem tal suicídio honroso.
 
 
 

Bibliografia:

 
 

 
 


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Análise Histórica - "Cartas de Iwo Jima" - Parte 2




"Cartas de Iwo" - Continuação

 

A Artilharia Japonesa

 
 A artilharia japonesa sempre foi uma das armas favoritas do Japão e os japoneses eram "mestres" no uso dessas armas formidáveis. Em Iwo Jima, os japoneses utilizaram dois tipos de artilharia. O primeiro era do calibre 75mm. Usado em todas as batalhas que o Japão lutou, o canhão de 75mm era uma arma formidável, tanto para defesa quanto para o ataque. Podia ser desmontado e carregado por cinco homens ou dois jumentos. O segundo foi o de calibre de 105mm. Usado para defesas navais, esse tipo de canhão era extremamente poderoso contra alvos pesados, como tanques e navios. Diferente do canhão de 75mm que atirava e recarregava rapidamente, o canhão de 105mm demorava mais para recarregar, mas seu alcance era enorme e seu poder de fogo causava muita destruição. Em Iwo Jima, os japoneses teriam uma grande quantidade desses canhões para as defesas da ilha.
 
 

Os Ataques Aéreos contra Iwo Jima


Por todo o ano de 1944 até os dias antes da invasão em 1945, Iwo Jima foi bastante bombardeada pelo poder aéreo americano. Enfrentando pouca ou nenhuma oposição aérea do Japão, os americanos rapidamente obtiveram superioriedade aérea e podiam bombardear a ilha quase todos os dias. Porém, o bombardeio aéreo foi em vão, pois todas as defesas japonesas foram construídas no subterrâneo da ilha. Quando os americanos invadiram Iwo Jima, eles perceberam que os ataques aéreos foram inúteis para facilitar a conquista da ilha.




O Poder Naval Americano em 1945

 
Em 1945, a Marinha Americana era a maior e mais poderosa do mundo. Possuía mais de 40 porta-aviões, 18 encouraçados, 37 cruzadores e centenas de destroieres. Ela dominava todo o Pacífico. Em Iwo Jima, todo o seu poder naval seria demonstrado contra as defesas japonesas da ilha. Porém, Iwo Jima seria um alvo impossível de ser destruído pelo mar, fazendo com que a Marinha só tivesse um apoio secundário durante a batalha.

 
 
 

A Epidemia de Disenteria em Iwo Jima



Antes e durante a batalha por Iwo Jima, ocorreu uma pequena epidemia de disenteria pela ilha. Durante a construção das defesas subterrâneas da ilha, os japoneses estabeleceram um enorme sistema de esgotos. Por causa da umidade, fungos e bactérias se proliferaram com grande rapidez nesses locais. Muitos dos defensores japoneses foram vítimas de disenteria e por falta de medicamentos e higiene, a maioria morreria. Houveram alguns casos isolados de soldados americanos que também sofreram com essa doença, mas não houve nenhuma morte confirmada por disenteria.
 
 
 
 

O Bombardeio Naval contra Iwo Jima

 
 

Antes da invasão de Iwo Jima, a Marinha Americana cercou e bombardeou por três dias a ilha, numa  vã tentativa de aniquilar suas defesas. Após os bombardeios, a ilha parecia uma parte da lua. Porém, as defesas japonesas aguentaram e simplesmente responderam ao poder naval americano no dia da invasão. Vários navios americanos seriam  danificados pelos canhões japoneses e a marinha reconheceria o erro de não ter aumentado o bombardeio na hora certa. Era o início de uma grande carnificina.



 

A Batalha de Iwo Jima

 
 

A Batalha de Iwo Jima (19 Fev - 26 Mar, 1945) foi uma das mais brutais e violentas batalhas da Segunda Guerra Mundial. Após confirmarem a presença de três bases aéreas japonesas na ilha, os americanos decidem invadir o local e usá-lo para mais bombardeios pesados contra o Japão. Depois de uma longa campanha de bombardeio, os americanos invadem a ilha no dia 19 de Fevereiro. Eles se depararam com as mais formidáveis defesas japonesas de toda a Guerra do Pacífico. Mais de 21000 japoneses defendiam a ilha, sob o comando do maior e mais letal general japonês da guerra. A luta foi longa e brutal. Mesmo com a rápida captura do ponto mais alto da ilha, o Monte Suribachi, o resto da ilha seria mais difícil de ser controlado. Após de 36 dias de puro inferno e carnificina, a batalha chegou ao seu fim no dia 26 de Março com um último ataque suicida japonês de 300 homens contra as posições americanas na ilha. O saldo de mortos e feridos foi aterrador. Os americanos usaram 110000 homens para capturar a ilha e perderam 25000 durante a batalha. Dos 21000 japoneses, 18000 seriam mortos, 216 capturados e pelo menos 3000 desaparecidos. Essa foi uma raras batalhas do Pacífico onde as perdas americanas ultrapassavam as baixas japonesas.




 

O Lança-Chamas: A Arma mais Letal dos Americanos

 
Durante boa parte da Guerra do Pacífico, os americanos empregaram a melhor arma para derrotar o fanatismo japonês: o lança-chamas. Carregado por um único soldado, na forma de dois tanques de combustível nas costas e uma longa mangueira, o lança-chamas foi essencial para neutralizar até mesmo as defesas mais poderosas dos japoneses. Em Iwo Jima, o lança-chamas seria a arma mais usada para neutralizar os abrigos subterrâneos japoneses em toda a ilha. Porém, havia uma única desvantagem. Se o tanque levasse qualquer tipo de tiro, ele exploderia e mataria não só o soldado que o carrega, mas também aqueles em volta dele.
 
 
 
 
 

O Suícido dos Soldados Japoneses

 
Uma das táticas mais bizarras do Exército Imperial era do suicídio após a luta. O soldado japonês fora disciplinado para nunca se render ao inimigo, pois a rendição trazeria desgraça para a família do combatente. Se o soldado japonês fosse ferido ou estivesse a ponto de ser capturado, ele deveria usar sua própria arma ou granada para cometer tal ato. Em alguns casos, o soldado japonês se tacava em seus inimigos com uma granada para causar o maior estrago possível. Por isso, que em toda a guerra do Pacífico houveram pouquíssimos prisioneiros de guerra japoneses. Em Iwo Jima, a maioria das baixas japonesas seria causada por tal ato, pois muitos soldados japoneses ficariam presos e isolados nos túneis da ilha.
 
 
 
 

A Tortura de Prisioneiros Americanos

 
Ao longo da Guerra do Pacífico, os japoneses cometeram centenas de crimes de guerra contra prisioneiros americanos. Os japoneses não gostavam quando um grande número de soldados inimigos fossem capturados. Se isso acontecesse, os japoneses iriam tortura-los até a morte, pois consideravam a rendição uma vergonha para um soldado normal. Um grande número de americanos sofreriam nas mãos de seus captores japoneses. Em Iwo Jima, houveram poucos casos de americanos capturados e torturados pelos japoneses. Porém, aqueles que eram encontrados mortos por tortura, aumentavam ainda mais o ódio americano diante dos japoneses.
 
 
 
 

A Elite da Marinha Imperial: Os Fuzileiros Imperiais

 
A força mais letal e poderosa de toda Marinha Imperial Japonesa: os fuzileiros imperiais. Esses soldados eram altamente treinados e extremamente fanáticos para seu imperador. Usavam as melhores armas do Império e eram sempre usados nas missões mais perigosas. Mesmo após muitas derrotas nas mãos dos americanos, os fuzileiros continuavam a ser uma força de combate de elite. Em Iwo Jima, 2000 fuzileiros imperiais estariam estacionados na ilha. Depois da primeira semana de combate, quase todos estavam mortos. Somente alguns pequenos grupos conseguiram resistir até o fim da batalha.
 
 
 
 

Os Temíveis Ataques Banzai

 
 



A tática favorita das tropas japonesas era o aterrorizante ataque banzai. Era feito usando o maior número possível de soldados contra uma posição fortificada. O ataque só terminava se todos os soldados japoneses morressem ou o inimigo fosse destruído. A maioria desses ataques eram feitos durante à noite, houveram poucos durante o dia. Leva atrás de leva de soldados japoneses atacavam o inimigo. Porém, tais táticas eram ultrapassadas contra as novas armas da Segunda Guerra. Em Iwo Jima, vários ataques banzai seriam lançados ao longo da luta, mas só um assustaria os americanos. Seis dias após a invasão da ilha, 2000 japoneses lançaram uma ataque para expulsar o inimigo da ilha. 1500 foram mortos e só 20 americanos morreram. Tais ataques acabariam enfraquecendo as outras defesas japonesas pelo resto da ilha.
 
 
 
 

O Morteiro Japonês de 320mm

 
Durante a batalha de Iwo Jima, os japoneses haviam introduzido uma nova arma contra os tanques americanos. Era o morteiro de 320 mm. Esse morteiro tinha quase o tamanho de um homem e carregava uma ogiva de quase 300 kg. Mesmo que o estrago fosse devastador, era muito difícil de ser usado contra um alvo em movimento. Assim mesmo, os japoneses empregaram um grande número desses morteiros pela ilha e conseguiram destruir alguns tanques e matar alguns fuzileiros americanos. Havia um batalhão inteiro que só manuseava tal arma. Após a batalha, só alguns exemplares foram capturados intactos pelos americanos.
 
 
 
 
 

O Tanque Sherman no Pacífico






O principal tanque de combate dos americanos durante a Segunda Guerra foi o famoso M4 Sherman. Esse era um tanque médio, mas possuía um poderoso canhão de 57mm. A versão usada no Pacífico era a versão M4A2 que possuía um canhão de 75mm. Como a maioria dos tanques japoneses eram leves e obsoletos, o Sherman se mostrou ser o tanque mais poderoso do Pacífico. Em Iwo Jima, os americanos usariam mais de 80 deles na batalha. Por causa do terreno rochoso e arenoso, muitos acabariam atolados e forçados a serem abandonados. Poucos foram destruídos na batalha.
 
 
 
 
 

Os Civis Japoneses Durante a Segunda Guerra





Durante a Segunda Guerra, a população japonesa tinha uma vida calma e próspera. Após as vitórias iniciais em 1941-42, a população achava que a guerra nunca alcançaria seus lares. Porém, em 1945 a situação era bem diferente. As principais cidades japonesas eram constantemente bombardeadas pelos EUA e milhares de civis foram mortos. Para piorar, a polícia secreta, Kempeitai foi colocada nas ruas das cidades japonesas para confiscarem os bens da população, para ajudar na produção de material de guerra e para prender ou executar possíveis "derrotistas". A fome e doenças já se espalhavam pela nação, mas a população não mostrava nenhum sinal de desmoralização diante de suas próprias forças armadas e principalmente seu imperador. Para eles era vitória ou morte até a última mulher ou criança.
 
 
 
 
 
 

A Missão Militar Japonesa nos EUA

 
Após a Primeira Guerra Mundial, o Japão havia se tornado um país extremamente desenvolvido e precisava aprender as novas táticas de combate para as guerras do futuro. O país que mais chamava a atenção nos anos 1920 era os EUA. Imediatamente, vários oficiais do exército e da marinha imperial foram enviados em missões militares para aprenderem essas novas táticas, conhecerem a imensa indústria americana e ganhar a confiança dos militares americanos, caso algum dia ambas as nações lutassem lado a lado. Entre os oficiais japoneses estava o defensor de Iwo Jima, o General Kuribayashi. Lá, ele seria homenageado e ganharia o respeito do alto comando americano após alguns exercícios militares. Alguns rumores da época diziam que ganhou uma pistola Colt. 9mm e a usou em Iwo Jima.
 
 
 

Bibliografia:




 

 


terça-feira, 19 de abril de 2016

Análise Histórica - "Cartas de Iwo Jima" - Parte 1



Cartas de Iwo Jima - O Filme de Guerra Mais Dramático de Todos

 
 
Cartas de Iwo Jima é um filme americano, de 2006, dirigido pelo inestimável Clint Eastwood e possuindo um elenco quase totalmente japonês. Os principais atores são Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya e Tsuyoshi Ihara. A história do filme é baseada na sangrenta e decisiva Batalha de Iwo Jima, durante o último ano da Segunda Guerra Mundial. Mesmo sendo um filme bastante violento, o drama mostrado nele é simplesmente brilhante. A atuação de todos os atores é fantástica. A música é impecável do início ao fim. O filme é totalmente falado em japonês, com exceção de algumas cenas onde há personagens americanos. Cartas de Iwo Jima é talvez um dos poucos filmes de guerra onde podemos ver certos eventos históricos pelo ponto de vista dos perdedores. Um filme que vocês não podem perder. Recomendo 100% e obrigatório para entender ainda mais a cultura japonesa naquela época tão intensa.
 

 

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

 
A Segunda Grande Guerra Mundial foi o maior e mais devastador conflito armado da História da Humanidade. A guerra teve início em 1 de Setembro de 1939 com a invasão alemã da Polônia. Logo, em pouco menos de 2 anos todo o mundo estaria em guerra. As principais forças que lutaram no conflito foram os Aliados (EUA, Inglaterra, França, USSR e muitas outras nações, incluindo o Brasil) e o Eixo (Alemanha, Japão, Itália e seus poucos aliados). A luta foi extremamente brutal em várias frentes de combate como: a Frente Ocidental (1940-45), a Frente Oriental (1941-45), a Frente Atlântica (1939-45), a Frente Africana (1940-43), a Frente Chinesa (1939-45) e a Guerra do Pacífico (1941-45). As perdas humanas após o fim do conflito em 2 de Setembro de 1945 chegam atualmente aos 80 milhões de mortos (civis e militares). Após a guerra, o mundo se transformaria totalmente ao mundo que vivemos hoje.
 
 
 

A Guerra do Pacífico (1941-1945)

 
A Guerra do Pacífico foi um dos teatros de operação que aconteceu durante a Segunda Guerra. Essa guerra teve início no fim de 1941, quando os japoneses bombardearam o porto de Pearl Harbor no Havaí. Com isso, os EUA definitivamente entrava na Segunda Guerra contra o Eixo. Boa parte dos combates aconteceram pelas ilhas espalhadas do Pacífico. Grandes combates navais e aéreos ocorreram ao longo do conflito. Já as batalhas terrestres foram extremamente brutais por causa do fanatismo japonês de lutar até a morte, causando grandes baixas americanas. A guerra só chegaria ao fim em 2 de Setembro de 1945, com a rendição incondicional do Japão após sofrer os ataques atômicos americanos em seu território e da entrada da União Soviética no último ano.
 
 
 
 

A Ilha Vulcânica de Iwo Jima



Iwo Jima é uma ilha localizada à 1200 km do sul do Japão, no Pacífico Central e possui 8 milhas por quadrado (21 km). Sua geografia é extremamente confusa e perigosa. É vulcânica e seu solo é extremamente arenoso e rochoso. Seu ponto mais alto é o Monte Suribachi, um vulcão já extinto. Durante a Segunda Guerra, os japoneses estabeleceram 3 bases aéreas na ilha, transformando-a num alvo tentador para os americanos. Percebendo isso, os japoneses construíram uma das mais formidáveis fortalezas de sua linha de defesa. Também foi o palco para uma das batalhas mais violentas da guerra.
 
 
 
 

O Transporte Aéreo Japonês da Segunda Guerra

 
O principal transporte aéreo japonês foi o Kawasaki Ki-56 (vide imagem). Era um avião de transporte leve usado para levar suplementos, soldados ou até lançar paraquedistas. Suas primeiras versões não possuíam blindagem ou armamento para defesa. Eram facilmente abatidos pelos aviões americanos. Só no fim da guerra é que o Kawasaki recebeu uma blindagem leve e duas metralhadoras para defesa. Assim mesmo era ainda um alvo fácil para os americanos. Só 121 desses aviões foram construídos durante a guerra.
 
 
 
 

O Gênio Por Trás das Defesas de Iwo Jima - O General Kuribayashi

 
Vindo de uma família de samurais, Tadamichi Kuribayashi foi um dos maiores estrategistas da Segunda Guerra Mundial. Reconhecendo o poder militar americano como quase infinito, Kuribayashi reuniu o que tinha de disponível em Iwo Jima e transformou a ilha numa verdadeira fortaleza. O objetivo era atrasar e causar o maior estrago possível nos americanos antes que esses pudessem invadir a ilha seguinte: Okinawa. Alto, forte e educado, Kuribayashi era extremamente respeitado por seus subordinados no exército imperial, mas odiado pelos oficiais da marinha imperial. Quando os americanos chegaram em Iwo Jima, Kuribayashi pôde finalmente mostrar seu poder e causar um grande espanto nas forças invasoras. Por 26 dias ele segurou a ilha, metro por metro, e causou imensas perdas americanas, maiores até mesmo em comparação às baixas japonesas. No fim da batalha, Kuribayashi cometeu suicídio e foi enterrado em algum lugar da ilha. Nunca encontraram seu corpo, mas recebeu a admiração e o respeito de seus inimigos após a guerra.
 
 
 
 
 

As Defesas de Iwo Jima

 
A geografia de Iwo Jima ajudou bastante na construção das defesas japonesas na ilha inteira. Por ser uma ilha vulcânica, Iwo Jima possui um terreno bastante irregular e confuso. Com um chão arenoso e muitas pedras, os defensosres japoneses puderam esconder com perfeição suas armas  de defesa. É claro que o ponto mais alto da ilha, o Monte Suribachi, seria transformado no epicentro dessas defesas. Escondendo canhões de artilharia, baterias anti-aéreas, tanques, morteiros e metralhadoras, pelas numerosas cavernas e grutas espalhadas pela ilha, os japoneses transformaram a ilha numa posição quase impenetrável. Seria só uma questão de tempo para os americanos invadirem a ilha e se depararem com essas formidáveis e letais defesas japonesas, construídas para um único propósito: aniquilar o exército inimigo.
 
 
 

O Poder Aéreo Japonês em 1945

 
Em 1945, o poder aéreo japonês era quase inexistente. Depois do desastre na Batalha do Golfo de Leyte, o Japão ainda possuía uma frota aérea gigantesca, mas com pouquíssimos pilotos experientes. Com o uso inicial do kamikaze, os japoneses decidiram conservar seus aviões nas principais ilhas japonesas e abandonar o resto. Em Iwo Jima, os japoneses não tiveram apoio aéreo. A distância da ilha impedia que os kamikazes e aviões de apoio atacassem a frota americana. Isso fez os americanos terem superioridade aérea por toda a batalha, sem sofrerem qualquer interferência dos japoneses.
 
 
 

 

A Rivalidade da Marinha Imperial com o Exército Imperial



As duas formações militares do Japão Imperial eram a Marinha e o Exército. Mesmo fazendo parte do mesmo governo, ambos se odiavam. A marinha acreditava num domínio naval para derrotar seus inimigos. Já o exército acreditava na conquista de territórios essenciais para a sobrevivência do Império. Em Iwo Jima, as unidades navais e terrestres não conseguiriam se coordenar direito durante a batalha, mas também não prejudicariam o resultado que Kuribayashi queria. Enquanto o exército apoiava a ideia de uma batalha de atrito, a marinha adotava táticas, já obsoletas, de contra-ataques suicidas noturnos contra o inimigo. Como resultado, após a primeira semana dos combates por Iwo Jima, quase todas as unidades navais da ilha já haviam sido destruídas. Só algumas poucas decidiram seguir a ideia do exército imperial de resistir e causar o maior estrago possível no inimigo antes do fim.
 
 
 
 

O Exército Imperial Japonês



Criado em 1867 durante a Restauração Meiji, o exército imperial era uma força a ser reconhecida no mundo afora. Depois de esmagar o xogunato e algumas revoltas de samurais, o exército partiu para uma série de conquistas externas e brutais. Dominou a Coréia, Formosa (atual Taiwan), invadiu a China e ajudou a conquistar 75% do Pacífico em seis meses. Em 1945, porém, o exército imperial estava quase acabado, mas continuava forte na moral e determinação de seus soldados. Fortemente armados e treinados, os soldados japoneses eram extremamente fanáticos pelas causas do Império e do seu Imperador. Em Iwo Jima, uma única divisão de 21000 homens defenderia a ilha até o fim, causando grandes baixas americanas e mostrando ao inimigo que o exército imperial continuava firme e forte diante de tantas derrotas.
 
 
 
 

Ha-Go: O Tanque mais Leve do Japão

 
Desenvolvido em 1933, o Tipo 95 Ha-Go foi um tanque de blindagem leve usado pelos japoneses antes e durante a Segunda Guerra. Sua produção teve início em 1936 e durou até 1943. Mais de 2300 seriam utilizados na guerra, se tornando o tanque mais produzido e usado pelo Japão. Seu principal armamento era um canhão de 37mm criado para eliminar posições leves e infantaria inimiga. Também possuía duas metralhadoras leves, uma na frente e a outra na torre. Foi criado para acompanhar e apoiar a infantaria japonesa durante grandes ofensivas. Era extremamente fraco contra outros tanques e podia ser facilmente destruído com um único tiro de canhão. Porém, possuía uma grande vantagem, velocidade e manobra. Foi usado em todas as batalhas que o Japão lutou na Segunda Guerra. Em Iwo Jima, 12 desses tanques seriam utilizados como posições fixas, por causa da falta de combustível, do terreno montanhoso e da falta de manutenção, e não durariam muito tempo durante a batalha.
 
 
 
 

Suribachi: O Ponto Mais Alto e Importante de Iwo Jima



O Monte Suribachi é o ponto mais alto de toda ilha de Iwo Jima. Com aproximadamente 170 metros de altura, o monte sempre foi visto como o epicentro de qualquer defesa construída na ilha. Kuribayashi percebeu essa importância e transformou o monte numa fortaleza. Com centenas de casamatas com metralhadoras, morteiros e canhões, manuseados por 4000 soldados japoneses, Suribachi era uma posição extremamente perigosa de ser atacada. Depois do desembarque americano, o monte resistiria por uma semana inteira até finalmente cair nas mãos dos americanos que ergueriam uma grande bandeira dos EUA para mostrar a maior conquista que eles tiveram ao longo da batalha.
 
 
 
 
 

Um Atleta na Guerra: Barão Nishi

 
Takeichi Nishi, apelidado como "Barão Nishi", foi um comandante japonês que lutou e morreu durante a batalha por Iwo Jima. Nishi era o comandante responsável pelo Regimento de Tanques 26, e fiel seguidor do código samurai, o "Bushido". Antes da guerra, Nishi havia se tornado uma grande celebridade pelo mundo após sua vitória nas Olimpíadas de Los Angeles em 1932. Mas, quando o Japão entrou na Segunda Guerra, Nishi imediatamente deixou sua fama como atleta e se formou como oficial das forças mecanizadas do Japão. Em Iwo Jima, Nishi lideraria sua unidade até o fim da batalha. Todo o regimento seria destruído e Nishi cometeria suicídio para evitar ser capturado. Seu corpo nunca foi encontrado após a batalha. Mesmo após a guerra, os EUA fizeram uma grande homenagem ao atleta e respeitaram sua coragem e determinação durante a batalha por Iwo Jima.
 
 
 
 
 
 

A Situação Naval do Japão em 1945

 
A Marinha Imperial japonesa em 1945 estava quase aniquilada. Não possuía mais nenhum porta-aviões e só alguns cruzadores pesados e um único encouraçado para enfrentar o grandioso poderio naval americano. Também, seus principais portos e bases navais estavam sendo constantemente bombardeados pelos americanos, impedindo a saída da maioria desses navios para combaterem pelo Pacífico. Em Iwo Jima, nenhum navio japonês iria comparecer na defesa da ilha, por causa da distância e do poder naval americano.
 
 
 
 

O Kempeitai: A Polícia Secreta do Império Japonês

 
O Kempeitai foi a principal força policial do Japão durante seu período imperial. Formada por oficiais altamente treinados e fanáticos pelo Imperador, o Kempeitai era uma organização extremamente temida pela população japonesa. Durante a guerra, o Kempeitai seria responsável por um grande número de atrocidades em quase todos os teatros de combate. Até mesmo no Japão, a população local foi vítima desse grupo. Também treinados como infantaria, o Kempeitai era responsável por patrulhar e proteger zonas ocupadas na retaguarda dos avanços imperiais. Em Iwo Jima havia uma pequena guarnição do Kempeitai, mas esta unidade foi retirada da ilha, junto com a população local, pois Kuribayashi odiava seus líderes e considerava a presença policial inútil para as defesas da ilha. Após a guerra, muitos oficiais do Kempeitai seriam julgados pelos aliados em Tóquio pelos crimes de guerra que fizeram durante boa parte da guerra e condenados à forca. Em 1945, o Kempeitai não existia mais.
 
 

As Condições Sociais do Japão em 1945

 



Em 1945, o Japão estava numa situação social crítica. Após sofrer duras derrotas para os EUA, o governo japonês percebeu que não teria condições de continuar lutando sozinho por muito tempo. A população sofria com os bombardeios e com a foma. Milhares estavam morrendo pelos ataques incendiários e por doenças. Mas, o apoio pela guerra continuava. Sobre ordens diretas do Imperador Hirohito, membros da Guarda Imperial começaram a criar grupos de guerrilha, formados por mulheres e crianças, para resistirem a inevitável invasão que os americanos já planejavam. Agora era só uma questão de tempo até os americanos invadirem o Japão e enfrentarem a fúria de um povo desesperado e determinado a morrer pelo seu Imperador.
 
 
 
 
 
 

Bibliografia: